Cuiabá

Cuiabá vistoria quase 575 mil imóveis em seis meses e reforça combate ao Aedes aegypti

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, intensificou as ações de enfrentamento às arboviroses e vistoriou 574.889 imóveis nos primeiros seis meses de 2026. O volume expressivo integra a estratégia contínua de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika. Os dados são referentes ao período atualizado até 2 de julho.

Os dados constam na edição 24/2026 do Boletim Epidemiológico da Diretoria de Vigilância em Saúde. O levantamento aponta redução na média semanal de casos de dengue e chikungunya em relação a 2025, embora registre um óbito por dengue neste ano.

No período analisado, a dengue soma 1.295 notificações e 568 casos confirmados, com incidência de 70,5 casos por 100 mil habitantes. Na 25ª Semana Epidemiológica, foram registrados nove novos casos. Ainda que haja oscilações ao longo do ano, a média semanal de notificações caiu de 75,6 em 2025 para 51,8 em 2026.

O trabalho de campo resultou ainda em 60.826 imóveis tratados e 68.063 depósitos inspecionados, além da eliminação de 17.104 possíveis criadouros do mosquito, reforçando as ações de bloqueio da proliferação do vetor.

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A chikungunya apresenta queda significativa no comparativo anual. Em 2026, foram registradas 121 notificações e 115 confirmações, sem registro de óbitos. A média semanal caiu de 434,9 casos em 2025 para 4,8 neste ano, o que representa a maior redução entre as arboviroses monitoradas.

Já a zika mantém baixa circulação no município, com oito notificações e três confirmações, além de incidência de 0,4 caso por 100 mil habitantes.

O Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) reforça que o combate ao Aedes aegypti depende diretamente do engajamento da população, especialmente na eliminação de recipientes que possam acumular água parada e na busca imediata por atendimento em caso de sintomas.

Como medida preventiva, a vacinação contra a dengue com a Qdenga segue disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em esquema de duas doses.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Cuiabá

Boletim aponta que motociclistas representam 69% das mortes no trânsito em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), divulgou o Boletim Epidemiológico 2024 do Programa Vida no Trânsito (PVT), elaborado pela Coordenadoria Técnica de Vigilância Epidemiológica e pela Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (VDANT). O documento traça o perfil dos acidentes fatais registrados no município e reúne informações que irão subsidiar políticas públicas e estratégias de prevenção.

O levantamento mostra que, em 2024, Cuiabá registrou 104 mortes em decorrência de acidentes de trânsito. Entre as vítimas, 85% eram homens e 69% eram motociclistas, grupo que permanece como o mais vulnerável nas vias da capital. Os pedestres representaram 15% das mortes, enquanto os ocupantes de automóveis corresponderam a 9% dos óbitos.

A pesquisa também identificou que 83% das vítimas tinham entre 20 e 59 anos, faixa etária considerada economicamente ativa, o que amplia os impactos sociais e econômicos causados pelos acidentes.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destaca que os dados reforçam a importância do planejamento de ações integradas para reduzir os acidentes e salvar vidas.

“Cada vida perdida no trânsito representa uma dor para as famílias e um alerta para toda a sociedade. O boletim nos permite compreender onde estão os principais fatores de risco e direcionar ações mais eficazes de prevenção. Nosso compromisso é fortalecer o trabalho integrado entre saúde, mobilidade, segurança pública e educação para reduzir esses números e preservar vidas”, afirma.

Outro dado preocupante apontado pelo boletim é que aproximadamente 30% dos condutores envolvidos nos acidentes fatais não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH), reforçando a necessidade de ampliar as ações de fiscalização e conscientização.

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O Programa Vida no Trânsito é desenvolvido de forma integrada entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran), Delegacia Especializada de Delitos de Trânsito (Deletran), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e Vigilância Epidemiológica.

A análise dos acidentes apontou o excesso de velocidade como o principal fator associado às mortes, presente em 30,8% dos casos e identificado como a causa principal em 12,5% das ocorrências investigadas.

Também foram identificados outros fatores relevantes, como consumo de álcool, problemas relacionados à infraestrutura viária, avanço do sinal vermelho e condições inadequadas de visibilidade.

Entre as condutas de risco mais frequentes estão dirigir sem habilitação, circular em locais proibidos, desrespeitar a sinalização e realizar mudanças de faixa sem a devida indicação.

Os dados revelam que 61,5% dos acidentes fatais ocorreram durante o período noturno e na madrugada. Os finais de semana também concentraram grande parte das ocorrências, especialmente aos sábados e domingos, quando há maior circulação de pessoas e aumento da combinação entre consumo de álcool e excesso de velocidade.

As vias com maior número de acidentes fatais em 2024 foram as avenidas Fernando Corrêa, Historiador Rubens de Mendonça (CPA), Miguel Sutil e Helder Cândia, além da BR-364 no perímetro urbano de Cuiabá.

Outro indicador que chama a atenção é que cerca de dois terços das vítimas morreram ainda no local do acidente, demonstrando a gravidade dos sinistros registrados.

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O coordenador técnico de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, Bruno da Silva Santos, destaca que o boletim vai além da divulgação de estatísticas e se consolida como uma ferramenta para orientar decisões e fortalecer ações de prevenção.

“Mais do que apresentar números, o boletim permite compreender o perfil dos acidentes fatais e identificar os principais fatores de risco. Essas informações subsidiam o planejamento de ações integradas entre saúde, mobilidade urbana, segurança pública e demais instituições parceiras, contribuindo para intervenções mais efetivas e para a preservação de vidas”, afirma.

Como principal referência em atendimento de urgência e trauma na capital, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) acompanha diariamente as consequências dos acidentes de trânsito. A diretora-geral da unidade, Kelluby de Oliveira, ressalta que a prevenção é a forma mais eficaz de preservar vidas e evitar a sobrecarga da rede hospitalar.

“O Hospital Municipal de Cuiabá é referência no atendimento aos traumas e recebe diariamente vítimas de acidentes de trânsito, muitas delas em estado grave. Cada ocorrência mobiliza equipes multiprofissionais, leitos, centro cirúrgico e toda uma estrutura de alta complexidade. Quando um acidente é evitado, preservamos vidas e também fortalecemos a capacidade da rede pública de atender outras demandas. A conscientização e o respeito às leis de trânsito continuam sendo as principais ferramentas para mudar essa realidade”, destaca.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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