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Leilão Bonsmara Santa Silvéria comercializa 100% dos touros e registra média de R$ 18,2 mil por animal

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A 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria confirmou o aquecimento do mercado de genética bovina ao comercializar os 40 touros ofertados, alcançando média de R$ 18,2 mil por reprodutor. Realizado em formato totalmente virtual no dia 1º de julho, o remate reuniu animais selecionados pelo Programa Qualitas® de melhoramento genético, desenvolvidos para atender às exigências da pecuária de corte brasileira.

Além do desempenho nas vendas, o evento marcou a expansão da base de compradores da Fazenda Santa Silvéria, com a entrada de novos pecuaristas e elevada recompra de clientes que já utilizam a genética Bonsmara em seus rebanhos.

Segundo a proprietária da fazenda, Clélia Pacheco, o resultado demonstra a confiança do mercado no trabalho de seleção realizado ao longo dos anos.

“Observamos a chegada de novos compradores, inclusive do Mato Grosso do Sul, além do retorno de criadores que já utilizam a raça. Esse movimento reforça a credibilidade da genética que estamos produzindo e os resultados obtidos pelos animais nos sistemas de produção”, destaca.

Reprodutores jovens ganham espaço no mercado

Outro ponto de destaque do leilão foi a forte valorização dos reprodutores mais jovens, reflexo da crescente demanda por animais capazes de elevar o desempenho produtivo dos rebanhos desde as primeiras gerações.

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De acordo com Clélia Pacheco, as avaliações de carcaça também contribuíram para aumentar o interesse dos compradores, especialmente daqueles que buscam genética para programas de cruzamento industrial.

“A avaliação de carcaça agregou ainda mais valor aos animais e fortaleceu a procura por reprodutores destinados ao cruzamento com matrizes meio-sangue, visando maior eficiência e produtividade”, afirma.

Genética adaptada às condições da pecuária tropical

Reconhecida como pioneira na criação da raça Bonsmara no Brasil, a Fazenda Santa Silvéria direciona seu programa de seleção para a produção de animais adaptados às condições tropicais, reunindo características como fertilidade, rusticidade, eficiência produtiva e capacidade de percorrer grandes distâncias durante a estação de monta.

Segundo a criadora, o objetivo vai além da comercialização de reprodutores.

“Nosso compromisso é entregar ao pecuarista uma genética comprovada nas condições brasileiras, capaz de proporcionar mais eficiência, desempenho e rentabilidade aos diferentes sistemas de produção de carne”, ressalta.

Fazenda Santa Silvéria investe em melhoramento genético desde 2000

O programa de seleção da Fazenda Santa Silvéria é conduzido desde o ano 2000 com base nos critérios do Sistema Bonsmara de Seleção, aliado a avaliações permanentes de desempenho.

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A propriedade utiliza o Programa Qualitas® para avaliação genética e a ferramenta Progênie®, responsável por orientar os acasalamentos, buscando intensificar características de interesse econômico, como adaptação ao ambiente tropical, fertilidade, ganho de peso à desmama e desempenho ao sobreano.

Como resultado, a fazenda disponibiliza ao mercado reprodutores preparados para atuar em sistemas extensivos e transmitir aos descendentes atributos que contribuem para maior produtividade, eficiência e rentabilidade da pecuária de corte brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Seguro rural ganha protagonismo no agronegócio em 2026 e se torna ferramenta estratégica para gestão de riscos

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O seguro rural deve assumir posição ainda mais estratégica no agronegócio brasileiro ao longo do segundo semestre de 2026. O aumento da frequência de eventos climáticos extremos, aliado à maior exigência das instituições financeiras na concessão de crédito e à crescente profissionalização da gestão das propriedades, fortalece a busca por mecanismos capazes de reduzir riscos e preservar a estabilidade financeira da atividade rural.

Especialistas avaliam que o seguro deixou de ser apenas uma proteção contra perdas na produção para integrar o planejamento econômico das fazendas, oferecendo maior segurança para produtores, cooperativas, bancos e seguradoras.

Seguro rural deixa de ser custo e passa a ser investimento

De acordo com os advogados Ricardo Dosso e Ana Franco Toledo, sócios do escritório Dosso Toledo Advogados, o cenário atual exige que o produtor rural incorpore o gerenciamento de riscos à administração do negócio.

Segundo Ricardo Dosso, fatores como secas prolongadas, geadas, incêndios, chuvas intensas e outros eventos climáticos extremos aumentam a vulnerabilidade da produção agrícola e tornam o seguro uma importante ferramenta para garantir a continuidade da atividade.

Na avaliação do especialista, além de proteger o patrimônio, a contratação da apólice proporciona maior previsibilidade financeira e reduz os impactos econômicos provocados por perdas significativas nas lavouras.

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Seguro fortalece acesso ao crédito rural

Outro fator que impulsiona o mercado de seguros é sua crescente relevância nas operações de financiamento.

Segundo Dosso, instituições financeiras vêm ampliando a análise dos mecanismos de gestão de riscos antes da liberação de recursos para produtores rurais. Nesse contexto, a contratação do seguro demonstra planejamento financeiro, responsabilidade na condução da atividade e reduz a exposição das operações de crédito.

A tendência acompanha a evolução do sistema financeiro voltado ao agronegócio, que busca ampliar a segurança das operações diante da maior volatilidade climática e econômica.

Atenção às cláusulas evita problemas nas indenizações

Embora o mercado apresente forte potencial de crescimento, especialistas alertam que a contratação do seguro exige atenção aos detalhes contratuais.

A advogada Ana Franco Toledo destaca que o produtor deve conhecer detalhadamente as coberturas previstas, as situações excluídas da apólice, as obrigações durante a vigência do contrato e os procedimentos necessários para comunicar eventuais sinistros.

Segundo ela, boa parte dos conflitos envolvendo seguros rurais ocorre justamente por falhas na interpretação das cláusulas ou pela ausência de documentação adequada no momento do pedido de indenização.

A orientação é que a análise preventiva do contrato seja realizada antes da assinatura, reduzindo riscos jurídicos e aumentando a segurança do produtor em caso de perdas.

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Tecnologia amplia novas modalidades de cobertura

A modernização do agronegócio também vem transformando o mercado segurador.

Além da proteção das lavouras, as seguradoras ampliam a oferta de coberturas para equipamentos agrícolas de alto valor, sistemas de irrigação, estruturas de armazenagem, tecnologias de agricultura de precisão e até responsabilidades civis relacionadas à atividade rural.

Essa diversificação acompanha os investimentos realizados pelas propriedades rurais em inovação, mecanização e digitalização dos processos produtivos.

Gestão de riscos será diferencial competitivo

Para os especialistas, a tendência é que o seguro rural deixe definitivamente de ocupar um papel secundário na administração das propriedades.

À medida que o agronegócio brasileiro avança em produtividade, tecnologia e profissionalização, cresce também a necessidade de instrumentos capazes de proteger investimentos cada vez maiores.

Nesse cenário, o seguro rural consolida-se como uma ferramenta estratégica de gestão de riscos, contribuindo para a sustentabilidade financeira das propriedades, ampliando a segurança das operações de crédito e fortalecendo a competitividade do agronegócio brasileiro diante dos desafios climáticos e econômicos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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