Educação

MEC apresenta alimentação escolar brasileira à Etiópia

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A variada gastronomia brasileira sempre chamou a atenção do mundo e, com a alimentação escolar, não é diferente. Na terça-feira, 11 de agosto, uma delegação da Etiópia visitou o Instituto Federal de Brasília (IFB) – Campus Planaltina, vinculado ao Ministério da Educação (MEC), para ver de perto como produtos da agricultura familiar fazem parte do cardápio servido aos estudantes.  

A comitiva foi liderada pela ministra de Estado da Educação Geral da Etiópia, Ayelech Eshete, e teve como objetivo aprofundar o aprendizado prático sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) do Brasil. A Etiópia busca referências para escalar o seu próprio programa de alimentação escolar com compras locais, o Homegrown School Feeding (HGSF). A missão internacional é acompanhada pelo Centro de Excelência contra a Fome no Brasil, ligado ao Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organização das Nações Unidas (ONU), em cooperação com a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia vinculada ao MEC.  

A visita ao Campus Planaltina deu sequência a uma agenda institucional iniciada na última sexta-feira, 7 de agosto, quando a comitiva etíope esteve em reunião com o ministro da Educação, Leonardo Barchini. No encontro, foram apresentados os mecanismos de governança do Pnae e a coordenação entre os níveis federal, estadual e municipal na implementação descentralizada do programa.  

PnaeA experiência brasileira desperta o interesse internacional pela sua dimensão e arcabouço normativo. Executado pelo FNDE, o Pnae atende aproximadamente 40 milhões de estudantes na educação básica pública, ofertando cerca de 50 milhões de refeições diárias — totalizando aproximadamente 10 bilhões de refeições ao longo do ano letivo.  

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As diretrizes do programa estabelecem que a elaboração dos cardápios é de responsabilidade de nutricionistas, considerando faixas etárias, hábitos locais e a produção regional. A legislação exige que, no mínimo, 85% dos recursos sejam destinados a alimentos in natura ou minimamente processados, limitando os ultraprocessados a até 10%. Além disso, pelo menos 45% do orçamento repassado pelo FNDE deve ser utilizado na aquisição direta de produtos da agricultura familiar, incluindo a pesca artesanal e a aquicultura.  

Modelo de excelênciaA escolha do Campus Planaltina do IFB para a visita de campo deu-se por sua vocação agrícola e estrutura de ensino técnico vocacional. O campus conta com 2,3 mil hectares e se destaca nas áreas de agroecologia, agropecuária, agroindústria e inovação aplicada à agricultura. Durante a visita, a delegação percorreu o Galpão de Práticas Agroecológicas e o Centro de Formação Técnica, onde conheceu maquinários de agricultura de precisão e a produção local mantida pelos estudantes, que inclui grãos, hortaliças e laticínios.  

Na avaliação do diretor-geral do campus, Nilton Cometti, o refeitório escolar, onde são servidas seis refeições por dia, atua como um ambiente de formação integral e cumprimento rigoroso das diretrizes de saúde. Segundo ele, a unidade prioriza uma alimentação natural, totalmente dentro do modelo do Pnae, sem ultraprocessados e com a oferta da comida tradicional brasileira: feijão, arroz, carne, frango, ovos e saladas.   

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Parceria consolidadaAo final da programação, a delegação etíope avaliou positivamente a estrutura observada e a qualidade do modelo brasileiro. A reaproximação fortalece uma relação de cooperação técnica iniciada em 2013 e desdobrada em intercâmbios presenciais e virtuais nos últimos anos.  

Aprovada pela comitiva, a experiência prática do campus foi destacada pela ministra Ayelech Eshete, que considerou a experiência importante para transformar o sistema, especialmente pelo aprendizado prático do ensino técnico vocacional. Ela ainda pontuou a organização do campus e o potencial a instituição na preparação dos estudantes para contribuir com o desenvolvimento de suas comunidades.  

Questionada sobre a refeição servida no refeitório do instituto, a ministra da Educação Geral da Etiópia aprovou o cardápio e destacou o alto valor nutritivo do mix servido no prato, que trouxe uma alimentação balanceada, preparada com legumes, arroz, feijão e proteína.  

 

Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Assessoria Internacional e FNDE 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Grupo discute saúde e condições de trabalho docente

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O Ministério da Educação (MEC) instituiu o grupo de trabalho (GT) sobre as condições de trabalho e saúde ocupacional do magistério na primeira infância. O objetivo é elaborar recomendações para o aprimoramento de políticas públicas relacionadas às condições de saúde desses profissionais. O colegiado foi instituído por meio da Portaria nº 725, de 13 de agosto de 2026, publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (14).

Com base em estudos, o GT reunirá e sistematizará evidências científicas para produzir recomendações que contribuam para o aprimoramento de políticas públicas relacionadas à saúde ocupacional, à ergonomia e às condições de trabalho dos profissionais que atuam na primeira infância.

O grupo será liderado pela Coordenação-Geral de Articulação Federativa da Subsecretaria da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (SNPPI) e será composto por representantes do MEC; do Conselho Nacional de Educação (CNE); da União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação (UNCME); da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime); do Conselho Nacional de Secretários de Educação das Capitais; do Instituto Rui Barbosa; da Associação Nacional dos Membros dos Tribunais de Contas; do Gabinete de Articulação para a Efetividade da Política da Educação; da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação; da Associação Nacional de Política e Administração da Educação; da Associação Nacional pela Formação dos Profissionais de Educação; da Rede Nacional Primeira Infância; da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação; do Sindicato dos Trabalhadores nas Unidades de Educação Infantil da Rede Direta e Autárquica do Município de São Paulo; e do Fórum Nacional de Educação.

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O prazo de duração do GT será de 120 dias, prorrogável uma única vez por até 30 dias. Ao final das atividades, o documento com as recomendações será apresentado ao subsecretário da Política Nacional Integrada da Primeira Infância do MEC.

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva

Fonte: Ministério da Educação

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