Saúde

Sistema reúne controle de estoques e planejamento de compras no Ministério da Saúde

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O Ministério da Saúde apresentou nesta terça-feira (25) a nova versão do Sistema de Administração de Material (Sismat), plataforma utilizada para o controle de estoques, distribuição e rastreabilidade de insumos estratégicos de saúde. Desenvolvida pelo Departamento de Logística em Saúde (DLOG), da Secretaria Executiva (SE) da pasta, a atualização pode gerar economia de até R$ 300 milhões em seis meses ao ampliar a capacidade de monitoramento dos estoques, antecipar riscos de perdas e qualificar o planejamento de compras.

A modernização do sistema fortalece uma estratégia de gestão orientada por dados e amplia a capacidade do Ministério da Saúde de acompanhar, em tempo real, a movimentação dos insumos estratégicos. A ferramenta também reforça a segurança e a rastreabilidade das operações e permite maior integração das informações utilizadas pelas equipes responsáveis pela gestão de materiais.

Para o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, a modernização do Sismat está relacionada a uma mudança mais ampla na capacidade de gestão da pasta. “O Ministério da Saúde tem um papel estratégico na compra e na distribuição de vacinas e, cada vez mais, de medicamentos vinculados a programas de saúde e de alto custo. Por isso, precisamos combinar transformação tecnológica, capacidade de planejamento e inteligência na gestão das compras”, afirma.

Segundo Massuda, o aprimoramento do controle de estoques também pode gerar ganhos que vão além da redução direta de perdas. “Ter informação qualificada e previsibilidade de compra permite ao Ministério planejar melhor, antecipar necessidades e ampliar sua capacidade de negociação de preços. É uma transformação que melhora a eficiência do gasto público e contribui para que os recursos do SUS sejam utilizados da melhor forma possível”, destaca.

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Entre as principais novidades do Sismat estão o registro obrigatório do motivo de saídas e descartes, com classificação para situações como incineração, avaria e amostragem; a vinculação de cartas de troca aos lotes; o termo de guarda para insumos que aguardam liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); e a consulta ao histórico de estoque por data e material.

A atualização também permite o registro automático de eventos e dos responsáveis por inserções e alterações no sistema. Com mais de 2 mil usuários, a plataforma passa a contar com perfis vinculados a funções e programas de saúde, além de permitir a vinculação das movimentações ao processo no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) e ao lote do insumo.

Os dados gerados pelo sistema alimentam painéis de gestão utilizados para acompanhar a distribuição, prevenir perdas e emitir alertas de vencimento. As informações também são encaminhadas ao painel da Base Nacional de Dados de Ações e Serviços da Atenção Farmacêutica (Bnafar). O novo Sismat já está integrado a outras iniciativas do Ministério, como os painéis de Gestão à Vista e os mecanismos de alerta previstos na SLA nº 02/2026.

Para o diretor do DLOG, Genivano de Araújo, a modernização amplia a capacidade de planejamento e controle sobre os insumos. “O Sismat é um dos principais eixos desse projeto de melhoria do planejamento, da automatização das informações e da produção de um sistema com rastreabilidade e confiabilidade para gerar economicidade para a gestão”, explica.

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Adequação

A atualização do Sismat também atende a determinações do Acórdão 313/2023 do Tribunal de Contas da União (TCU), que recomendou a adoção de um sistema automatizado capaz de assegurar controle pleno, auditável e independente dos estoques de insumos.

O sistema anterior, em uso desde o início dos anos 2000, apresentava limitações relacionadas à arquitetura tecnológica, à dependência de procedimentos manuais e planilhas, à integração com outros sistemas e aos mecanismos de auditoria. A nova versão foi desenvolvida para superar essas limitações e ampliar a confiabilidade das informações utilizadas na gestão.

“O Sismat é um dos principais eixos desse projeto de melhoria do planejamento, da automatização das informações e da produção de um sistema com rastreabilidade e confiabilidade para gerar economicidade para a gestão”, explica Araújo.

O acesso ao sistema passa a ser realizado por meio do Sistema de Cadastro e Permissão de Acesso (SCPA) ou da conta gov.br. A plataforma também incorpora mecanismos de controle de acesso e rastreabilidade das operações, ampliando a capacidade de auditoria sobre alterações, eventos e responsáveis.

Segundo a Diretoria de Logística, as integrações com o Catálogo de Materiais (CatMat), do Portal da Ontologia Brasileira de Medicamentos (OBM), e com a Bnafar já estão em funcionamento. Conexões com o operador logístico, o sistema WMS, o Siads e o Siafi estão previstas para o próximo ciclo de desenvolvimento.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde apresenta a secretários estaduais plano de preparação para o El Niño 2026-2027

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O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (26), durante a 7ª Assembleia do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), em Brasília, o Plano de Preparação e Resposta a Emergências em Saúde Pública associadas ao El Niño 2026-2027. A reunião reuniu gestores estaduais para discutir medidas de preparação do Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos possíveis impactos do próximo ciclo do fenômeno climático.

O fenômeno está classificado como “forte” e pode atingir o patamar “muito forte” já em setembro, com janela crítica prevista entre outubro de 2026 e março de 2027. Os efeitos variam de acordo com a região: seca, estiagem e queimadas no Norte e Centro-Oeste; aprofundamento da seca e calor no Nordeste; ondas de calor e temporais no Sudeste; e chuvas intensas, com risco de inundação, no Sul.

Durante a apresentação, o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, explicou que a preparação para os possíveis impactos do fenômeno está organizada em cinco eixos: governança federativa, com Sala de Situação de Emergências Climáticas; governança interna, por meio da Sala de Situação Saúde e Clima; recursos e kits emergenciais de assistência farmacêutica; atuação da Força Nacional do SUS (FN-SUS), com bases regionais capazes de deslocar equipes em até 48 horas; e organização de serviços e protocolos técnicos de acordo com as características de cada bioma.

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“A preparação do SUS para o El Niño é um tema bastante desafiador. A gente tem trabalhado junto ao Conass e ao Conasems na preparação do SUS para os efeitos das mudanças climáticas”, afirmou Massuda.

Entre as ferramentas utilizadas para o monitoramento estão o Painel Nacional de Excesso de Calor, o VigiAR e o GeoRisk, além dos Centros de Informação em Saúde e Clima (CISC), projeto-piloto desenvolvido em oito cidades das cinco regiões do país. A estratégia também prevê a integração dos sistemas e-SUS Notifica, Sivep-Gripe e Sinan para auxiliar na detecção precoce de surtos.

No médio prazo, o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima do Ministério da Saúde, o AdaptaSUS, estabelece 27 metas e 93 ações até 2035. A estratégia reúne medidas voltadas à preparação do setor saúde diante dos impactos das mudanças climáticas.

Entre as ações relacionadas à segurança hídrica em áreas sujeitas à seca e à estiagem, a Fundação Nacional de Saúde (Funasa) contratou 18,8 mil cisternas em 397 municípios de sete estados, com aporte de R$ 226,6 milhões destinado a unidades de melhoria sanitária.

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“Agora, o El Niño exige que a gente acelere o passo na preparação dos planos de resposta aos diferentes impactos que o fenômeno pode produzir no Brasil. É um fenômeno recorrente, mas este vem com uma gravidade bastante intensa. Precisamos preparar o país, considerando as características dos diferentes biomas e os efeitos previstos para cada região”, disse o secretário-executivo.

Na Amazônia, a preparação considera ainda a organização da rede de atenção e a estrutura disponível para atendimento às populações em áreas de difícil acesso, incluindo equipes de saúde e Unidades Básicas de Saúde Fluviais.

O Ministério da Saúde também deverá publicar, nos próximos dias, portaria para instituir um painel de especialistas em clima e saúde, que terá a função de subsidiar tecnicamente as decisões relacionadas à preparação e à resposta aos impactos dos eventos climáticos.

“A gente também ouviu os estados para identificar os diferentes estágios de preparação e os ajustes necessários em questões específicas, como as arboviroses, que tendem a se agravar em função do impacto do El Niño”, completou Massuda.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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