Turismo

Dia do Nordestino: cultura, história, festas, sabores e belezas naturais que encantam o Brasil e o mundo

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Sol, mar, cultura, sabores, festas e paisagens que fazem parte da identidade brasileira. O Nordeste é um dos grandes símbolos do turismo nacional e reúne experiências capazes de conquistar visitantes de diferentes partes do país e do mundo. Neste 8 de outubro, Dia do Nordestino, o Brasil celebra a diversidade da região e a força de seus destinos.

​Quando se fala em Nordeste, praias de águas mornas, falésias, dunas e piscinas naturais logo vêm à mente. Destinos como Porto de Galinhas (PE), Maragogi (AL), Jericoacoara (CE), Lençóis Maranhenses (MA), Natal (RN), Salvador (BA), João Pessoa (PB) e Aracaju (SE) são alguns dos cenários que explicam a fama da região como um dos principais polos de sol e praia do país.

​A experiência nordestina, no entanto, não termina na areia. A região também é um convite para vivenciar uma cultura rica em tradições populares, música, dança, artesanato e uma gastronomia que ocupa lugar de destaque na identidade nacional.

​Um exemplo dessa riqueza é o forró, reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 2021, como Patrimônio Cultural do Brasil. A chancela valoriza uma expressão cultural que reúne música, dança e saberes transmitidos entre gerações.

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​A gastronomia local também é diversa e cheia de personalidade. Do acarajé ao baião de dois, da carne de sol ao bolo de rolo, do cuscuz às variadas receitas com frutos do mar, cada um dos nove estados apresenta sabores, ingredientes e modos de fazer que contam a história do seu povo. São pratos que transformam a viagem em uma experiência afeita à memória e à identidade cultural.

​Festas que movimentam destinos

​Ao longo do ano, o calendário de eventos reforça a movimentação turística na região. O Carnaval transforma cidades como Salvador, Recife e Olinda em grandes polos de celebração, atraindo público de todo o país e do exterior.

​Nos meses de junho e julho, os festejos juninos ganham os holofotes. Em diferentes municípios, quadrilhas, comidas típicas, manifestações culturais e grandes shows transformam o São João em um dos mais importantes atrativos regionais. É nesse período que o forró ganha ainda mais protagonismo.

​Além do Carnaval e do São João, o Nordeste mantém durante todo o ano uma agenda diversificada de manifestações culturais, festivais gastronômicos, eventos religiosos e celebrações populares.

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​Turismo nordestino em números

​A força turística do Nordeste também se reflete nos dados estatísticos. De janeiro a agosto de 2026, a região registrou 27,1 milhões de embarques e desembarques — volume 6,4% superior ao contabilizado no mesmo período de 2025 (25,4 milhões).

​E o interesse internacional segue em alta. Nos oito primeiros meses de 2026, a região recebeu 403.511 turistas estrangeiros, um crescimento de 34,1% em relação às 300.731 chegadas registradas no mesmo período do ano anterior. O resultado reforça a atratividade do Nordeste e sua relevância no cenário global.

​Celebrar o Dia do Nordestino é reconhecer a contribuição de uma região fundamental na construção do Brasil e que, por meio da sua cultura, dos seus sabores e das suas paisagens, continua a encantar todos que a visitam.

Por Bárbara Magalhães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Turismo

Amazônia Central: Patrimônio Mundial da Unesco protege mais de 6 milhões de hectares de floresta

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No coração da Amazônia, uma área de mais de 6 milhões de hectares reúne florestas, rios, lagos, ilhas, várzeas e igapós em uma das regiões de maior biodiversidade do planeta. É o Complexo de Conservação da Amazônia Central, o maior território protegido da Bacia Amazônica e reconhecido como Patrimônio Mundial pela Unesco.

A história do complexo na Lista do Patrimônio Mundial começou em 2000, quando o Parque Nacional do Jaú foi reconhecido pela Unesco. Em 2003, a área protegida foi ampliada com a inclusão do Parque Nacional de Anavilhanas e das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, formando o atual Complexo de Conservação da Amazônia Central.

A diversidade de ambientes também se reflete nas experiências que a região oferece. Passeios de barco, trilhas, observação de animais e visitas a comunidades estão entre as possibilidades para quem quer conhecer de perto a natureza amazônica.

Reconhecimento

A Unesco reconheceu o Complexo de Conservação da Amazônia Central pela importância de sua biodiversidade e pelos processos ecológicos que ocorrem na região. A dinâmica das águas, com cheias e vazantes ao longo do ano, transforma continuamente a paisagem e ajuda a manter diferentes ambientes essenciais para a fauna e a flora amazônicas.

Entre os destaques está Anavilhanas, um dos maiores arquipélagos fluviais do mundo. A região abriga ainda a maior diversidade conhecida de peixes elétricos do planeta, com 64 espécies identificadas.

O complexo também protege animais característicos da Amazônia, como o pirarucu, a onça-pintada, a ariranha, o peixe-boi-da-amazônia, o jacaré-açu e duas espécies de botos de água doce. A região concentra ainda cerca de 60% das espécies de peixes registradas na bacia do Rio Negro e 60% das aves conhecidas na Amazônia Central.

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O que fazer

Como o patrimônio reúne quatro grandes áreas protegidas, as experiências dependem do destino escolhido. Entre os destaques estão:

  • Parque Nacional de Anavilhanas: próximo a Manaus e Novo Airão, permite conhecer o arquipélago formado por centenas de ilhas e canais no Rio Negro. Passeios de barco estão entre as principais experiências.
  • Parque Nacional do Jaú: um dos maiores parques nacionais do Brasil, reúne rios, florestas e paisagens preservadas e pode ser conhecido em roteiros de turismo de natureza.
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá: conhecida pelas florestas de várzea, oferece experiências de turismo de base comunitária e oportunidades de observação da fauna amazônica.
  • Reserva de Desenvolvimento Sustentável Amanã: localizada entre as bacias dos rios Negro e Solimões, preserva florestas, lagos e ambientes aquáticos característicos da região.
  • Observação da fauna: botos, aves, macacos, jacarés e outros animais podem ser avistados em diferentes pontos do complexo, sempre respeitando as regras de visitação de cada área.
  • Experiências nos rios: passeios de barco e canoa permitem conhecer canais, lagos e áreas de floresta alagada e observar como a paisagem amazônica muda de acordo com o nível das águas.

Quando visitar

O Complexo de Conservação da Amazônia Central pode ser visitado durante todo o ano, mas a experiência muda conforme o ciclo das águas:

  • Período de cheia: rios e lagos avançam sobre áreas de floresta, permitindo percorrer de barco trechos alagados e canais entre as árvores.
  • Período de vazante e seca: com a redução do nível dos rios, surgem praias e outros trechos de terra, modificando as paisagens e as possibilidades de passeio.
  • Observação da natureza: como cada unidade possui características e regras próprias, o período mais indicado depende do roteiro e das atividades escolhidas.
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Antes da viagem, é importante verificar as condições de acesso e as regras de visitação da unidade de conservação que fará parte do roteiro.

Como chegar

Manaus é a principal porta de entrada para quem pretende conhecer o Complexo de Conservação da Amazônia Central. A capital amazonense possui aeroporto com voos de diferentes regiões do Brasil e conexões internacionais.

A partir de Manaus, o acesso varia conforme a área escolhida. Novo Airão é uma das principais bases para conhecer o Parque Nacional de Anavilhanas e pode ser acessada por estrada a partir da capital. Para áreas mais distantes, como Jaú, Mamirauá e Amanã, parte dos deslocamentos é feita por rios e pode exigir embarcações e planejamento específico.

Como as distâncias são grandes e muitas áreas possuem regras próprias de acesso, é recomendável organizar a viagem previamente e consultar as orientações das unidades de conservação.

Patrimônio Mundial

A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de Valor Universal Excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios cuja preservação é de interesse mundial.

O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.

Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

 

Fonte: Ministério do Turismo

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