Mato Grosso

UTI Pediátrica de Rondonópolis ameaça fechar e internações serão suspensas nesta quinta

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Leitos da uti pediátrica da Santa Casa de Rondonópolis – Foto: Varlei Cordova/AGORAMT

A Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) Pediátrica do Hospital Santa Casa de Misericórdia ameaça uma nova paralisação, em Rondonópolis (MT). Os médicos que prestam assistência ao Hospital comunicaram que encerrarão as atividades na unidade no dia 15 de julho de 2018. O motivo continua sendo o problema financeiro do filantrópico e as informações foram repassadas através de uma nota de esclarecimento da diretoria da Santa Casa.

Conforme informações, as internações na UTI Pediátrica serão interrompidas a partir das 18h dessa quinta-feira (5), como forma de evitar a necessidade de transferências de pacientes. No documento consta que o problema não é apenas referente a manutenção da UTI Pediátrica, mas em todo o Hospital, onde falta a regularidade no repasse dos valores referentes aos serviços prestados ao Sistema Único de Saúde (SUS), bem como reajuste na tabela de preços, além do ressarcimento do déficit acumulado desde dezembro de 2015.

Protesto em frente a Santa Casa pelo não fechamento da UTI neonatal - Foto: Varlei Cordova/AGORAMTProtesto em frente a Santa Casa pelo não fechamento da UTI neonatal – Foto: Varlei Cordova/AGORAMT

No ano passado, a população rondonopolitana se mobilizou através de manifestação, após uma paralisação que durou 21 dias na UTI Pediátrica. Mais de 200 pessoas se reuniram na praça em frente a Santa Casa para uma caminhada pedindo a volta da UTI que havia sido fechada por falta de recursos do governo do estado.

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SEGUE NOTA DE ESCLARECIMENTO 

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Fonte: Agora MT

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Mato Grosso

Polícia Civil deflagra operação e desmantela grupo criminoso ligado a facção em Cuiabá

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (23.4), a Operação Gerente Fantasma para desarticular um grupo criminoso com atuação em diversos crimes na capital mato-grossense.

Equipes da Delegacia Especializada em Repressão a Narcóticos (Denarc) cumprem 27 ordens judiciais em Cuiabá e Várzea Grande, sendo nove mandados de prisão preventiva, 10 mandados de busca e apreensão domiciliar com caráter itinerante e oito bloqueios de ativos financeiros no montante de R$ 200 mil.

A investigação identificou a existência de um grupo criminoso estruturado, com vínculos com uma facção criminosa e atuação simultânea nos crimes de tráfico de drogas, estelionatos digitais por meio de plataformas de compra e venda online e na lavagem do produto das atividades criminosas.

Um dos aspectos mais reveladores do caso é o papel exercido pelo principal investigado, apontado como líder do grupo, que, mesmo recolhido em unidade prisional, atuava como gestor financeiro do grupo criminoso, coordenando semanalmente a arrecadação e a distribuição dos lucros entre os integrantes do grupo.

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Apenas na primeira semana de novembro de 2023, o lucro apurado com os golpes digitais alcançou R$ 105.900. A investigação revelou ainda o comércio de diversas substâncias entorpecentes, incluindo pasta base de cocaína, skunk (conhecido como supermaconha) e cocaína refinada, além do controle territorial sobre pontos de venda em múltiplos bairros de Cuiabá.

“Para dissimular a origem ilícita dos valores, o grupo criminoso empregava técnicas sofisticadas de ocultação patrimonial, fragmentação de transferências entre múltiplas contas bancárias, utilização de contas de terceiros como pessoas interpostas e uso de empresas registradas em nome de familiares dos principais investigados”, afirmou o delegado Eduardo Ribeiro, responsável pela investigação da Operação Gerente Fantasma.

Foram identificadas movimentações financeiras expressivas em contas de integrantes do grupo. Somente em novembro de 2023, o grupo movimentou mais de R$ 200 mil, valores incompatíveis com qualquer atividade econômica lícita declarada.

As investigações apontaram, ainda, que o grupo criminoso promovia distribuição de cestas básicas à comunidade e organizava eventos esportivos, extraindo lucros adicionais da comercialização de bebidas alcoólicas nos eventos — mecanismos utilizados para construir influência local e dificultar denúncias.

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Operação Pharus

A Operação Gerente Fantasma integra a Operação Pharus, iniciativa que integra o programa Tolerância Zero, voltado ao enfrentamento de facções criminosas em Mato Grosso.

O nome “Pharus” faz referência ao termo latino para farol, estrutura associada à emissão contínua de luz e à orientação em meio à escuridão. A escolha do nome busca simbolizar a atuação do Estado na identificação e no enfrentamento de práticas criminosas.

Renorcrim

A operação também faz parte das ações da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas (Renorcrim). A rede reúne delegados titulares das unidades especializadas e promotores públicos dos 26 estados e do Distrito Federal e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (DIOPI) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), para traçar estratégias de inteligência de combate de forma duradoura à criminalidade.

Fonte: Governo MT – MT

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