Saúde

Aberto prazo de submissão de trabalhos para o VI Congresso da Rebrats

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Está aberto o prazo de submissão de trabalhos para o VI Congresso da Rede Brasileira de Avaliação de Tecnologias em Saúde (Rebrats). Iniciado em 19 de agosto, o período para o envio vai até o dia 12 de setembro. Neste ano, o evento será realizado entre os dias 05 e 07 de novembro, em Brasília (DF). O encontro, referência nacional na área da Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS), contará com diferentes modalidades de submissão e temáticas plurais. As submissões deverão ser feitas exclusivamente pela plataforma do evento, sendo necessário realizar um cadastramento prévio no sistema.

Nesta edição, os trabalhos deverão se alinhar a temáticas relacionadas à Avaliação de Tecnologias em Saúde (ATS). Essa alteração busca ampliar as possibilidades de participação dos autores e garantir maior abrangência nas discussões sobre evidências científicas e gestão de tecnologias em saúde, em diferentes esferas.

“O Congresso da Rebrats consolidou-se como a principal referência nacional para dar visibilidade à produção científica em Avaliação de Tecnologias em Saúde. Lançar essa chamada é, sem dúvida, uma forma de fortalecer a área, abrindo espaço para que os trabalhos sejam apresentados e debatidos entre pares”, afirmou Luciene Bonan, diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde (Dgits) da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics) do Ministério da Saúde.

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Poderão submeter trabalhos para o evento pessoas que atuam na área de ATS e/ou produzam evidências com o objetivo de subsidiar decisões em saúde, que sejam: membros da Rebrats; estudantes de graduação e pós-graduação; profissionais do setor público de âmbito federal, estadual e municipal do Sistema Único de Saúde (SUS); de universidades; representantes da sociedade civil; dos Institutos de Ciências e Tecnologia (ICTs) e centros de desenvolvimento e pesquisa que atuam na área de ATS.

Cada autor poderá submeter até dois resumos como autor principal. É obrigatório que pelo menos um dos coautores esteja inscrito no congresso para apresentação do trabalho.

Cobertura temática

Os autores poderão selecionar até dois temas da cobertura temáticas por trabalho entre as áreas da cobertura temática, disponíveis no edital. Também será possível submeter diferentes trabalhos dentro de uma mesma área temática, desde que cada um tenha conteúdo original e atenda aos critérios da chamada.

Confira a chamada completa

Modalidades de submissão

Nessa edição, os trabalhos poderão ser submetidos em três modalidades, conforme especificações dispostas na chamada:

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• Trabalhos Científicos: pesquisas originais e estudos conduzidos por profissionais da ATS, que abrangem um ou mais temas dentro do escopo definido;

• Democratizando a ATS: iniciativas locais implementadas pelos Núcleos de Avaliação de Tecnologias em Saúde (NATS), em formatos diversos, que contemplem a proposta de disseminar e traduzir o conhecimento em ATS para uma linguagem acessível e compreensível;

• Produtos de capacitações finalizadas e editais de fomento à pesquisa em ATS do Ministério da Saúde: trabalhos resultantes de cursos de capacitação e projetos fomentados pelo Ministério da Saúde, como especializações, MBAs e pesquisas financiadas por editais públicos.

Critérios e resultados

Os trabalhos serão avaliados por comissão técnica com base em critérios de relevância, inovação, aplicabilidade e conformidade com as normas do edital. Ainda, os resumos serão ranqueados de acordo com a pontuação obtida na avaliação. Aqueles com melhor pontuação serão selecionados para apresentação oral.

O resultado dos aprovados será divulgado no dia 06 de outubro, nos canais oficiais da Rebrats.

Todos os trabalhos aceitos serão publicados nos Anais do VI Congresso da Rebrats, e aqueles com maior destaque serão reconhecidos na cerimônia de encerramento.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde inicia distribuição emergencial de medicamento oncológico em todo o país

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta quarta-feira (23), a distribuição, de forma excepcional, do medicamento ciclofosfamida para todas as regiões do país, garantindo a continuidade do tratamento de pacientes com câncer no SUS. A aquisição do fármaco é, em geral, realizada diretamente pelos estados e centros de referência oncológicos. No entanto, após o único fornecedor nacional apresentar dificuldades técnicas na produção, o Governo do Brasil interveio e iniciou a compra internacional de 140 mil unidades, sendo 100 mil comprimidos de 50 mg e 40 mil frascos-ampola de 1 g , utilizando o poder de negociação e compra do sistema público de saúde.

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, foi entregue ao almoxarifado do Ministério da Saúde na quinta-feira (22), com investimento federal de mais de R$ 1 milhão. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), localizado no Rio de Janeiro, está entre os primeiros contemplados, com 377 frascos-ampola. O envio do medicamento às demais instituições de referência será realizado de forma gradativa, conforme agendamento prévio. Caso necessário, poderão ser adquiridos de forma imediata mais 40 mil comprimidos e 40 mil frascos-ampola, de modo a evitar o desabastecimento da rede pública.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, reforçou que a ação estratégica assegura o abastecimento dos estoques no SUS até julho, prazo estabelecido pela fornecedora brasileira para a regularização da oferta, bem como o cuidado integral e em tempo oportuno às pessoas.

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“Para uma aquisição assertiva, realizamos um estudo com base na necessidade apresentada por cada centro de referência e no uso médio mensal do medicamento. Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável, reforçando o compromisso com o cuidado de todos os pacientes assistidos no SUS”, disse a secretária.

A intervenção emergencial do Ministério da Saúde foi realizada com máxima agilidade, efetivando-se em menos de um mês, por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A necessidade de cada unidade de saúde para o envio de novas remessas será monitorada em parceria com as secretarias estaduais de saúde e o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

A ciclofosfamida é um quimioterápico indicado para o tratamento de diversos tipos de câncer, como mama, ovário, linfomas e leucemias. Com a regularização do cenário de oferta, a aquisição e a disponibilização do medicamento voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons), por meio da Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC), conforme pactuação estabelecida entre os entes federativos na Comissão Intergestores Tripartite (CIT).

Priorização de Análise na Anvisa

Em conformidade aos esforços de manter a assistência interrupta no SUS e realizar compras do medicamento no mercado externo, o Ministério da Saúde solicitou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) celeridade na análise nos processos de importação excepcional e a avaliação de mecanismos que garantiram a maior celeridade na liberação de lotes importados. A pasta mantém diálogo semanal com o órgão, apresentando o cenário dos estoques e capacidade de oferta do mercado nacional para atender a necessidade da rede pública de saúde.

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Reestruturação da assistência oncológica no SUS

O Governo do Brasil vem fortalecendo o cuidado aos pacientes oncológicos por meio de iniciativas estruturantes, com a implementação do Componente da Assistência Farmacêutica em Oncologia (AF-Onco), que representa uma importante atualização no financiamento e no acesso a medicamentos oncológicos no Sistema Único de Saúde (SUS). O novo modelo substitui o repasse fixo por procedimento por três modalidades de financiamento, com foco em mais eficiência, transparência e cuidado integral ao paciente.

Com a nova política, a aquisição dos medicamentos oncológicos incorporados ao SUS, incluindo o ciclofosfamida, passa a ser realizada diretamente pelo Ministério da Saúde, ampliando o investimento federal e permitindo negociações nacionais para melhores preços. Entre os próximos passos estão a regulamentação dos protocolos prioritários e a adaptação dos sistemas de regulação, com previsão de período de transição para garantir a continuidade da assistência aos pacientes.

Ana Freitas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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