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ABIEC e ApexBrasil realizam ação na Rússia para ampliar exportações de carne bovina brasileira

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A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) promovem, no dia 8 de junho, em Moscou, mais uma edição do Brazilian Beef Connect, seguida pelo Brazilian Beef Dinner. A ação integra a estratégia de fortalecimento da carne bovina brasileira no mercado russo e amplia a agenda comercial do setor no exterior.

Evento em Moscou reúne importadores e indústria brasileira

A programação será realizada no The Carlton Hotel, em Moscou, e reunirá importadores, distribuidores, representantes do setor de alimentos, autoridades governamentais e empresas exportadoras brasileiras.

O objetivo do encontro é ampliar a geração de negócios, fortalecer relações comerciais e apresentar os diferenciais competitivos da carne bovina produzida no Brasil, considerada uma das mais relevantes commodities do agronegócio nacional.

A iniciativa conta com apoio institucional da Embaixada do Brasil em Moscou, reforçando o diálogo diplomático e comercial entre os dois países.

Rússia segue como mercado estratégico para carne bovina brasileira

A Rússia permanece entre os principais destinos da carne bovina exportada pelo Brasil. Nos quatro primeiros meses de 2026, o país importou 40,4 mil toneladas do produto, movimentando US$ 178,8 milhões.

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Com esse desempenho, o mercado russo ocupa a sexta posição entre os maiores compradores da carne bovina brasileira no período, consolidando sua relevância na pauta exportadora do setor.

Brazilian Beef reforça promoção internacional da proteína brasileira

A ação faz parte do projeto setorial Brazilian Beef, desenvolvido pela ABIEC em parceria com a ApexBrasil. A iniciativa tem como foco a promoção da imagem da carne bovina brasileira no mercado internacional e a ampliação da participação do país no comércio global de proteínas.

Além das rodadas de negócios e encontros institucionais, o evento inclui o Brazilian Beef Dinner, experiência gastronômica que apresenta aos convidados a qualidade, versatilidade e padrão da carne brasileira.

Empresas exportadoras participam da missão comercial

A missão contará com a presença de importantes indústrias exportadoras do setor, incluindo Astra, Cooperfrigu, Estrela Alimentos, Frigol, Frigon, Masterboi, Plena Alimentos, Prima Foods e Rio Maria.

Essas empresas participarão das atividades de relacionamento e prospecção de negócios, reforçando a estratégia de expansão comercial no mercado russo.

ABIEC destaca importância estratégica da Rússia

Segundo o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, a ação fortalece a relação comercial entre Brasil e Rússia e abre novas oportunidades para o setor exportador.

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O dirigente destaca que o Brazilian Beef Connect é uma ferramenta estratégica para ampliar a presença da carne bovina brasileira e consolidar parcerias comerciais de longo prazo.

Missão inclui agenda institucional com governo russo

A programação também contará com participação da Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (SCRI/Mapa), além de reuniões com autoridades russas, representantes da Embaixada do Brasil e lideranças do setor privado.

O objetivo é fortalecer o diálogo institucional e ampliar a cooperação comercial entre Brasil e Rússia no setor de alimentos.

Exportações brasileiras seguem em expansão global

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de carne bovina, com produção anual em torno de 11 milhões de toneladas, das quais cerca de 30% são destinadas ao mercado externo.

A atuação conjunta entre ABIEC e ApexBrasil reforça a estratégia de expansão internacional do setor, que busca ampliar mercados, reduzir barreiras comerciais e consolidar a imagem da proteína bovina brasileira como referência global em qualidade e competitividade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA e MMA regulamentam a coleta embarcada de ova de peixe-voador

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) publicam a Portaria Interministerial MPA/MMA Nº 62, de 03 de Junho de 2026, que estabelece medidas de ordenamento, registro, monitoramento e controle da coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus) no Mar Territorial e na Zona Econômica Exclusiva da Região Nordeste do Brasil.

A norma representa importante avanço no processo de reconhecimento e organização de uma atividade pesqueira tradicional exercida há décadas por comunidades artesanais do litoral do Rio Grande do Norte e da Paraíba, que até então não possuía instrumento específico de ordenamento pesqueiro.

Para o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, a iniciativa reforça o compromisso do Governo Federal com a valorização da pesca artesanal. “O processo se deu por meio de muita escuta, reforçando a participação social nos processos de gestão pesqueira e a construção de soluções compatíveis com a realidade das comunidades pesqueiras tradicionais”.

A regulamentação cria mecanismos para monitoramento da atividade, controle da frota e rastreabilidade da produção. Isso vai permitir maior capacidade de acompanhamento pelos órgãos gestores. Também vai contribuir para a construção progressiva de informações técnicas sobre a pescaria.

Importância na economia

A coleta embarcada de ovas de peixe-voador possui relevante importância socioeconômica para comunidades pesqueiras artesanais da Região Nordeste, especialmente no litoral potiguar. Além da geração de renda direta para pescadores, pescadoras e suas famílias, a atividade movimenta cadeias produtivas relacionadas ao beneficiamento, comercialização e exportação do produto.

O processo de construção da regulamentação teve início após o recebimento, pelo MPA e MMA, de demandas apresentadas pelo próprio setor pesqueiro relacionadas, principalmente, às dificuldades enfrentadas na comercialização e exportação das ovas, em razão da ausência de regras específicas para a atividade. A partir disso, as equipes técnicas do MPA iniciaram processo de diálogo com pescadores e pescadoras artesanais, representantes do setor produtivo, pesquisadores e órgãos ambientais. O processo de escuta teve como objetivo compreender a dinâmica operacional da pescaria, sua cadeia produtiva e os principais desafios relacionados ao ordenamento da atividade.

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Foram realizadas reuniões presenciais com pescadores artesanais no litoral do Rio Grande do Norte, consultas técnicas junto ao setor produtivo e reuniões no âmbito da Rede Pesca Brasil, incluindo discussões no Comitê Permanente de Gestão e do Uso Sustentável dos Recursos Pelágicos Norte e Nordeste (CPG Pelágicos N/NE) e em seu Grupo Técnico-Científico, coordenado pelo pesquisador Dr. Guelson Batista da Silva.

As discussões envolveram ainda equipes do MMA, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Segundo a coordenadora-geral de Gestão Participativa Costeira e Marinha da SNPA/MPA, Adayse Bossolani, a proposta busca compatibilizar o reconhecimento de uma atividade tradicional já existente com mecanismos de monitoramento e controle da frota e da produção. “A regulamentação busca organizar uma atividade que já ocorre historicamente na região, permitindo ampliar a capacidade de monitoramento, rastreabilidade e acompanhamento da produção, ao mesmo tempo em que reconhece a importância socioeconômica da pescaria para as comunidades artesanais envolvidas”, afirmou.

Principais medidas da regulamentação

A nova portaria estabelece critérios específicos para o exercício da coleta embarcada de ovas de peixe-voador por pescadores profissionais artesanais. Busca estruturar mecanismos iniciais de monitoramento e gestão da atividade.

A norma cria duas modalidades para a coleta embarcada de ovas de peixe-voador:

– 6.13: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para rede de emalhe costeiro de superfície;

– 6.14: coleta embarcada de ovas de peixe-voador (Hirundichthys affinis e Cheilopogon cyanopterus), com utilização de atratores biodegradáveis e autorização complementar para covos ou manzuás.

A portaria autoriza a atividade exclusivamente para embarcações artesanais devidamente registradas no Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), com arqueação bruta de até 20 AB e regularizadas perante a Autoridade Marítima para a área de navegação compatível com a atividade exercida.

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A coleta deverá ser realizada por meio de atratores biodegradáveis, com recolhimento manual das ovas aderidas aos substratos utilizados durante a pescaria.

A norma também estabelece que o interessado em obter autorização de pesca para as modalidades de permissionamento deverá protocolar requerimento no site do MPA, por meio de peticionamento eletrônico, no prazo de até 15 dias corridos, contados da data de publicação desta Portaria. Acesse aqui o site com o requerimento.

No âmbito do permissionamento, a regulamentação institui modalidades específicas para embarcações que já atuam em pescarias relacionadas ao emalhe costeiro de superfície e ao uso de covos e manzuás, permitindo maior adequação do registro pesqueiro à realidade operacional atualmente observada na atividade.

Como medida inicial de controle e monitoramento da pescaria, a norma estabelece número limitado de autorizações para atuação na atividade, permitindo maior capacidade de acompanhamento da frota, da produção e do esforço pesqueiro pelos órgãos gestores. Ela cria mecanismos de rastreabilidade da produção, incluindo obrigações relacionadas à comercialização e ao registro da entrada do produto nas empresas adquirentes, contribuindo para maior formalização e controle da cadeia produtiva.

A norma prevê ainda o monitoramento contínuo da atividade e revisão das medidas de ordenamento até o final de 2027, a partir dos dados gerados durante o período inicial de implementação da pescaria monitorada.

Com a publicação da portaria, o MPA avança na estruturação de instrumentos voltados ao reconhecimento e à gestão de uma atividade tradicional da pesca artesanal nordestina, ampliando a capacidade de monitoramento da atividade, fortalecendo a rastreabilidade da produção e produzindo informações técnicas para o aperfeiçoamento futuro das medidas de ordenamento pesqueiro.

Confira a portaria na íntegra.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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