Saúde

Academia da Saúde: 1ª Mostra de Boas Práticas reúne 15 experiências exitosas de todas as regiões do País

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Na quarta-feira (29), o Ministério da Saúde reconheceu 15 experiências exitosas promovidas por municípios brasileiros na 1ª Mostra de Boas Práticas do Programa Academia da Saúde. O objetivo foi promover e valorizar iniciativas desenvolvidas nos territórios, fortalecendo a troca de conhecimentos, qualificando a implementação do Programa e contribuindo para o aprimoramento das ações de promoção da saúde no Sistema Único de Saúde (SUS).

 A coordenadora de Práticas Corporais e Atividade Física na Atenção Primária à Saúde, Laura Ota, ressalta que a Academia da Saúde contribui para além da redução da inatividade física. “Esses serviços também potencializam o acesso a ações de promoção da saúde, a socialização, o fortalecimento de laços e melhorias de condições e modos de vida da comunidade, a valorização da cultura promovida no território e o vínculo das pessoas com o SUS”, explica.

Confira as temáticas de cada iniciativa apresentada na mostra:

  • Araçuaí (MG)
    Lutar para crescer – Inclusão, Disciplina e Saúde: Muay Thai e Jiu Jitsu com foco em crianças
  • Bragança (PA)

    Promoção da Saúde e Prevenção na Praia de Ajuruteua: fortalecimento dos laços comunitários e valorização da cultura por meio da dança e de outras atividades

  • Ilhabela (SP)
    Projeto Peixinho Azul: natação e atividades na piscina para crianças no espectro autista e seus pais
  • Campo Brito (SE)
    Hidroginástica na Academia da Saúde – ginástica aeróbica, ginástica localizada, treinamento de força e yoga: com atendimento voltado a pessoas com fibromialgia
  • Inhuma (PI)
    Saúde que transforma – território, resgate cultural e atenção multiprofissional: inclui atividade física ao ar livre na orla da lagoa, focada em adultos, pessoas idosas e com doenças crônicas
  • Guamiranga (PR)

    Projeto Movimenta Guamiranga: inclui a oferta de práticas corporais e atividades físicas voltadas à funcionalidade, autonomia e qualidade de vida, além da realização de eventos de promoção da saúde, e mudou a forma de ver saúde no município

  • Trindade (GO)
    Movimento que transforma: inclui práticas corporais para diferentes ciclos de vida, atividades multiprofissionais e ações de educação em saúde
  • Nova Bandeirantes (MT)
    Transformação do cuidado em Nova Bandeirantes: espaço regular de cuidado, convivência e estímulo a novas hábitos e modos de vida, com oferta de hidroginástica, grupos de educação em saúde, práticas integrativas, entre outras
  • Deodápolis (MS)
    Viver em movimento: ampliação da integração comunitária, incluindo práticas corporais com pessoas idosas, como danças, articuladas à valorização da cultura local e ao desenvolvimento de ações intersetoriais, fortalecendo vínculos, autonomia e cuidado
  • Senador Salgado Filho (RS)
    Câmbio na Atenção Básica: promoção do envelhecimento ativo e fortalecimento comunitário no Programa Academia da Saúde
  • Ji Paraná (RO)
    Grupo Idade Feliz: envelhecimento ativo, cuidado integral e fortalecimento da autonomia de pessoas idosas no Polo Academia da Saúde em um município da Amazônia Legal
  • Belo Horizonte (MG)
    Jogos da Saúde Regional Venda Nova: uniu esporte, lazer e convivência como instrumentos de promoção da qualidade de vida e da socialização dos idosos
  • Rio Branco (AC)
    PAS no Acre: fortalecimento da gestão e qualificação das ações municipais
  • Esperança (PB)
    Virando páginas: inserção de desenho artístico e hiphop para despertar talentos em crianças e adolescentes na Academia da Saúde de Esperança
  • Cachoeirinha (RS)
    Livro de memórias culinárias afetivas da Academia da Saúde de Cachoeirinha
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15 anos de Academia da Saúde

A mostra integra as ações em comemoração aos 15 anos de implementação do Programa no SUS. A Academia da Saúde é uma das principais estratégias da atenção primária para promover saúde e modos de vida saudáveis. Além das ofertas de atividades físicas e práticas corporais, como aulas de dança, natação e yoga, o Programa também conta com palestras, rodas de conversa, práticas integrativas, hortas comunitárias, ações articuladas com e outras iniciativas – como as equipes Multiprofissionais da APS (eMulti) e o Programa Saúde na Escola (PSE) – adaptadas às necessidades do território.

Além da mostra, o evento contou com o credenciamento de 582 novos estabelecimentos em 451 municípios brasileiros.

Viva Mais Brasil

A Academia da Saúde faz parte de uma estratégia ministerial voltada à promoção da saúde, à prevenção de condições crônicas e à melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. O Viva Mais Brasil conta com 10 compromissos para viver mais e melhor: mais movimento e vida ativa; mais alimentação saudável; menos tabaco e álcool; mais saúde nas escolas; menos doenças crônicas; mais vacinação em todo o Brasil; mais protagonismo e autonomia; mais saúde digital; mais cultura da paz e menos violências; e mais práticas integrativas e complementares.

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Laísa Queiroz
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Mudanças climáticas desafiam organização do SUS e reforçam adaptação dos serviços de saúde

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Os impactos das mudanças climáticas sobre a saúde da população e os desafios para fortalecer a capacidade de resposta do Sistema Único de Saúde (SUS) estiveram em debate durante painéis da programação técnica do 39º Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre/RS. Durante as atividades, representantes do Ministério da Saúde (MS) discutiram estratégias voltadas à adaptação do setor de saúde, à organização dos serviços e à proteção das populações em situação de maior vulnerabilidade.

Os técnicos do Ministério explicaram que as mudanças climáticas impactam tanto as pessoas quanto o sistema de saúde e, por isso, o problema não pode ser tratado de forma isolada. Os eventos extremos afetam a continuidade dos serviços, agravam doenças e ampliam desigualdades já existentes. Por esta razão, os integrantes da mesa alertaram que a equidade precisa ser um eixo transversal das políticas de adaptação.

Vulnerabilidades

Além dos eventos extremos, outros problemas ocorrem em decorrência das mudanças climáticas: aumento das temperaturas, maior frequência de dias de calor intenso, poluição do ar, insegurança alimentar e dificuldades de acesso à água e ao saneamento básico. São impactos tendem a ser mais intensos entre idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e populações em situação de maior vulnerabilidade social.

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Um exemplo da gravidade dos problemas climáticos foi apresentado pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai). Segundo o relato, secas prolongadas, enchentes, queimadas e ondas de calor já estão afetando o deslocamento das equipes de saúde, o abastecimento de insumos e a continuidade da assistência em diferentes regiões do país.

Nesse contexto, o Ministério da Saúde ressaltou a necessidade de fortalecimento da Atenção Primária à Saúde como garantia de que os territórios tenham capacidade de responder aos efeitos das mudanças climáticas. A presença das equipes em todo o território nacional permite identificar vulnerabilidades, conhecer as características locais e organizar ações de prevenção, vigilância e cuidado de forma integrada.

Durante os painéis, foi apresentado aos gestores municipais de saúde o Plano Setorial de Adaptação à Mudança do Clima para a Saúde (AdaptaSUS). A estratégia, elaborada pelo Ministério da Saúde, integra o Plano Clima e orienta a incorporação da adaptação climática ao planejamento do setor. Ele estabelece diretrizes para fortalecer a vigilância em saúde, a gestão de riscos, a organização dos serviços, a produção e o uso de informações estratégicas e a resposta a emergências relacionadas ao clima. 

Infraestrutura resiliente

Na terça-feira, dia 14/07, os debates aprofundaram o papel da infraestrutura de saúde na adaptação às mudanças climáticas. Durante o painel “ADAPTASUS: Resiliência da infraestrutura de saúde, vigilância epidemiológica e proteção de populações vulneráveis” foi explicada a necessidade de garantir que os serviços permaneçam funcionando antes, durante e após eventos extremos, de forma a assegurar a continuidade da assistência mesmo em situações de crise.

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Segundo a equipe técnica do MS, a adaptação no setor saúde não se limita à resposta a desastres, mas envolve mudanças permanentes na forma de planejar e organizar os serviços. Isso inclui incorporar informações climáticas e ambientais ao planejamento em saúde, ampliar o uso de sistemas de alerta precoce, fortalecer a vigilância epidemiológica e priorizar ações voltadas às populações mais vulneráveis.

A infraestrutura resiliente envolve tanto aspectos físicos quanto organizacionais. Entre os exemplos citados estão a avaliação dos riscos climáticos na implantação e manutenção das unidades de saúde, a garantia de abastecimento de água, energia e comunicação, o fortalecimento das cadeias de suprimentos e a elaboração de planos de contingência capazes de assegurar a continuidade dos atendimentos durante eventos extremos.

O AdaptaSUS reúne 27 metas e 93 ações voltadas ao fortalecimento da adaptação do setor saúde e conta com a participação ativa de estados e municípios na elaboração de estratégias compatíveis com as características de cada território. Para apoiar esse processo, o Ministério da Saúde disponibiliza painéis de informações sobre saúde e clima e incentiva o uso de dados locais para orientar o planejamento das ações.

João Moraes
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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