Educação

Ações do MEC visaram expandir e qualificar a oferta de EPT em 2025

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A educação profissional e tecnológica (EPT), comprovadamente, gera mais oportunidades de emprego e maior renda aos egressos de cursos técnicos e superiores de tecnologia. Para expandir e qualificar a oferta dessa modalidade de ensino, o Ministério da Educação (MEC) instituiu, em 2025, a Política Nacional de Educação Profissional e Tecnológica (PNEPT), fomentou cursos nas redes estaduais e federal e está investindo R$ 3,9 bilhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) para a criação de 106 novos institutos federais (IFs) e a melhoria da infraestrutura de unidades por todo o país.  

Outra ação prioritária do MEC foi o investimento no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) como uma das principais ferramentas de ampliação de cursos de qualificação profissional e técnicos nas redes estaduais e federal. Em 2025, o programa destinou mais de R$ 149 milhões, viabilizando a oferta de 147,8 mil vagas. Entre as iniciativas fomentadas pelo Pronatec destacam-se o incremento de vagas de cursos técnicos pelos estados por meio do programa Escola em Tempo Integral e a oferta de qualificações profissionais pelo programa Mulheres Mil. 

Além disso, neste ano, o Governo do Brasil criou o Juros por Educação, parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que viabiliza a renegociação de dívidas estaduais com a União, por meio de investimentos em vagas de educação profissional técnica de nível médio, melhoria da infraestrutura das redes estaduais e formação docente. Até agora, 21 estados já aprovaram legislação que permite a adesão ao programa, que tem como objetivo criar 3,3 milhões de novas vagas, sendo 2,6 milhões em cursos técnicos articulados ao ensino médio, atingindo as metas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) para o período de 2024 a 2034. 

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Rede Federal  Pelo Novo PAC, o Governo do Brasil está investindo R$ 3,9 bilhões para a expansão e a consolidação das instituições que compõem a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Na ação de expansão, estão sendo implantados 106 novos IFs em todos os estados, com a meta de gerar mais de 140 mil vagas, majoritariamente de cursos técnicos integrados ao ensino médio.  

Já na ação de consolidação, voltada à melhoria e à ampliação da infraestrutura nas unidades existentes, o investimento será de R$ 1,4 bilhão, do qual mais de R$ 955 milhões já foram investidos desde 2023. Os recursos são para a construção de 270 novos restaurantes estudantis, salas de aula, bibliotecas, laboratórios, quadras poliesportivas e sedes definitivas de campi e de reitorias.  

Desde 2023, o MEC tem trabalhado para fortalecer a Rede Federal. Em 2025, a dotação orçamentária para as instituições foi de R$ 2,9 bilhões, dos quais R$ 604,9 milhões foram destinados à assistência estudantil. Em 2022, a dotação foi de R$ 2,2 bilhões. O valor atual é 28,95% maior do que o valor de 2022. Além do recurso destinado na Lei Orçamentária, o MEC ainda tem assegurado a recomposição do orçamento das instituições. Em 2025, foram mais de R$ 160,2 milhões.  

Formação – O MEC também tem trabalhado na capacitação dos profissionais da EPT. Com investimento de R$ 66,7 milhões do MEC e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), três pós-graduações estão sendo ofertadas: docência na EPT, gestão na EPT e educação a distância na EPT. São mais de 24,7 mil vagas distribuídas em instituições das redes estaduais e federal.  

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Semana Nacional – Em 2025, o MEC também realizou a 5ª edição da Semana Nacional da Educação Profissional e Tecnológica, em Brasília (DF). Foram três dias de programação gratuita e mais de 30 mil visitantes, que conheceram de perto 400 projetos de instituições que ofertam EPT no país. O evento reuniu representantes de todos os estados e do Distrito Federal, além de 1.434 expositores na Mostra Tecnológica, apresentando para a sociedade projetos de robótica, gastronomia, foguetes, jogos, inteligência artificial, aplicativos digitais, tecnologias inclusivas e sustentabilidade. 

Universo EPT – De acordo com o Censo Escolar da Educação Básica e o Censo da Educação Superior, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Brasil teve 4,5 milhões de matrículas na EPT em 2024. Foram 2,5 milhões em cursos técnicos de nível médio e 2 milhões em cursos tecnológicos. Em 2022, o país registrou 3,9 milhões de matrículas. As ofertas de EPT são realizadas pelas redes públicas federal, estaduais, distrital e municipais, assim como pelos Sistemas Nacionais de Aprendizagem e pelas instituições privadas de ensino.     

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Ideb avança em todas as etapas da educação básica no Rio Grande do Norte

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De 2023 a 2025, em uma escala de 0 a 10, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) do ensino fundamental do Rio Grande do Norte passou de 5,3 para 5,7 nos anos iniciais e de 4,1 para 4,6 nos anos finais. Já o Ideb do ensino médio passou de 3,7 para 4,2. Na rede pública do estado, o resultado passou de 4,8 para 5,2 nos anos iniciais; de 3,7 para 4,2 nos anos finais; e de 3,2 para 3,9 no ensino médio. Com esses resultados, o Ideb alcançou, nas três etapas avaliadas, os maiores valores da série histórica iniciada em 2005.  

“Os resultados revelam que o Rio Grande do Norte teve, em 2025, seus melhores resultados no indicador brasileiro. Esse é o melhor Ideb da série histórica, provando que a escola dos nossos filhos é melhor que a escola que nós tivemos. Em 20 anos, o Brasil enfrentou, simultaneamente, três problemas históricos da educação: colocou mais estudantes na escola, melhorou sua trajetória e elevou a aprendizagem. Os resultados do Ideb 2025 fecham um balanço de 20 anos de compromisso nacional pelo acesso, pela permanência e pela qualidade da educação. Fizemos muito, mas ainda há muito o que fazer. Chegou a hora de um novo salto para o futuro, que é a melhoria da aprendizagem”, defende o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

Os dados do Ideb e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) referentes a 2025, que revelam o desempenho da educação básica brasileira, calculados pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), foram divulgados nesta quarta-feira, 5 de agosto.  

Aprendizagem de língua portuguesa e matemática – Em uma escala que vai de 0 a 500, no 5º ano do ensino fundamental, em português, a avaliação do Rio Grande do Norte passou de 201,00, em 2023, para 207,99 pontos, em 2025; e em matemática, de 209,07 para 217,68. No caso do 9º ano do ensino fundamental, em português, a média passou de 250,31 para 255,84, e em matemática, de 246,10 para 254,56. Já no 3º ano do ensino médio, em português, o resultado passou de 267,52 para 269,92; e em matemática, de 263,79 para 265,59.  

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“O Saeb 2025 mostra que o Brasil foi capaz de fazer em apenas quatro anos o que estudos projetavam levar uma década: recuperar a aprendizagem perdida durante a pandemia de Covid-19. Esse resultado demonstra que, com políticas públicas consistentes, investimento e o compromisso de estados, municípios, professores e estudantes, é possível acelerar a aprendizagem. Os melhores resultados de quem passa mais tempo na escola reforçam nosso plano de ampliar a educação em tempo integral e o ensino médio integrado à educação profissional, para que os estudantes aprendam mais, em segurança, e estejam mais preparados para o mundo do trabalho”, defende Barchini.   

O Saeb 2025 avaliou 5,9 milhões de alunos distribuídos por 73,7 mil escolas e 247,7 mil turmas em todo o território nacional.  

Estados – Todas as Unidades da Federação (UFs) tiveram resultados superiores nos anos iniciais do ensino fundamental. Nos anos finais, 24 UFs tiveram índices maiores, dois estados ficaram estáveis e um estado registrou queda. No ensino médio, 23 UFs subiram o Ideb, três mantiveram os índices de 2023 e uma registrou queda. 

O Ideb 2025 descreve a realidade de 14,5 milhões de matrículas nos anos iniciais do ensino fundamental em 101 mil escolas. Nos anos finais, retrata 11,2 milhões de matrículas em 61 mil escolas. Em relação ao ensino médio, os resultados do Ideb correspondem a 7,3 milhões de matrículas em 30 mil escolas. 

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Iniciais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025
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Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025

Ideb Ensino Fundamental | Anos Finais | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025

Ideb Ensino Médio | Por UF | 2025
Fonte: Inep/Ideb, 2025

Ideb – O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), criado em 2007, no âmbito do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), é um indicador que combina o desempenho dos estudantes em língua portuguesa e matemática no Saeb com as taxas de aprovação apuradas pelo Censo Escolar, permitindo acompanhar a qualidade da educação básica brasileira. Integra o conjunto de indicadores utilizados para o monitoramento das metas educacionais previstas no Plano Nacional de Educação (PNE). Considerando que a vigência do PNE foi prorrogada até 31 de dezembro de 2025, o índice permanece como referência para o monitoramento das políticas educacionais e para a avaliação dos avanços e desafios na consecução dos objetivos estabelecidos pelo PNE durante o período de vigência.

Saeb – O Sistema de Avaliação da Educação Básica, criado em 1990, é um conjunto de avaliações externas em larga escala aplicado bienalmente a estudantes da educação básica. A avaliação é composta por testes e questionários que apresentam informações sobre o desempenho dos estudantes e sobre fatores contextuais relacionados ao processo educacional. As médias de desempenho obtidas no Saeb, em conjunto com os dados de fluxo escolar do Censo Escolar, compõem o Ideb. Os resultados também permitem o acompanhamento de indicadores educacionais por escolas, redes de ensino e UFs ao longo das diferentes edições da avaliação.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep

Fonte: Ministério da Educação

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