Agro News

Acordo Mercosul-União Europeia pode impulsionar investimentos da indústria agro em modernização de máquinas

Publicado

Novo cenário internacional pressiona o agronegócio por mais tecnologia

O avanço das negociações do Acordo Mercosul-União Europeia representa um marco importante para o agronegócio brasileiro, principalmente para a indústria de máquinas e equipamentos agrícolas. A expectativa é que a abertura comercial, com redução de tarifas e acesso ampliado a mercados internacionais, gere uma corrida por eficiência, produtividade e modernização tecnológica dentro do setor.

Com consumidores europeus cada vez mais atentos à origem dos alimentos, ao impacto ambiental e à rastreabilidade dos produtos, as empresas brasileiras precisarão investir em soluções mais modernas, como tratores e colheitadeiras inteligentes, além de tecnologias voltadas para agricultura de precisão e redução de desperdícios.

Acordo acelera transformação tecnológica já em curso no setor

De acordo com Thiago Savian, diretor comercial da Unifisa, o acordo tende a acelerar uma mudança que já estava em andamento.

“A indústria agro já vinha avançando em tecnologia, mas esse novo cenário internacional acelera ainda mais esse processo. Isso acontece porque, para acessar mercados mais exigentes, é necessário investir em maquinário moderno”, afirma o executivo.

Savian destaca que o grande desafio está em viabilizar esses investimentos sem comprometer o equilíbrio financeiro das empresas, especialmente diante de taxas de juros elevadas e restrições de crédito.

Leia mais:  Na Índia, governo reúne empresários brasileiros para dialogar sobre oportunidades no país
Consórcio ganha destaque como alternativa ao crédito tradicional

Com o custo do financiamento ainda alto, o consórcio tem se tornado uma alternativa viável para renovação e ampliação do maquinário agrícola.

“O consórcio, por não contar com juros e envolver apenas taxas administrativas, passou a ser uma ferramenta estratégica para renovar o maquinário e ampliar a capacidade produtiva, mantendo o equilíbrio do fluxo de caixa”, explica Savian.

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) confirmam essa tendência: entre 2020 e 2025, o número de novas adesões a consórcios de máquinas agrícolas cresceu 110,9%, passando de 32,27 mil para 68,05 mil cotas.

Crescimento sustentável e competitividade global

O aumento na procura por consórcios reforça uma mudança estrutural no setor: a busca por crescimento sustentável e planejado em um ambiente de competitividade internacional crescente.

“Quem consegue planejar esses investimentos com antecedência sai na frente, especialmente nesse contexto de abertura comercial e de exigências cada vez maiores por eficiência e sustentabilidade”, conclui Savian.

Com o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia, o agronegócio brasileiro tende a fortalecer ainda mais sua base industrial, investindo em tecnologia, inovação e práticas sustentáveis para consolidar sua posição nos mercados globais.

Leia mais:  Deputado quer que Carrefour indenize produtores por danos à imagem da carne

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Abertura de mercado para o Brasil na União Econômica Euroasiática, no Peru e no Togo

Publicado

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias que permitirão a exportação de novos produtos para a União Econômica Euroasiática, o Peru e o Togo.

Na União Econômica Euroasiática, composta por cinco países (Armênia, Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Rússia), a abertura para grãos secos de destilaria de milho (DDG) amplia as oportunidades para a cadeia produtiva do grão. Subproduto da indústria do etanol, os DDGs são utilizados como ingrediente na alimentação animal. O bloco euroasiático importou mais de US$ 1,4 bilhão em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para café, proteínas animais e fumo.

No Peru, país reconhecido pela ampla variedade de batatas nativas, a autorização para exportação de material genético de pólen de batata abre espaço para a cooperação ligada à pesquisa, ao melhoramento vegetal e à diversificação produtiva. O Peru importou mais de US$ 729 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025, com destaque para produtos florestais, proteínas animais, itens do complexo soja, cereais, e farinhas e preparações.

No Togo, por sua vez, a abertura para equinos vivos destinados à reprodução cria novas oportunidades no setor de genética animal. Em 2025, o país importou mais de US$ 148 milhões em produtos agropecuários brasileiros, principalmente do complexo sucroalcooleiro, proteínas animais e couro.

Leia mais:  Exportações de peixes cresceram 174% no terceiro trimestre

Com estes anúncios, o agronegócio brasileiro alcança 609 aberturas de mercado desde o início de 2023.

Tais resultados são fruto do trabalho conjunto do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana