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Açúcar Fecha Fevereiro em Queda, Mas Inicia Março com Alta nas Bolsas Internacionais

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Açúcar Cristal Branco Fecha Fevereiro em Baixa no Mercado Spot Paulista

O mercado de açúcar cristal branco encerrou fevereiro com desvalorização nas negociações à vista em São Paulo. De acordo com dados do Cepea/Esalq, o Indicador do produto registrou média de R$ 98,64 por saca de 50 kg na última semana do mês, queda de 1,83% em comparação com a anterior, quando foi cotado a R$ 100,53.

Os pesquisadores do Cepea apontam que os preços oscilaram de forma moderada durante o período, com reduções mais intensas no início da semana e leve recuperação na sexta-feira (27). Esse comportamento refletiu a retomada gradual da liquidez no mercado spot, à medida que compradores e vendedores voltaram às atividades após o recesso de Carnaval, o que favoreceu um cenário de negociações mais equilibradas e menos afetadas por movimentos pontuais.

Açúcar Reage no Exterior com Alta nas Bolsas de Nova York e Londres

O início de março foi marcado por alta nas cotações internacionais do açúcar. Na ICE Futures, em Nova York, os contratos do açúcar bruto avançaram levemente:

  • Maio/26 fechou a 13,91 cents por libra-peso, alta de 0,02 cent;
  • Julho/26 subiu 0,03 cent, para 13,90 cents/lbp;
  • Outubro/26 avançou 0,03 cent, a 14,23 cents/lbp.
  • Em Londres, o açúcar branco também apresentou valorização:
  • Maio/26 foi cotado a US$ 413,60 por tonelada, aumento de US$ 5,90;
  • Agosto/26 subiu US$ 4,30, para US$ 410,00;
  • Outubro/26 registrou alta de US$ 3,80, fechando em US$ 408,80.
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Esses movimentos refletem o comportamento de investidores que acompanham o cenário global da oferta e da demanda, além de ajustes técnicos após as quedas recentes.

Mercado Interno Mantém Estabilidade no Início de Março

No início de março, o mercado físico paulista manteve comportamento estável. O Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal branco apontou leve queda de 0,04% na segunda-feira (02), com a saca de 50 kg negociada a R$ 98,55. Em dólar, a cotação ficou em US$ 19,07 por saca.

Apesar da leve oscilação, o mercado ainda carrega os efeitos das perdas acumuladas em fevereiro, quando a liquidez foi limitada e a comercialização, mais lenta.

Petróleo em Alta e Reflexos Sobre Açúcar e Etanol

O avanço recente do petróleo tipo WTI, impulsionado por fatores geopolíticos e aumento da demanda global, tem chamado a atenção do setor sucroenergético. A elevação do preço do barril tende a fortalecer o etanol, uma vez que encarece os combustíveis fósseis e torna o biocombustível mais competitivo.

Com isso, usinas brasileiras podem optar por destinar uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção de etanol, reduzindo a oferta de açúcar no mercado interno e internacional. Esse movimento pode contribuir para a sustentação dos preços do adoçante nas próximas semanas, caso o cenário do petróleo se mantenha firme.

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Etanol Começa Março com Alta em Paulínia (SP)

No segmento do etanol, o Indicador Diário Paulínia (SP) apontou que o produto iniciou março com valorização de 1,09%, cotado a R$ 3.003,00 por metro cúbico.

O avanço reflete o bom ritmo de comercialização e a perspectiva de maior demanda com o petróleo em alta, além de um ambiente mais otimista para os biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja enfrenta pressão de oferta global após relatórios do USDA e Conab; preços em Chicago recuam para mínimas de quatro meses

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O mercado global da soja segue pressionado por um quadro de ampla oferta, reforçado pelos mais recentes levantamentos divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os números confirmam a perspectiva de produção elevada nas principais regiões produtoras do mundo e mantêm os preços internacionais sob pressão.

Em Chicago, os contratos futuros da soja se aproximaram da faixa de US$ 11,00 por bushel, atingindo os menores patamares dos últimos quatro meses. O movimento reflete a combinação de estoques confortáveis, projeções de safra robustas e demanda global incapaz de absorver rapidamente o crescimento da oferta.

Queda em Chicago reduz ritmo dos negócios no Brasil

Mesmo com o dólar apresentando momentos de valorização ao longo da semana, aproximando-se de R$ 5,20, a desvalorização dos contratos internacionais limitou a sustentação dos preços no mercado brasileiro.

O resultado foi um enfraquecimento das negociações, com produtores retraídos diante dos preços ofertados e compradores adotando postura cautelosa, à espera de novas definições do mercado.

A combinação entre a pressão externa e a expectativa de uma grande safra nacional tem contribuído para reduzir a liquidez no mercado físico da oleaginosa.

USDA mantém projeções para safra dos Estados Unidos

No relatório de junho, o USDA manteve praticamente inalteradas suas estimativas para a safra norte-americana de soja 2026/27.

A produção dos Estados Unidos foi projetada em 4,435 bilhões de bushels, equivalentes a aproximadamente 120,7 milhões de toneladas. A produtividade permanece estimada em 53 bushels por acre.

Os estoques finais foram calculados em 310 milhões de bushels, ou cerca de 8,44 milhões de toneladas, praticamente em linha com as expectativas do mercado.

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As projeções de esmagamento e exportações também foram mantidas, indicando consumo doméstico de 2,75 bilhões de bushels e vendas externas de 1,63 bilhão de bushels.

Para a safra 2025/26, os estoques de passagem foram estimados em 340 milhões de bushels, ligeiramente acima das expectativas do mercado.

Produção mundial permanece em níveis históricos

O USDA estima que a produção global de soja alcance 441,34 milhões de toneladas na temporada 2026/27, mantendo o mercado amplamente abastecido.

Os estoques finais mundiais foram projetados em 124,88 milhões de toneladas, volume que continua elevado e reforça o cenário de conforto na oferta internacional.

Apesar de pequenas revisões em relação ao relatório anterior, os números seguem apontando para um equilíbrio favorável aos compradores e desafiador para os vendedores.

Brasil caminha para novas safras recordes

O relatório do USDA manteve a projeção de produção brasileira de soja em 180 milhões de toneladas para a temporada 2025/26.

Para o ciclo 2026/27, a expectativa é ainda mais otimista, com uma safra estimada em 186 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como o maior produtor mundial da oleaginosa.

Já para a Argentina, o órgão norte-americano elevou a estimativa da safra 2025/26 para 50 milhões de toneladas, dois milhões acima da previsão anterior.

O crescimento da produção sul-americana reforça o aumento da concorrência global e amplia a disponibilidade de soja no mercado internacional.

China mantém forte demanda, mas não altera cenário

Principal importadora mundial de soja, a China deverá adquirir 112 milhões de toneladas na temporada 2025/26 e 114 milhões de toneladas em 2026/27, segundo o USDA.

Embora os volumes permaneçam elevados, eles não são suficientes para alterar significativamente o cenário de ampla oferta global, diante do forte crescimento da produção nos países exportadores.

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Conab projeta safra histórica e exportações em alta

No Brasil, a Conab elevou sua projeção para a safra 2025/26, estimando produção de 180,25 milhões de toneladas no nono levantamento da temporada.

O volume representa crescimento de 5,1% em relação à safra anterior, quando foram colhidas 171,48 milhões de toneladas.

Com a produção recorde, a Companhia Nacional de Abastecimento também revisou para cima as perspectivas de exportação, que deverão atingir 116,1 milhões de toneladas.

Além disso, o processamento interno da oleaginosa deve alcançar 61,58 milhões de toneladas, impulsionado pela demanda das indústrias de farelo e óleo de soja.

Segundo a Conab, o estoque final brasileiro deverá ficar próximo de 9,2 milhões de toneladas, reforçando a disponibilidade interna e contribuindo para o equilíbrio do abastecimento nacional.

Mercado segue atento ao comportamento da demanda

Embora os fundamentos continuem apontando para uma oferta abundante, analistas destacam que o comportamento da demanda global será determinante para a trajetória dos preços nos próximos meses.

Fatores como o ritmo das compras chinesas, a evolução da economia mundial, as condições climáticas durante o desenvolvimento da safra norte-americana e as oscilações cambiais seguirão no radar dos agentes de mercado.

Por enquanto, os números divulgados por USDA e Conab reforçam um cenário predominantemente baixista para a soja, mantendo pressão sobre as cotações internacionais e exigindo atenção redobrada dos produtores brasileiros na gestão da comercialização da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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