Agro News

Agenda pública da ministra Marina Silva – Quarta-feira, 12 de novembro

Publicado

(Agenda sujeita a modificações ao longo do dia)

9h – Painel “Paisagens sinérgicas para avançar soluções – um pacto pela integração entre as convenções do Rio”
📍Zona Azul, Pavilhão Florestas

10h50 – Painel de Alto Nível de Lideranças na COP30
📍Zona Azul, Pavilhão das Crianças e Juventudes

11h15 – Painel de Alto Nível “A implementação do Compromisso pelo Federalismo Climático no Brasil”
📍Zona Azul, Pavilhão Brasil, Auditório Sumaúma

14h – Painel no Pavilhão Temático da Presidência da COP – Arco da Restauração
📍Zona Azul, Sala Parnaíba

15h – Painel “Desafios para a implementação do Parágrafo 28 do GST: Iniciativas para a transição para longe dos combustíveis fósseis”
📍Zona Azul, Pavilhão Brasil, Auditório Cumaru

17h – Inauguração Pavilhão do Balanço Ético Global na Zona Azul 
📍Zona Azul, Pavilhão do Balanço Ético Global

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(Agenda subject to changes throughout the day)

9:00 a.m. – Panel: “Synergistic Landscapes to Advance Solutions – A Pact for the Integration between the Rio Conventions”
📍Blue Zone, Forests Pavilion

Leia mais:  Estados impulsionam crescimento sustentável no agronegócio

10:50 a.m. – High-Level Leadership Panel at COP30
📍Blue Zone, Children and Youth Pavilion

11:15 a.m. – High-Level Panel: “Implementing the Commitment to Climate Federalism in Brazil”
📍Blue Zone, Brazil Pavilion, Sumaúma Room

2:00 p.m. – Panel at the COP Presidency Thematic Pavilion – Restoration Arch
📍Blue Zone, Parnaíba Room

3:00 p.m. – Panel “Challenges for the Implementation of Paragraph 28 of the GST: Initiatives for Transitioning Away From Fossil Fuels”
📍Blue Zone, Brazil Pavilion, Cumaru Room 

5:00 p.m. – Inauguration of the Global Ethical Stocktake (GES) Pavilion in the Blue Zone
📍Blue Zone, Global Ethical Stocktake Pavilion

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Publicado

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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