Várzea Grande
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Publicado
18 de abril de 2026, 11:30
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
Várzea Grande
Siriri de Várzea Grande encanta visitantes na FIT Pantanal
Publicado
5 de junho de 2026, 16:29
Nesta quinta-feira (4.6), o grupo várzea-grandense Encantos da Serra levou a tradição do siriri para a FIT Pantanal, encantando os visitantes com uma apresentação marcada pela alegria, pelo ritmo e pela valorização da cultura mato-grossense.
Formado por crianças e adolescentes do bairro Novo Mundo, o grupo surgiu na Escola Estadual Dante Martins de Oliveira com o objetivo de promover a integração social e preservar as manifestações culturais da região. O professor Evanderson dos Santos destaca que o projeto busca fortalecer a identidade cultural das novas gerações.
“Esse projeto nasceu como forma de integração social e de mostrar a nossa cultura para o mundo. Como dançarino do grupo Flor Ribeirinha, procuro transmitir para essas crianças todos os ensinamentos que recebi da nossa mestre, Dona Domingas”, afirmou.
Moradora do Residencial Jequitibá, Adrielly de Souza acompanha de perto a participação do filho Nicolas Gabriel, de 11 anos, no grupo. Para ela, a dança regional tem contribuído para o desenvolvimento pessoal do menino.
“Acho muito lindo o nosso siriri e admiro a dedicação e o amor que essas crianças têm pela nossa arte. Também percebi que meu filho perdeu a timidez que sempre teve”, relatou.
Nicolas participa do projeto há dois anos e afirma que a experiência transformou sua vida.
“O siriri chegou à minha vida há dois anos. Amo o grupo, amo a dança e tudo o que envolve essa arte”, disse o jovem dançarino.
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