Com a previsão de aumento no fluxo de viajantes no período de Carnaval, a Agência de Regulação dos Serviços Públicos Delegados do Estado de Mato Grosso (Ager-MT) irá reforçar as ações de fiscalização no Terminal Rodoviário Engenheiro Cássio Veiga de Sá, em Cuiabá, e em pontos estratégicos de embarque e desembarque na região da Baixada Cuiabana, entre os dias 13 e 20 de fevereiro, com a Operação Embarque Seguro.
A expectativa é de que somente pelo terminal passem mais de 33 mil passageiros, entre os dias 13 e 18 de fevereiro, com cerca de duas mil viagens programadas entre partidas e chegadas, incluindo linhas intermunicipais, interestaduais e internacionais. O aumento é de 32% em relação ao mesmo período de 2025.
Os destinos mais procurados dentro de Mato Grosso neste período incluem Chapada dos Guimarães, Rondonópolis, Sinop, Barra do Garças e Juína. Já nas viagens para outros estados, a procura se concentra em cidades tradicionalmente associadas às festividades de Carnaval, como Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador.
A Ager atuará com inspetores reguladores em campo para verificar as condições dos veículos, a regularidade das viagens, o cumprimento de horários e a observância das normas de segurança e conforto dos usuários. A fiscalização também terá caráter orientativo, com apoio aos passageiros e monitoramento do atendimento prestado pelas empresas operadoras.
“Para garantir a segurança dos usuários, a Ager também intensificará a fiscalização com foco rigoroso no combate ao transporte clandestino. Nossas equipes atuarão em pontos estratégicos da Baixada Cuiabana para impedir viagens em veículos não autorizados, que coloquem em risco a vida dos passageiros. Além disso, verificaremos a manutenção e o conforto das frotas regulares”, declarou o superintendente regulador de transporte Rodoviário da Ager, Neimar Dantas.
Foto por Christiano Antonucci – Secom-MT.
Ouvidoria da Ager-MT
A Agência reforça a importância de que os usuários formalizem eventuais reclamações, denúncias ou sugestões por meio dos canais oficiais de atendimento, o que permite a apuração adequada e a adoção das providências cabíveis. O contato deve ser feito pelo telefone 0800 647 6464 (ligação gratuita), pelo WhatsApp (65) 99675-8719 ou ainda pelo e-mail: [email protected]
Para questões relacionadas ao transporte interestadual, o atendimento é realizado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pelo telefone 166, com serviço gratuito e funcionamento ininterrupto.
Terminal Rodoviário
Pelo Terminal Rodoviário de Cuiabá circulam mais de 1,8 milhão de pessoas por ano. O espaço passou por diversas melhorias estruturais e os pontos considerados críticos pela população, como conforto e segurança, receberam maior atenção durante os reparos. As obras de melhorias foram finalizadas em 2025 e esta foi a primeira grande reforma desde a sua construção em 1979.
O Governo de Mato Grosso concedeu a gestão do Terminal Rodoviário à iniciativa privada em maio de 2021, após processo conduzido pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra). A previsão é de que investimentos da ordem de R$ 32 milhões ocorram ao longo dos 25 anos de concessão.
A Ager-MT é responsável pela regulação e fiscalização deste serviço público concedido.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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