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Agro de Rondônia deve movimentar R$ 30,2 bilhões em 2026, com leve recuo anual

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As projeções mais recentes indicam que o Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária de Rondônia deve atingir R$ 30,2 bilhões em 2026, registrando leve queda de 1% em relação ao resultado de 2025. Os dados foram elaborados pela área de socioeconomia da Embrapa Rondônia.

Os cinco principais produtos do estado — bovinos, soja, café, milho e leite — devem concentrar 90,4% do VBP total, com forte protagonismo da pecuária bovina.

Bovinos lideram VBP e sustentam resultado do agro

O destaque da produção agropecuária rondoniense segue sendo a pecuária. O VBP de bovinos deve alcançar R$ 15,5 bilhões em 2026, o equivalente a 51,3% do total estadual.

O crescimento estimado é de 5,1% em relação ao ano anterior, com acréscimo de R$ 747,7 milhões. Esse avanço é impulsionado principalmente pela valorização da carne bovina, sustentada pela oferta restrita de animais para abate e pela demanda externa aquecida.

A expectativa é de manutenção dos preços em patamares elevados ao longo do ano.

Metodologia considera preços e produção agropecuária

O cálculo do VBP leva em conta os preços médios de 17 produtos agropecuários relevantes para o estado, com base nos valores recebidos pelos produtores rurais.

As estimativas utilizam dados de produção da Conab e do IBGE, além de levantamentos de preços realizados pela Conab e pela Emater-RO.

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Os valores são ajustados pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), calculado pela Fundação Getúlio Vargas.

Banana e mandioca apresentam melhor desempenho

Entre os produtos com melhor desempenho em 2026, destacam-se a banana e a mandioca.

A banana deve registrar crescimento de 19% no VBP, impulsionada pelo aumento de 5,7% na produção e pela valorização de 19,1% nos preços nos primeiros meses do ano.

Já a mandioca deve apresentar alta de 18,3%, mesmo com redução de 2% na produção. O avanço é explicado pela elevação de 21,7% nos preços da mandioca de mesa, que responde por cerca de 60% da produção estadual.

Arroz, cacau, leite e café pressionam resultado

Por outro lado, alguns segmentos devem apresentar desempenho negativo em 2026, pressionados principalmente pela queda nos preços e, em alguns casos, pela redução na produção.

O arroz é um dos destaques negativos. A produção da safra 2025/2026 está estimada em 94,2 mil toneladas, volume 50% inferior ao ciclo anterior. Com isso, o VBP do cereal deve cair de R$ 334 milhões em 2025 para R$ 114,8 milhões em 2026.

No caso do cacau, a retração dos preços — após níveis elevados observados em 2024/2025 — deve reduzir o VBP de R$ 324,2 milhões para R$ 170,9 milhões. A queda é atribuída à recuperação da produção na África e à menor demanda da indústria chocolateira.

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O café também deve registrar recuo, com queda estimada de 19,3% no VBP. O movimento é explicado pelo aumento da produção e consequente pressão sobre os preços no mercado global.

Já o leite deve apresentar redução de 22,1% no VBP, refletindo um cenário de maior oferta, demanda enfraquecida e aumento das importações de lácteos, especialmente de países do Mercosul.

Histórico aponta crescimento consistente do agro

Apesar da leve retração prevista para 2026, o desempenho do setor agropecuário de Rondônia segue positivo no longo prazo. Nos últimos dez anos, o VBP do estado apresentou crescimento médio anual de 7,6%, evidenciando a expansão e a relevância do setor na economia regional.

VBP pode variar ao longo do ano

A Embrapa destaca que o VBP é calculado mensalmente e pode sofrer variações ao longo do ano.

Oscilações nos preços dos produtos agropecuários e revisões nas estimativas de produção podem impactar os resultados, tanto positiva quanto negativamente, conforme o comportamento do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Reabertura do Estreito de Ormuz reduz pressão nos preços, mas cenário global ainda impõe riscos à economia brasileira

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Geopolítica alivia mercados, mas riscos permanecem elevados

A reabertura completa do Estreito de Ormuz pelo Irã trouxe alívio imediato aos mercados internacionais, especialmente ao reduzir pressões sobre os preços do petróleo. O anúncio de um cessar-fogo de 10 dias entre Israel e Líbano também contribuiu para uma redução temporária das tensões no Oriente Médio.

Apesar desse cenário mais favorável no curto prazo, o ambiente global segue marcado por elevada incerteza. A ausência de um acordo definitivo entre Estados Unidos e Irã, somada às dúvidas sobre o comércio internacional e ao cenário fiscal brasileiro, mantém o nível de risco elevado para investidores e produtores.

Câmbio: valorização do real não altera tendência de alta do dólar

O real apresentou valorização frente ao dólar na última semana, encerrando cotado a R$ 4,99 e figurando entre os melhores desempenhos dentro de uma cesta de moedas emergentes.

No entanto, a expectativa permanece de desvalorização ao longo do tempo. A projeção aponta para um dólar em R$ 5,55 ao final de 2026, influenciado por fatores como:

  • Redução do diferencial de juros entre Brasil e exterior
  • Possível fortalecimento da moeda americana no cenário global
  • Incertezas fiscais domésticas

Esse movimento pode impactar diretamente os custos de produção do agronegócio, especialmente em insumos dolarizados.

Atividade econômica brasileira segue com desempenho irregular

A atividade econômica no Brasil continua oscilando no início de 2026. O IBC-Br, indicador considerado uma prévia do PIB, registrou alta de 0,6% em fevereiro na comparação mensal.

Por outro lado, na comparação anual, houve queda de 0,27%, indicando perda de ritmo da economia.

  • Desempenho por setores
  • Indústria: crescimento de 1,2% na margem
  • Serviços: alta de 0,3%
  • Agropecuária: avanço de 0,2%
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Mesmo com resultados positivos, o crescimento ainda é considerado moderado. A projeção para o PIB em 2026 segue em 1,8%, refletindo:

  • Efeitos da política monetária restritiva
  • Impactos do fraco desempenho no fim de 2025
  • Riscos externos ligados ao cenário geopolítico
Varejo apresenta crescimento moderado e heterogêneo

O comércio varejista brasileiro registrou crescimento gradual em fevereiro, porém abaixo das expectativas do mercado.

  • Varejo restrito: alta de 0,6% no mês
  • Varejo ampliado: crescimento de 1,0%

Na comparação anual, o desempenho foi mais fraco, com retração no varejo ampliado.

  • Destaques positivos
  • Combustíveis e lubrificantes
  • Artigos farmacêuticos
  • Materiais de construção
  • Veículos e autopeças
  • Segmentos com queda
  • Equipamentos de escritório
  • Livros e papelaria
  • Vestuário e calçados

O avanço das vendas foi registrado em 17 estados, mas ainda sem indicar uma recuperação consistente do consumo.

Setor de serviços perde força, mas permanece em nível elevado

O setor de serviços registrou leve alta de 0,1% em fevereiro, indicando estabilidade após uma sequência de crescimento ao longo de 2025.

Na comparação anual, houve avanço de 0,5%, mantendo uma trajetória positiva, embora com desaceleração.

Segmentos em destaque
  • Serviços prestados às famílias
  • Informação e comunicação
  • Transporte
  • Segmentos em retração
  • Serviços profissionais e administrativos
Outros serviços

Mesmo com a desaceleração, o setor ainda opera cerca de 20% acima do nível pré-pandemia, sustentado por um mercado de trabalho resiliente e renda em crescimento.

  • Política econômica combina estímulos fiscais e cautela monetária
  • Medidas fiscais

O governo federal implementou ações para mitigar os efeitos da alta dos combustíveis, incluindo:

  • Obrigatoriedade de divulgação de margens de lucro por distribuidoras
  • Subvenções ao diesel
  • Ajustes no programa Gás do Povo
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Além disso, o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027 prevê superávit primário de 0,5% do PIB.

Política monetária

O Banco Central mantém postura cautelosa diante do cenário internacional. A guerra no Oriente Médio e a elevação das expectativas de inflação dificultam o avanço do ciclo de cortes de juros.

A tendência é que a taxa Selic permaneça em patamar contracionista por um período mais prolongado.

Mercados financeiros: petróleo em alta e desempenho misto nas bolsas

Os mercados refletiram o ambiente de incerteza global:

Petróleo Brent registrou alta

Commodities agrícolas e metálicas tiveram desempenho predominantemente negativo

  • Bolsa americana apresentou valorização
  • Ibovespa registrou leve queda

No mercado de renda fixa, a curva de juros brasileira apresentou inclinação, indicando maior percepção de risco no longo prazo.

Perspectivas: agronegócio atento ao cenário global e ao câmbio

Apesar do alívio momentâneo proporcionado pela reabertura do Estreito de Ormuz, o cenário segue desafiador.

Os principais fatores de risco incluem:

  • Evolução do conflito no Oriente Médio
  • Política monetária nos Estados Unidos
  • Desaceleração das economias globais
  • Sustentabilidade fiscal no Brasil

Para o agronegócio, a combinação entre câmbio, preços de commodities e custos de produção seguirá sendo determinante ao longo de 2026. A expectativa é de crescimento moderado da economia, com maior clareza apenas no segundo semestre do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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