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Agro Plus amplia assistência técnica no campo e fortalece sustentabilidade da produção rural brasileira

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A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais publicou o novo Relatório de Progresso do Agro Plus, iniciativa considerada o maior programa privado de assistência técnica e capacitação em boas práticas agrícolas do Brasil. O documento apresenta os avanços do programa, que já atende mais de 5 mil propriedades rurais distribuídas em 14 estados brasileiros.

Criado a partir da experiência consolidada do Soja Plus, o Agro Plus ampliou sua atuação nos últimos anos e passou a atender diferentes cadeias produtivas do agronegócio, incluindo soja, milho, café, cana-de-açúcar e pecuária. A expansão fortaleceu a presença do programa no campo e consolidou sua atuação voltada à sustentabilidade e à competitividade da produção agropecuária.

Segundo o relatório, o Agro Plus já alcança 6,1 milhões de hectares de área produtiva, com produção estimada em 19,4 milhões de toneladas.

Reconhecimento do MAPA reforça credibilidade do programa

Um dos principais destaques do relatório é o reconhecimento oficial do Agro Plus pelo Ministério da Agricultura e Pecuária por meio do Selo de Boas Práticas Agropecuárias (BPA).

A certificação valida a metodologia adotada pelo programa e confirma o alinhamento da iniciativa às políticas nacionais de sustentabilidade no agronegócio. Além disso, o selo permite que produtores participantes tenham acesso a benefícios específicos, incluindo condições diferenciadas de financiamento e taxas reduzidas em operações de custeio dentro do Plano Safra.

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O Agro Plus atua com base em cinco pilares estratégicos: qualidade de vida no trabalho, melhores práticas de produção, viabilidade financeira, qualidade do produto e responsabilidade social.

Para acompanhar os resultados e orientar melhorias nas propriedades rurais, o programa utiliza um checklist composto por 280 indicadores ambientais, sociais e econômicos.

Sustentabilidade passa a ser fator decisivo para competitividade no agro

De acordo com Pedro Garcia, gerente de Sustentabilidade da ABIOVE, o avanço das exigências dos mercados internacionais torna a conformidade ambiental e social um elemento essencial para a competitividade do produtor brasileiro.

“A sustentabilidade alinhada à conformidade legal tornou-se fator essencial para a competitividade do produtor brasileiro. Em um país onde a maioria dos produtores rurais não têm acesso à assistência técnica, o Agro Plus se apresenta como uma solução gratuita, simples e eficiente”, destaca.

Segundo Garcia, o programa atua como uma ponte entre as exigências globais e a realidade do campo, permitindo que produtores adotem práticas sustentáveis sem comprometer a eficiência produtiva.

“O Agro Plus traduz as exigências dos mercados globais em práticas eficientes no campo, gerando benefícios reais para a produção e garantindo acesso a diferentes mercados”, afirma.

Modelo colaborativo fortalece governança e adequação ambiental

O relatório também destaca que o sucesso do Agro Plus está diretamente ligado ao modelo colaborativo construído pela iniciativa. O programa integra produtores rurais, cooperativas, universidades, instituições financeiras e empresas privadas em uma rede voltada à melhoria contínua da produção agropecuária.

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Além do suporte técnico relacionado às boas práticas agrícolas, o programa atua em áreas estratégicas como adequação ambiental, mapeamento de Áreas de Preservação Permanente (APPs), Reserva Legal (RL), segurança ocupacional e governança socioeconômica das propriedades.

Para a ABIOVE, o reconhecimento oficial do MAPA fortalece a segurança jurídica e amplia a transparência das ações desenvolvidas no campo.

“O reconhecimento oficial pelo MAPA reforça a segurança jurídica e a transparência de um modelo que gera valor direto para toda a sociedade e para a imagem do agronegócio nacional”, conclui Garcia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño pode reduzir oferta global de açúcar, enquanto Brasil reforça protagonismo no mercado internacional

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O mercado internacional de açúcar volta a concentrar atenções nas projeções climáticas diante da possibilidade de um novo episódio do fenômeno El Niño. Embora o cenário global tenha sido marcado nos últimos meses pela recuperação da oferta e pela pressão sobre os preços da commodity, especialistas alertam que mudanças no regime de chuvas podem alterar o equilíbrio entre oferta e demanda na safra 2026/27.

De acordo com análise da Hedgepoint Global Markets, os maiores riscos estão concentrados nos principais produtores do Hemisfério Norte, como Índia, Tailândia e países da América Central, onde o fenômeno costuma provocar redução das chuvas e aumento das temperaturas, comprometendo o desenvolvimento da cana-de-açúcar.

Enquanto isso, o Brasil deve manter uma posição privilegiada no mercado mundial, sustentado por uma safra robusta e menor exposição aos impactos climáticos previstos para o próximo ciclo.

Brasil deve manter liderança na produção de açúcar

A expectativa para a safra 2026/27 do Centro-Sul brasileiro continua positiva. Segundo a Hedgepoint, a principal região produtora do país deverá colher cerca de 635 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, superando a marca de 600 milhões de toneladas pelo quarto ano consecutivo.

Esse desempenho reforça a posição do Brasil como maior produtor e exportador global de açúcar, ampliando sua importância para o abastecimento do mercado internacional em um cenário de possíveis dificuldades produtivas em outras origens.

Além disso, a maior parte da cultura já passou pela fase mais sensível de desenvolvimento, reduzindo a vulnerabilidade da safra atual aos efeitos do El Niño.

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Mesmo que o aumento das chuvas possa provocar atrasos pontuais na moagem em algumas regiões do Centro-Sul, as perspectivas para a produção permanecem favoráveis.

Índia e Tailândia concentram as maiores preocupações

Ao contrário do Brasil, países asiáticos podem enfrentar impactos mais severos caso o fenômeno climático se confirme.

Índia e Tailândia, responsáveis por parcela significativa das exportações mundiais de açúcar, historicamente registram períodos de estiagem durante eventos de El Niño. A menor disponibilidade de água pode reduzir a produtividade dos canaviais e limitar a oferta de matéria-prima para a indústria açucareira na safra que terá início em outubro de 2026.

Qualquer redução na produção desses países tende a influenciar rapidamente as cotações internacionais da commodity, devido ao peso que ambos exercem no comércio global.

América Central também entra no radar do mercado

Além da Ásia, os países produtores da América Central também passam a ser monitorados pelos analistas.

As projeções climáticas indicam maior probabilidade de condições secas na região, cenário que pode comprometer o desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar e reduzir os volumes destinados à exportação.

A intensidade dos impactos dependerá da duração do fenômeno e das condições climáticas específicas de cada país ao longo do ciclo produtivo.

Duração do El Niño será decisiva para os próximos ciclos

Especialistas destacam que os reflexos do fenômeno não devem se limitar apenas à safra 2026/27.

Caso o El Niño se intensifique durante o segundo semestre de 2026 e permaneça ativo ao longo de 2027, seus efeitos poderão influenciar também o desenvolvimento da safra 2027/28.

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No Brasil, chuvas mais frequentes na região Sul do Centro-Sul poderão favorecer a recuperação hídrica dos canaviais para o próximo ciclo, embora ainda seja cedo para confirmar essa tendência.

Oferta brasileira pode ganhar ainda mais importância

O calendário agrícola dos principais países produtores faz com que os impactos climáticos ocorram em momentos distintos, exigindo acompanhamento constante por parte do mercado.

Mesmo diante de um cenário atual de oferta global mais confortável, analistas avaliam que uma eventual redução da produção em concorrentes poderá ampliar ainda mais a dependência do açúcar brasileiro para equilibrar o abastecimento mundial.

Segundo Livea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets, o monitoramento das condições climáticas continuará sendo um dos principais fatores para a formação dos preços internacionais.

“A combinação entre condições relativamente mais favoráveis no Brasil e potenciais dificuldades produtivas em outras origens reforça a necessidade de monitoramento constante das condições climáticas e de seus reflexos sobre a oferta global”, afirma a especialista.

Mercado acompanha clima e perspectivas para os preços

Com a proximidade do início da safra no Hemisfério Norte, investidores, usinas e tradings acompanham atentamente a evolução das previsões climáticas.

Caso o El Niño provoque perdas relevantes em importantes países exportadores, o Brasil poderá ampliar sua participação no comércio internacional de açúcar, consolidando ainda mais seu papel estratégico na segurança do abastecimento global da commodity.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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