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Agrodefesa amplia exigências sanitárias para transporte de bovinos destinados à reprodução

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Nova regra fortalece controle sanitário no trânsito de animais

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) informou que, a partir de 15 de abril de 2026, será obrigatória a apresentação de exames negativos para brucelose e tuberculose na emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) de bovinos e bubalinos destinados à reprodução.

A exigência vale tanto para movimentações dentro do estado quanto para o trânsito interestadual, conforme previsto na Instrução Normativa nº 02/2025 da Agrodefesa e na Instrução Normativa nº 10/2017 do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Medida busca prevenir prejuízos e reforçar sanidade do rebanho

De acordo com o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, a iniciativa reforça a importância dos programas sanitários e da prevenção de doenças que impactam diretamente a pecuária.

A brucelose e a tuberculose bovina podem causar prejuízos significativos aos produtores, afetando a produtividade e a qualidade do rebanho. Por isso, o reforço nas medidas de controle é considerado essencial para o setor.

Sistema Sidago emitirá alertas automáticos durante emissão da GTA

Para garantir o cumprimento da nova regra, o Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago) passará a emitir alertas automáticos sempre que a finalidade “reprodução” for selecionada na emissão da GTA.

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Segundo a gerente de Sanidade Animal, Denise Toledo, o mecanismo tem como objetivo orientar os produtores e evitar problemas no momento do transporte.

O sistema permitirá que apenas animais com exames válidos e negativos sejam autorizados a circular, aumentando a segurança sanitária nas movimentações.

Exigência tem caráter preventivo e visa evitar disseminação de doenças

A medida integra as ações do Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovina e Bubalina (PECEBT), com foco na prevenção da disseminação dessas doenças entre os rebanhos.

De acordo com a coordenação do programa, o objetivo é impedir que animais infectados entrem em contato com animais saudáveis, reduzindo riscos sanitários e protegendo a cadeia produtiva.

Regras para realização dos exames e validade dos atestados

Conforme a Instrução Normativa nº 02/2025, os exames possuem validade de 60 dias a partir da coleta de sangue (no caso da brucelose) e da realização do teste de tuberculose.

As exigências incluem:

  • Teste de brucelose obrigatório para fêmeas a partir de oito meses não vacinadas com B19, vacinadas com RB51 e também para machos
  • Fêmeas vacinadas com B19 só podem ser testadas a partir dos 24 meses
  • Teste de tuberculose obrigatório para bovinos e bubalinos com idade igual ou superior a seis semanas
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Animais provenientes de propriedades certificadas como livres de brucelose e tuberculose estão dispensados da apresentação dos exames.

Trânsito de animais positivos é proibido, exceto para abate

A normativa também proíbe o trânsito de animais com resultado positivo para brucelose ou tuberculose, exceto quando destinados ao abate sanitário.

Nesses casos, os animais devem:

  • Ser identificados com a marcação “P” dentro de um círculo
  • Permanecer isolados do restante do rebanho
  • Ser retirados imediatamente da produção leiteira

O abate sanitário deve ocorrer em até 30 dias após o diagnóstico, em estabelecimento com Serviço de Inspeção Oficial. Alternativamente, pode ser realizada a eutanásia na propriedade, desde que sob supervisão da Agrodefesa.

Ações reforçam segurança sanitária e sustentabilidade da pecuária

Com a intensificação das exigências, a Agrodefesa busca fortalecer a sanidade animal em Goiás, reduzindo riscos de disseminação de doenças e garantindo maior segurança para a cadeia produtiva.

A medida também contribui para a sustentabilidade da pecuária e para a manutenção da qualidade dos rebanhos destinados à reprodução.

IN 02/2025 da Agrodefesa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Vazio Sanitário da Soja em Goiás começa em 27 de junho e reforça combate à ferrugem asiática

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O período de vazio sanitário da soja em Goiás terá início no próximo dia 27 de junho e seguirá até 24 de setembro de 2026. Durante esse intervalo, fica proibida a presença de plantas vivas de soja nas propriedades rurais, incluindo aquelas que surgem espontaneamente após a colheita, conhecidas como tigueras ou plantas guaxas.

A medida, definida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) por meio da Portaria nº 1.579/2026, tem como principal objetivo interromper o ciclo de sobrevivência de pragas e doenças, especialmente da ferrugem asiática, considerada a mais severa ameaça fitossanitária à cultura da soja no Brasil.

Já a janela oficial de semeadura da safra 2026/27 em Goiás ocorrerá entre 25 de setembro de 2026 e 2 de janeiro de 2027.

Ferrugem asiática exige atenção dos produtores

A Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) alerta que a eliminação das plantas voluntárias é fundamental para evitar a chamada “ponte verde”, condição que permite a sobrevivência e a multiplicação de agentes causadores de doenças entre uma safra e outra.

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o vazio sanitário é uma estratégia consolidada e respaldada por estudos científicos que contribuem diretamente para a produtividade das lavouras.

“O vazio sanitário é uma medida comprovadamente eficaz para reduzir a pressão de doenças e preservar a competitividade da sojicultura goiana”, destaca.

O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, reforça que as plantas tigueras representam um dos principais desafios no período de entressafra.

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De acordo com ele, essas plantas servem de hospedeiras para o fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática, além de favorecer a sobrevivência de outras pragas importantes, como a mosca-branca, reconhecida por seu elevado potencial reprodutivo.

Goiás responde por mais de 11% da produção nacional de soja

A importância do cumprimento das medidas sanitárias ganha ainda mais relevância diante do peso da produção goiana no cenário nacional.

Dados do 9º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26 da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que Goiás deverá encerrar a temporada com produção estimada em 20,1 milhões de toneladas de soja, ocupando a terceira posição entre os maiores produtores do país.

O volume representa aproximadamente 11,3% de toda a soja produzida no Brasil.

Para o diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, a dimensão da produção estadual exige comprometimento conjunto entre produtores, entidades e órgãos públicos.

“A adoção das medidas fitossanitárias é essencial para fortalecer a sustentabilidade e ampliar a competitividade da agricultura goiana nos mercados nacional e internacional”, afirma.

Cadastro de lavouras permanece obrigatório

Além de cumprir o vazio sanitário e respeitar a janela de semeadura, os produtores devem realizar o cadastro das áreas cultivadas no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago).

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A obrigatoriedade está prevista na Instrução Normativa nº 6/2024, que institui o Programa Estadual de Prevenção e Controle de Pragas para a Cultura da Soja.

O registro das lavouras deverá ser realizado até 15 dias após o encerramento do período oficial de semeadura, com prazo final estabelecido para 17 de janeiro de 2027.

O que é a ferrugem asiática da soja?

A ferrugem asiática é uma doença provocada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, que ataca as folhas da soja e provoca o surgimento de pequenas lesões e pústulas de coloração marrom ou alaranjada.

A disseminação ocorre por meio de esporos transportados pelo vento, capazes de percorrer longas distâncias e infectar rapidamente novas áreas produtivas.

Sem controle adequado, a doença pode causar desfolha precoce, comprometer o enchimento dos grãos, elevar os custos com fungicidas e provocar perdas superiores a 70% da produtividade em situações de alta severidade.

Por esse motivo, especialistas consideram o vazio sanitário uma das principais ferramentas para reduzir a pressão da doença e garantir maior segurança produtiva para a próxima safra de soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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