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Agrodefesa intensifica combate à brucelose bovina em Goiás com foco em vacinação e rastreabilidade do rebanho

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A Agência Goiana de Defesa Agropecuária iniciou nesta segunda-feira (25), em Goiânia, a Semana Estadual de Combate e Prevenção à Brucelose Bovina. A ação reúne representantes do setor agropecuário, autoridades públicas e instituições parceiras para discutir estratégias de controle da doença, ampliar a cobertura vacinal e fortalecer a defesa sanitária do rebanho bovino em Goiás.

Durante a abertura oficial, o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, destacou os avanços alcançados pelo estado nos índices de vacinação contra a brucelose bovina nos últimos anos. Segundo ele, os resultados refletem a integração entre o serviço veterinário oficial, produtores rurais e entidades ligadas ao agronegócio.

“O crescimento da cobertura vacinal demonstra o esforço conjunto entre iniciativa pública e privada para conscientizar os pecuaristas sobre a importância da imunização do rebanho”, ressaltou.

Representando a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás, o subsecretário Pedro Leonardo reforçou o apoio do Governo de Goiás às ações sanitárias conduzidas pela Agência. Segundo ele, o fortalecimento das medidas preventivas é fundamental para manter a competitividade da pecuária goiana.

Campanha reforça prevenção e conscientização no campo

O diretor de Defesa Agropecuária da Agrodefesa, Rafael Vieira, explicou que a criação da Semana Estadual de Combate e Prevenção à Brucelose Bovina tem como objetivo ampliar as ações educativas e sanitárias em todo o estado.

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A escolha da data faz referência ao nascimento de David Bruce, cientista responsável pelo isolamento da bactéria Brucella abortus, causadora da doença que impacta diretamente a produtividade pecuária e representa riscos à saúde animal e humana.

A programação da semana inclui palestras técnicas, cursos, vacinação assistida e ações educativas em diferentes regiões goianas. Entre os destaques está a atuação da Agrodefesa na Comunidade Kalunga do Engenho II, em Cavalcante, no Nordeste de Goiás, onde equipes técnicas realizam atividades entre os dias 26 e 28 de maio.

Já na quinta-feira (28), será promovida vacinação assistida contra a brucelose em uma propriedade rural no município de Bela Vista de Goiás.

Goiás aposta em educação sanitária e tecnologia no controle da doença

A gerente de Sanidade Animal da Agrodefesa, Denise Toledo, apresentou durante o evento as ações desenvolvidas pelo Programa Estadual de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Bovina e Bubalina (PECEBT). O programa concentra esforços para ampliar a imunização do rebanho e reduzir os impactos sanitários da doença no estado.

Também participaram das apresentações técnicas representantes da área de educação sanitária e defesa agropecuária. A gerente de Educação Sanitária, Telma Gonzaga, destacou o trabalho contínuo de conscientização realizado junto aos produtores rurais ao longo do ano.

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Outro tema que ganhou destaque foi a implantação do sistema de rastreabilidade e identificação individual bovina em Goiás. O projeto-piloto foi apresentado pelo assessor da Diretoria de Defesa Agropecuária, Fernando Bosso.

A iniciativa seguirá as diretrizes do Plano Nacional de Rastreabilidade do Ministério da Agricultura e prevê, a partir de janeiro de 2027, a identificação individual de bovinos por meio de brincos e botons eletrônicos. O sistema começará pelas fêmeas entre 3 e 8 meses durante a vacinação contra a brucelose, oferecendo alternativa à tradicional marcação a fogo.

Setor produtivo participa de mobilização sanitária em Goiás

A cerimônia reuniu representantes de entidades ligadas ao agronegócio e à defesa sanitária animal, incluindo integrantes do Sistema Faeg, Senar, Fundepec, Superintendência Federal de Agricultura em Goiás e cooperativas agropecuárias.

A mobilização reforça o compromisso do setor produtivo goiano com a sanidade animal, a segurança alimentar e a ampliação da competitividade da pecuária brasileira nos mercados nacional e internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inteligência Artificial revoluciona manejo de plantas daninhas na Integração Lavoura-Pecuária

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A aplicação de inteligência artificial (IA) no campo avança como ferramenta estratégica para o manejo agrícola. Um estudo inédito desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) analisou o uso de algoritmos de aprendizado de máquina na dinâmica de plantas daninhas em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com resultados considerados altamente promissores.

A pesquisa amplia o conhecimento sobre o comportamento dessas espécies em ambientes produtivos integrados e pode subsidiar estratégias mais eficientes de controle preventivo, com potencial redução do uso de herbicidas.

IA aplicada ao campo melhora entendimento do ecossistema agrícola

O estudo utilizou ferramentas de IA preditiva para compreender como fatores climáticos, características do solo e tipos de cultivo influenciam a ocorrência de plantas daninhas.

A base de dados foi estruturada em três frentes principais:

  • registros quantitativos de espécies de plantas daninhas;
  • características do solo e sistemas de cultivo;
  • dados climáticos da região analisada.

O objetivo foi identificar correlações capazes de apoiar decisões mais precisas no manejo agrícola dentro de sistemas ILP.

Algoritmos alcançam até 99% de precisão na previsão

Foram testados diferentes modelos de aprendizado de máquina, incluindo Support Vector Machine, Decision Tree, Random Forest e K-Nearest Neighbors.

Os melhores desempenhos foram registrados pelos modelos Decision Tree e Random Forest, que alcançaram até 99% de precisão na previsão de áreas mais suscetíveis ao surgimento de plantas daninhas.

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Segundo a pesquisadora Ana Letícia Becker Gomes Luz, doutora em Matemática e Ciência de Dados, os resultados indicam alta confiabilidade do método. Já o pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, da Embrapa Milho e Sorgo, destacou que a abordagem é tecnicamente viável e eficaz para apoio à tomada de decisão.

Tecnologia pode reduzir uso de herbicidas e ampliar sustentabilidade

De acordo com os pesquisadores, a IA permite identificar com maior precisão os fatores que influenciam a dinâmica das plantas daninhas, contribuindo para escolhas mais assertivas no campo.

Na prática, a tecnologia pode auxiliar na definição de:

  • herbicidas mais adequados para cada área;
  • doses específicas de aplicação;
  • momento ideal de controle;
  • estratégias preventivas mais eficientes.

O estudo também reforça o potencial de redução do uso de defensivos agrícolas, alinhando-se às demandas da economia verde e da sustentabilidade no campo.

ILP apresenta menor incidência de plantas daninhas

Os pesquisadores observaram que sistemas de Integração Lavoura-Pecuária tendem a apresentar menor incidência de plantas daninhas em comparação a sistemas convencionais.

Esse resultado está associado principalmente à presença de forrageiras, como a braquiária, que atuam como cobertura vegetal e ajudam a suprimir o desenvolvimento dessas espécies.

Segundo o pesquisador Ramon Costa Alvarenga, da Embrapa Milho e Sorgo, o desafio atual é avançar do manejo reativo para o manejo preditivo, reduzindo a ocorrência antes mesmo da emergência das plantas invasoras.

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Estudo foi conduzido no Cerrado mineiro

A pesquisa foi realizada no bioma Cerrado, em Sete Lagoas (MG), na área experimental da Embrapa Milho e Sorgo. Os sistemas avaliados incluíram milho consorciado com braquiária, sorgo com braquiária, soja e pastagem de braquiária.

Os dados foram coletados em diferentes fases do ciclo produtivo, incluindo colheita, entressafra, pré-dessecação e períodos pós-emergência.

Pesquisa integra projetos nacionais de inovação em IA

O estudo faz parte de duas iniciativas de pesquisa:

  • o projeto “Soluções recomendativas e generativas baseadas em IA para aumento da eficiência, qualidade e resiliência produtiva” (SORaIA), liderado pela Embrapa;
  • o projeto “Plataforma para o monitoramento da dinâmica e recomendações de controle de populações de plantas daninhas”, vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As iniciativas reforçam o avanço da agricultura digital no Brasil e a integração entre pesquisa científica e tecnologias emergentes.

Perspectiva: agricultura mais precisa e sustentável

Para os pesquisadores, o uso de IA no manejo de plantas daninhas representa um avanço importante rumo à agricultura de precisão. A tendência é que, com o uso de modelos preditivos, o setor consiga reduzir custos, otimizar o uso de insumos e aumentar a eficiência produtiva de forma sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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