Mato Grosso

Agrofloresta em Santo Antônio de Leverger avança para conquistar selo e fortalecer produção de ovos caipira

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Em meio a uma área de nove hectares cultivada de forma sustentável, a Estância Surya, localizada em Santo Antônio de Leverger (MT), dá mais um passo para consolidar sua agroindústria familiar. A propriedade, que já atua com produção agroflorestal, agora se prepara para fortalecer a atividade com a comercialização de ovos caipira, buscando o Selo de Inspeção da Agricultura de Pequeno Porte (Siapp).


À frente do trabalho estão o produtor de pequena escala Leandro Ferreira dos Santos e sua esposa, Marimaki Cardena. Com capacidade para produzir até 250 ovos por dia, o casal decidiu procurar a Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf/MT) para iniciar o processo de regularização da agroindústria. O primeiro passo foi a solicitação de vistoria técnica da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

A propriedade recebeu a visita do assistente técnico da Empaer (Ater), Natan de Queiroz, responsável pelo preenchimento do formulário e pela primeira vistoria, etapa considerada primordial para a obtenção do selo.


“Fizemos o questionário de vistoria com os levantamentos da estrutura que o produtor tem e quais as adequações do Termo de Ajuste de Conduta que ele precisa cumprir para poder receber o Selo de Inspeção. O formulário será encaminhado para as médicas veterinárias responsáveis da Seaf e do Indea. Os dados e as imagens coletadas serão avaliados, e eu retorno com as orientações necessárias sobre equipamentos e como a estrutura deve ser finalizada. Depois de concluídos todos os requisitos, uma equipe virá fazer a vistoria final para certificar se o produtor está apto ou não a receber o selo”, explicou Natan.

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Para Leandro, o momento representa a concretização de um projeto aguardado há tempos. As obras de adequação já foram iniciadas, mas foram temporariamente suspensas até que todas as orientações técnicas sejam oficialmente validadas.

“Nós paramos as obras para que possamos concluir tudo conforme os critérios apontados após a validação do formulário. Estamos gostando da forma como a Empaer e a Seaf estão conduzindo os trabalhos, especialmente nesse momento, com a visita técnica que nos permite iniciar o processo para chegar até o registro do selo. Estamos recebendo todo o apoio necessário para levar um produto de qualidade aos nossos clientes. Enquanto produtores familiares, agradecemos a dedicação e o empenho das equipes envolvidas, para que, junto com a Seaf e a Empaer, nosso produto tenha espaço no mercado”, afirmou.


O produtor também destacou a importância do apoio institucional do Governo do Estado para que pequenos empreendedores rurais consigam se estruturar. “A gente agradece ao Governo do Estado pelo apoio por meio da Lei que fortalece a agricultura familiar. Essa iniciativa dá segurança para o pequeno produtor investir, melhorar a estrutura e trabalhar dentro das normas. Sem esse suporte, seria muito mais difícil dar esse passo”, ressaltou Leandro.

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O Siapp é uma importante ferramenta de fortalecimento da agricultura familiar, pois garante que os produtos atendam às normas sanitárias exigidas, ampliando as oportunidades de comercialização. De acordo com a Coordenadoria do Siapp na Seaf, atualmente o Estado conta com 39 agroindústrias registradas na categoria familiar.

A expectativa da família é que, com a certificação, os ovos caipira produzidos na Estância Surya ganhem novos mercados, agregando valor à produção e consolidando o modelo sustentável adotado na propriedade.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

A conta do vice: Dr Altemar Lopes já recebeu mais de meio milhão de reais desde o inicio do novo mandato

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Documentos oficiais da Prefeitura de Rondonópolis revelam o tamanho da fatura que o vice-prefeito Altemar Lopes da Silva já entregou ao contribuinte desde o início do mandato. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, o custo direto do vice aos cofres públicos soma R$ 548.712,64 e passa dos R$ 600 mil quando computados os encargos patronais pagos pelo município.

O montante se divide em duas frentes. A primeira é o subsídio mensal de R$ 17.950,00, que em 19 meses de mandato totalizou R$ 341.050,00 em valores brutos, conforme a ficha financeira oficial do servidor.

A segunda e menos conhecida do público é a verba de natureza indenizatória criada pela Lei Municipal nº 14.014, de 22 de janeiro de 2025.
Por essa rubrica, o vice recebeu R$ 113.106,00 em 2025 (11 parcelas de R$ 11.310,60) e já acumula R$ 94.556,64 em 2026 (8 parcelas de R$ 11.819,58 até agosto), segundo a relação de pagamentos emitida pela própria Prefeitura.

Os registros financeiros mostram que as parcelas da verba indenizatória de 2026 seguem sendo pagas mensalmente, mesmo depois de Altemar Lopes romper publicamente com a administração da qual é vice. Os repasses, segundo os empenhos, são feitos “com posterior apresentação de relatório de atividades” o que levanta a pergunta: que atividades um vice rompido com o governo apresenta para justificar R$ 11,8 mil mensais extras?

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A fonte dos recursos também chama atenção: trata-se de dinheiro da rubrica “Recursos não Vinculados de Impostos” ou seja, verba livre do orçamento, a mesma que poderia ser aplicada em saúde, infraestrutura ou assistência social.

Somados os encargos patronais recolhidos pelo município sobre o subsídio, o custo total ao erário ultrapassa a marca dos R$ 600 mil em menos de 20 meses de mandato uma média superior a R$ 30 mil mensais para manter no cargo um vice que, hoje, atua contra o próprio governo que o elegeu.

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Fonte: Política MT

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