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Agronegócio brasileiro consolida crescimento em 2025 com avanço nas lavouras, pecuária e exportações

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O agronegócio brasileiro inicia 2025 em trajetória de crescimento sólido, reafirmando a posição do país entre os maiores produtores de alimentos do mundo. O desempenho positivo é resultado do avanço conjunto de lavouras, pecuária e exportações, sustentado por ganhos expressivos de produtividade em diversas cadeias do setor.

Segundo dados da ABN e do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), o Valor Bruto da Produção (VBP) do agro nacional deve alcançar R$ 1,409 trilhão, representando uma alta de 11,1% em relação a 2024.

O superintendente do Banco Safra, Ricardo Leite, destaca que o crescimento reflete o dinamismo do campo brasileiro e o avanço tecnológico das propriedades rurais.

Lavouras registram avanço e fortalecem economia do campo

As lavouras respondem por 10,6% de aumento no VBP, impulsionadas especialmente pelo bom desempenho de milho, café, algodão e cacau.

O estado de Mato Grosso segue na liderança nacional com R$ 221,1 bilhões em valor de produção, seguido por Minas Gerais e São Paulo, que também registram desempenhos expressivos.

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Pecuária brasileira mantém estabilidade e modernização

O segmento pecuário continua sua trajetória de estabilidade, acompanhada de investimentos em modernização e tecnologia.

O país conta com um rebanho bovino de 238,1 milhões de cabeças, além de crescimento relevante nas produções de bubalinos, suínos, galinhas, ovos e piscicultura.

Esses avanços reforçam a importância da pecuária não apenas como base da segurança alimentar, mas também como motor de geração de renda e emprego no interior do país.

Produção de grãos bate recorde e amplia área cultivada

A Conab projeta uma área recorde de 84,4 milhões de hectares cultivados com grãos em 2025, o que deve resultar em uma produção total de 354,7 milhões de toneladas.

Os principais destaques são soja e sorgo, com forte representatividade nas exportações brasileiras.

A região Centro-Sul concentra a maior parte do volume produzido, enquanto Norte e Nordeste ampliam gradualmente sua participação.

Café e cana-de-açúcar sustentam bons resultados regionais

O café vive uma das melhores safras da década, com 55,2 milhões de sacas produzidas. Estados como Bahia e Espírito Santo registram ganhos expressivos de produtividade e qualidade.

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Já a cana-de-açúcar mantém estabilidade, somando 668,8 milhões de toneladas, com desempenho positivo no Nordeste e no Sul do país.

O etanol de milho, por sua vez, cresce 14,5%, consolidando o Centro-Oeste como principal polo de produção e exportação do biocombustível.

Exportações impulsionam resultado econômico do agro

Até setembro, as exportações do agronegócio brasileiro somaram R$ 126,5 bilhões, com destaque para China, União Europeia e Estados Unidos como os principais destinos dos produtos nacionais.

Com esses resultados, o PIB do agro passa a representar 23,5% da economia brasileira, evidenciando o papel estratégico do setor para o crescimento do país e para o fortalecimento da balança comercial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne bovina do Brasil batem recorde em abril, mas avanço da quota chinesa gera alerta no setor

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As exportações brasileiras de carne bovina e derivados registraram forte aceleração em abril de 2026, alcançando o maior faturamento mensal do ano e reforçando o protagonismo do Brasil no mercado global de proteína animal. No entanto, o rápido avanço da utilização da quota chinesa para importações sem tarifa adicional já começa a gerar preocupação entre frigoríficos, exportadores e produtores pecuários.

Levantamento da Associação Brasileira de Frigoríficos (ABRAFRIGO), elaborado com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC), mostra que o Brasil exportou 319,23 mil toneladas de carne bovina e derivados em abril, crescimento de 4% frente ao mesmo mês de 2025.

Em receita, o desempenho foi ainda mais expressivo. O faturamento atingiu US$ 1,743 bilhão, avanço de 28% na comparação anual, impulsionado pela valorização internacional da proteína bovina, pelo câmbio e pelos preços mais elevados da arroba do boi gordo.

Exportações acumulam mais de US$ 6 bilhões no quadrimestre

No acumulado entre janeiro e abril, as exportações totais do setor somaram US$ 6,083 bilhões, crescimento de 31% sobre igual período do ano passado. O volume embarcado chegou a 1,146 milhão de toneladas, alta de 9%.

A carne bovina in natura segue liderando amplamente os embarques brasileiros, respondendo por cerca de 91% das exportações do segmento. Apenas este produto movimentou US$ 5,552 bilhões no primeiro quadrimestre, crescimento de 35% na receita.

O volume exportado de carne in natura alcançou 952,74 mil toneladas, avanço de 15,43% em relação ao mesmo período de 2025.

China amplia liderança e aproximação do limite da quota preocupa mercado

A China manteve posição dominante como principal destino da carne bovina brasileira. Entre janeiro e abril, os chineses importaram 461,1 mil toneladas do produto brasileiro, aumento de 19,4% sobre o ano anterior.

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Em faturamento, as vendas para o país asiático saltaram 42,9%, totalizando US$ 2,693 bilhões. Com isso, a China passou a representar 44,3% de toda a receita das exportações brasileiras de carne bovina e derivados.

Considerando apenas a carne bovina in natura, a participação chinesa avançou para 48,5% do total exportado pelo Brasil em 2026.

O principal ponto de atenção do setor está relacionado à quota de 1,106 milhão de toneladas estabelecida pela China dentro do mecanismo de salvaguarda para importações de carne bovina brasileira.

Estimativas indicam que aproximadamente 70% da quota já tenha sido utilizada até abril, restando cerca de 330 mil toneladas disponíveis sem incidência da tarifa extraquota de 55%.

Na prática, o volume restante seria suficiente para pouco mais de dois meses de exportações nos atuais níveis de embarques, o que eleva a preocupação da cadeia produtiva sobre possível perda de competitividade no segundo semestre.

Estados Unidos seguem firmes como segundo maior comprador

Os Estados Unidos consolidaram a segunda posição entre os principais destinos da carne bovina brasileira.

As exportações de carne in natura para o mercado norte-americano cresceram 14,7% em receita no primeiro quadrimestre, alcançando US$ 814,57 milhões.

O volume embarcado avançou 14,24%, somando 135,64 mil toneladas.

Quando considerados todos os produtos e derivados bovinos, as vendas para os EUA ultrapassaram US$ 1 bilhão no período, alta de 16,7%.

Chile, Rússia e Europa ampliam compras da carne brasileira

Entre os mercados que mais cresceram em 2026, o Chile apresentou uma das expansões mais consistentes. As compras chilenas aumentaram 24,1% em volume e 35% em faturamento, totalizando US$ 286,1 milhões.

A Rússia voltou a ganhar relevância no comércio internacional da proteína bovina brasileira. O país registrou aumento de 46,9% nos embarques, atingindo 40,2 mil toneladas, enquanto as receitas cresceram 61,7%, chegando a US$ 178,4 milhões.

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Na Europa, os Países Baixos se destacaram como importante porta de entrada da carne brasileira no continente. O volume exportado para o mercado holandês disparou 319,7%, alcançando 28,8 mil toneladas.

Em receita, o crescimento foi de 123,5%, totalizando US$ 148,3 milhões.

Oriente Médio e Sudeste Asiático seguem em expansão

O Oriente Médio manteve forte demanda pela proteína brasileira. O Egito ampliou em 53% o faturamento das compras, chegando a US$ 130,4 milhões.

Os Emirados Árabes Unidos também aceleraram as importações, com crescimento de 53,5%, atingindo US$ 92 milhões.

No Sudeste Asiático, a Indonésia chamou atenção pelo crescimento expressivo. As exportações saltaram de 1,6 mil toneladas para 15 mil toneladas, avanço de 788,9% em volume.

O faturamento aumentou 412,5%, alcançando US$ 41 milhões.

Argélia lidera retrações entre os principais mercados

Na contramão dos principais importadores, a Argélia apresentou forte retração nas compras da carne bovina brasileira.

O faturamento caiu 59,4%, recuando para US$ 54 milhões.

Também houve redução nas exportações para mercados tradicionais como Arábia Saudita, Reino Unido, Singapura e Espanha.

Extremo Oriente mantém liderança global nas compras

Regionalmente, o Extremo Oriente segue como principal destino da carne bovina brasileira, com importações que somaram US$ 2,86 bilhões no primeiro quadrimestre, crescimento de 43%.

A expansão foi sustentada principalmente pela forte demanda chinesa.

O Sudeste Asiático também ganhou relevância no comércio internacional da proteína bovina brasileira, com crescimento de 33% nas receitas, enquanto a Europa Ocidental avançou 42%.

Segundo a ABRAFRIGO, ao todo 112 países ampliaram as compras de carne bovina brasileira em 2026, enquanto 52 reduziram suas importações, reforçando a ampla diversificação dos mercados atendidos pelo Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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