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Agronegócio supera R$ 77 bilhões em março com soja e carnes na liderança

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As exportações do agronegócio brasileiro somaram cerca de R$ 77 bilhões em março de 2026, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mantendo o setor como principal gerador de divisas do país mesmo em um cenário global mais instável.

O resultado representa leve recuo frente ao mesmo mês do ano passado, mas com desempenho sustentado por produtos de maior peso na pauta, especialmente soja e proteínas.

A soja voltou a liderar com folga. Foram embarcadas 14,5 milhões de toneladas, com receita próxima de R$ 29,5 bilhões. Mesmo com pequena queda no volume, a valorização internacional do grão ajudou a manter o faturamento em patamar elevado.

O farelo de soja também avançou, com 1,9 milhão de toneladas exportadas, enquanto o óleo, embora com menor volume, registrou aumento de preço, reforçando a geração de receita dentro do complexo.

Nas proteínas, o desempenho seguiu positivo. A carne bovina exportada alcançou 234 mil toneladas, com receita aproximada de R$ 6,8 bilhões, sustentada tanto pelo aumento de volume quanto pela valorização do produto no mercado internacional.

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A carne de frango também cresceu, com embarques de 431 mil toneladas, mantendo o Brasil como um dos principais fornecedores globais. A diversificação de mercados ajudou a compensar dificuldades pontuais em regiões afetadas por problemas logísticos.

O algodão foi outro destaque do mês, com exportações de 348 mil toneladas, crescimento expressivo na comparação anual e sinal de ganho de espaço do Brasil no mercado global da fibra.

No acumulado do primeiro trimestre, o cenário segue favorável para os principais produtos do agro. A soja registra avanço no volume exportado, enquanto carnes bovina, suína e de frango mantêm trajetória de crescimento, reforçando a demanda internacional.

Por outro lado, alguns segmentos apresentaram ajuste. O etanol teve queda acentuada nos embarques, enquanto café e parte do complexo sucroenergético também recuaram, refletindo movimentos de preço e mercado.

O ambiente externo adiciona um fator de atenção. A instabilidade no Oriente Médio já pressiona custos logísticos. O frete marítimo para alguns destinos chegou a mais que dobrar, impactando especialmente exportações de proteínas.

Ainda assim, o agro brasileiro mantém desempenho consistente. A combinação de escala, produtividade e demanda global continua sustentando os embarques, mesmo diante de maior volatilidade.

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Para o produtor, o cenário segue positivo, mas mais exigente. O mercado continua comprador, especialmente para soja e carnes, mas custos e logística passam a ter peso crescente na formação da margem.

O resultado de março reforça uma tendência clara: mesmo em ambiente adverso, o agronegócio brasileiro segue como um dos principais pilares da economia e da balança comercial do país.

Fonte: Pensar Agro

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Safra de girassol da Argentina bate recorde histórico e impulsiona exportações bilionárias

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A safra argentina de girassol 2025/26 entrou para a história ao registrar recordes simultâneos de área cultivada, produtividade média e produção total. Os dados divulgados pela Bolsa de Cereais de Buenos Aires mostram um avanço expressivo da cultura, consolidando o país como um dos principais players globais do mercado de óleo e derivados de girassol.

O desempenho histórico foi impulsionado pela expansão da área semeada, boas condições climáticas em regiões estratégicas e resultados produtivos acima da média em grande parte das lavouras.

Área cultivada cresce quase 30% na Argentina

Segundo a entidade argentina, a área plantada com girassol alcançou 2,85 milhões de hectares na temporada 2025/26, superando em 5,6% o recorde anterior, registrado na safra 2007/08, quando o cultivo ocupou 2,7 milhões de hectares.

Na comparação com o ciclo passado, a expansão foi ainda mais expressiva, com crescimento de 29,5%.

O principal avanço ocorreu na região do Nordeste Argentino (NEA), onde a área cultivada disparou 224%. Também houve aumento relevante nas províncias de Córdoba e no centro-norte de Santa Fé, reforçando o movimento de expansão da oleaginosa no país.

Condições climáticas favoreceram desenvolvimento das lavouras

O ciclo agrícola foi marcado por boa disponibilidade hídrica nas regiões norte e oeste da Argentina, fator que contribuiu para o desenvolvimento das plantas e para o elevado potencial produtivo.

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Em parte do centro-leste e do sudeste argentino, porém, o déficit hídrico registrado entre janeiro e fevereiro provocou maior variabilidade nos rendimentos das lavouras.

Mesmo assim, os resultados médios ficaram próximos ou ligeiramente acima dos padrões históricos, garantindo o melhor desempenho já registrado pela cultura no país.

Produtividade e produção também quebram recordes

A produtividade média nacional foi estimada em 23,6 quintais por hectare, superando o recorde anterior de 23,4 quintais por hectare obtido na safra 2024/25.

Com isso, a produção total de girassol da Argentina atingiu 6,6 milhões de toneladas, volume histórico que representa:

  • alta de 32% frente ao recorde anterior, de 5 milhões de toneladas;
  • crescimento de 60,2% em relação à média das últimas cinco campanhas agrícolas.

O resultado fortalece ainda mais a posição da Argentina no mercado internacional de óleo de girassol, segmento no qual o país possui participação estratégica nas exportações globais.

Complexo do girassol deve movimentar mais de US$ 3,3 bilhões

O avanço da produção também deve ampliar significativamente o peso econômico da cadeia do girassol na economia argentina ao longo de 2026.

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As estimativas apontam que o Produto Bruto do complexo deve crescer 53% em relação à campanha anterior, alcançando cerca de US$ 3,304 bilhões.

Além disso:

  • a arrecadação fiscal ligada ao setor pode atingir US$ 757 milhões;
  • as exportações devem somar aproximadamente US$ 2,491 bilhões.

O aumento projetado nas vendas externas representa um avanço de US$ 819 milhões frente ao ciclo anterior, refletindo a forte demanda internacional por óleo e derivados da oleaginosa.

Mercado internacional acompanha avanço da produção

O crescimento da safra argentina ocorre em um momento de atenção global ao mercado de óleos vegetais, especialmente diante da volatilidade climática em importantes regiões produtoras e das oscilações nos preços internacionais das commodities agrícolas.

Com maior oferta disponível, a Argentina tende a ampliar sua competitividade nas exportações de óleo de girassol, podendo influenciar os fluxos globais do setor e a dinâmica dos preços internacionais nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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