Mato Grosso

Álbum reúne canções ancestrais de mulheres indígenas do povo Kurâ-Bakairi

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O álbum “Kâremu: As Canções Ancestrais das Mulheres Kurâ-Bakairi” será lançado nesta sexta-feira (6.3), às 10h, na Fundação Nacional dos Povos Indígenas, durante a reinauguração da sede da instituição, em Cuiabá. Contemplado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) no edital Viver Cultura – edição Lei Paulo Gustavo, o trabalho reúne 12 músicas tradicionais femininas do povo indígena de Mato Grosso.

Aberto ao público, o lançamento reúne mulheres que, por meio do canto, preservam e transmitem saberes ancestrais de geração em geração. O álbum nasce como uma expressão coletiva dessas vozes femininas que reafirmam a espiritualidade, a história e a identidade cultural de seu povo.

Durante o desenvolvimento do projeto, as participantes fortaleceram seus laços coletivos e constituíram o grupo Kawynawa. Despontando como desdobramento do próprio processo de criação do álbum, a iniciativa passa a representar, de forma organizada, a continuidade da preservação e da difusão dos cantos ancestrais femininos Kurâ-Bakairi.

Outro marco importante foi a recuperação de uma fita cassete que continha gravações de músicas femininas realizadas há mais de 30 anos, nas quais está registrada a voz de Adélia Maniwa, guardiã dos cantos tradicionais do povo Kurâ-Bakairi. Esse material histórico foi fundamental para o processo de pesquisa cultural e para a revitalização das músicas que integram o álbum.

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Desenvolvido pela produtora cultural Dorothy Mayron Taukane, o projeto conta com coordenação geral e comunicação de Isabel Teresa Cristina Taukane. A pesquisa cultural e a sistematização dos cantos foram construídas pelas mulheres sábias do povo Kurâ-Bakairi, em diálogo com a pesquisadora Estela Ceregatti, que também assina a produção musical ao lado de André Magalhães. A direção de fotografia e audiovisual é de Henrique Santian.

A iniciativa conta ainda com o apoio da Operação Amazônia Nativa (Opan) e da Universidade Federal de Mato Grosso, por meio do Núcleo Ação Saberes Indígenas na Escola. O álbum “Kâremu: As Canções Ancestrais das Mulheres Kurâ-Bakairi” também será lançado em plataformas digitais.

Serviço
Lançamento do álbum Kâremu: As Canções Ancestrais das Mulheres Kurâ-Bakairi
Quando: sexta-feira (6.3), às 10h
Local: Fundação Nacional dos Povos Indígenas – Coordenação Regional de Cuiabá
Centro Político Administrativo – Cuiabá/MT

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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