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Alta em Nova York impulsiona preços do café no Brasil e anima produtores

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Mercado físico brasileiro deve abrir a semana em alta

O mercado físico de café no Brasil inicia a semana com expectativa de valorização, acompanhando o avanço das cotações na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). O movimento positivo no exterior deve estimular produtores a aproveitarem o bom momento para realizar novas negociações.

Na sexta-feira (10), os preços internos permaneceram estáveis, influenciados pela volatilidade das bolsas internacionais. As quedas do arábica em Nova York e do robusta em Londres foram compensadas pela alta do dólar, o que limitou as variações no mercado nacional.

No Sul de Minas Gerais, o café arábica bebida boa com 15% de catação foi negociado entre R$ 2.240,00 e R$ 2.250,00 por saca. No Cerrado Mineiro, o arábica bebida dura com 15% de catação ficou entre R$ 2.250,00 e R$ 2.260,00. Já o café arábica tipo “rio” (bebida dura tipo 7), na Zona da Mata mineira, manteve o preço entre R$ 1.580,00 e R$ 1.590,00 por saca.

No Espírito Santo, o conilon tipo 7 foi cotado entre R$ 1.395,00 e R$ 1.405,00, enquanto o tipo 7/8 variou de R$ 1.390,00 a R$ 1.400,00, ambos estáveis.

Arábica sobe mais de 3% em Nova York

Na manhã desta segunda-feira (13), os contratos futuros do café arábica registraram fortes ganhos superiores a 3%, impulsionados pelas preocupações com o clima e pela incerteza em relação ao tamanho da safra brasileira 2025/26 e ao potencial produtivo da próxima colheita 2026/27.

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Segundo o analista de mercado da Archer Consulting, Marcelo Moreira, as chuvas voltaram às principais regiões cafeeiras do Brasil, mas ainda em volumes abaixo do ideal. Mesmo assim, são consideradas fundamentais para o pegamento das floradas e o desenvolvimento das lavouras.

“O mercado segue atento também ao início das colheitas na América Central e na Colômbia, além do Vietnã. No curto prazo, a oferta global pode ficar ajustada, com risco de uma entressafra apertada entre março e maio de 2026”, destacou o analista.

Exportações em queda pressionam o mercado

Outro fator que sustenta as cotações é a queda nas exportações brasileiras de café. Segundo relatório do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), os embarques recuaram 18,4% em setembro de 2025, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, refletindo menor disponibilidade de produto e gargalos logísticos.

Detalhes das cotações internacionais

Por volta das 9h30 (horário de Brasília), o contrato dezembro/2025 do café arábica era negociado a 384,40 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1.135 pontos. Já o vencimento março/2026 avançava para 366,40 centavos, enquanto maio/2026 subia para 354,00 centavos de dólar por libra-peso.

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O robusta também acompanhava o movimento de alta: o contrato novembro/2025 era cotado a US$ 4.573 por tonelada, avanço de US$ 93; o janeiro/2026, a US$ 4.479 (+US$ 88); e o março/2026, a US$ 4.409 (+US$ 76).

Estoques certificados em queda

Os estoques certificados nos armazéns credenciados da ICE Futures, na posição de 10 de outubro de 2025, totalizaram 509.383 sacas de 60 kg, registrando uma queda de 10.151 sacas em relação ao dia anterior — sinalizando um possível aperto na oferta física do produto no mercado internacional.

Câmbio e indicadores financeiros globais

O dólar comercial operava em leve queda de 0,35%, cotado a R$ 5,4842, enquanto o Dollar Index subia 0,27%, a 99,254 pontos.

Nos mercados internacionais, as principais bolsas da Ásia encerraram em baixa, com destaque para a China (-0,19%), enquanto o Japão não operou devido a feriado. Na Europa, o cenário era misto: Paris (+0,19%), Frankfurt (+0,31%) e Londres (-0,09%).

O petróleo tipo WTI para novembro subia 0,84%, cotado a US$ 59,40 o barril, refletindo o otimismo dos investidores com a demanda global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fortaleza recebe agenda de fortalecimento da pesca e da aquicultura

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta terça-feira (29) uma agenda em Fortaleza (CE) voltada ao fortalecimento da pesca e da aquicultura no estado. A programação reuniu a apresentação do Pronaf Azul a pescadores artesanais e marisqueiras, a entrega de certificados do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC), uma visita à Universidade Federal do Ceará (UFC) e uma reunião com representantes do setor industrial. 

Pela manhã, na Secretaria da Pesca e Aquicultura do Ceará, o ministro participou da apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito voltada aos pescadores e demais trabalhadores das águas, além da entrega dos certificados do PROPESC. Em mensagem direcionada aos pescadores cearenses, Edipo destacou a importância de ampliar o acesso às políticas de crédito para o setor. “Essa linha de crédito tira da invisibilidade o público dos homens e mulheres das águas. Pela primeira vez, nós temos um plano safra recorde com R$ 85 bilhões, mas que tem uma linha voltada aos homens e mulheres que trabalham com o alimento que vem das águas”, afirmou o ministro. 

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O Pronaf Azul contempla três linhas de crédito direcionadas ao público da pesca e da aquicultura: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Costeiro. Durante a agenda, o ministro também reforçou a orientação para que pescadores busquem as instituições financeiras acompanhados de técnicos ou extensionistas, de forma a apresentar os projetos e acessar os recursos destinados ao desenvolvimento sustentável das atividades. 

Ciência e formação na UFC 

Na segunda parte da agenda, Edipo visitou a Universidade Federal do Ceará (UFC), que conta com quatro projetos apoiados financeiramente pelo Ministério da Pesca e Aquicultura. A programação incluiu conversa com os coordenadores dos projetos, visita às iniciativas e uma roda de conversa com estudantes. 

A agenda na universidade reforça a integração entre políticas públicas, pesquisa e formação profissional. Segundo o ministro, os investimentos em ciência e inovação são fundamentais para fortalecer as políticas voltadas à pesca e à aquicultura. “Política pública boa e robusta só faz com ciência, inovação, tecnologia e pesquisa”, afirmou Edipo. Ele também destacou a importância da participação dos estudantes, que, segundo ele, representam o futuro do setor. 

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Diálogo com o setor industrial 

No fim do dia, o ministro se reuniu com representantes da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e do Sindicato das Indústrias de Frio e Pesca do Estado do Ceará (SINDIFRIO-CE). O encontro foi dedicado à discussão das principais demandas e desafios do setor. 

Entre os temas da agenda esteve o Plano Brasil Soberano, apresentado pelo ministro como uma iniciativa voltada à proteção da indústria brasileira diante de impactos econômicos. Edipo também destacou a estratégia de diversificação dos mercados para as exportações brasileiras, com aproximação de países da América do Sul, além dos mercados asiático, africano e europeu. 

A agenda em Fortaleza integra as ações do Governo Federal para aproximar políticas públicas, setor produtivo, instituições de pesquisa e trabalhadores da pesca e da aquicultura, ampliando as oportunidades de desenvolvimento e sustentabilidade para a atividade no Ceará. 

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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