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Alta nos preços impulsiona vendas de algodão em Mato Grosso, aponta Imea

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A comercialização de algodão em Mato Grosso avançou de forma significativa ao longo de março, impulsionada pela melhora nos preços e pelo cenário externo favorável. É o que aponta o mais recente boletim do Imea.

Comercialização da safra 2025/26 ganha ritmo em março

De acordo com o levantamento, a comercialização da safra 2025/26 evoluiu 7,03 pontos percentuais no mês de março, alcançando 65,6% da produção estimada no estado.

O avanço reflete maior interesse de venda por parte dos produtores diante do cenário de preços mais atrativos, além de uma estratégia de antecipação de negócios em meio à volatilidade do mercado.

Safra 2024/25 se aproxima do fim com mais de 90% vendida

Para a safra 2024/25, o ritmo de comercialização também se manteve firme. As vendas avançaram 5,04 pontos percentuais no mês, atingindo 92,1% do total produzido até o final de março de 2026.

Com isso, o ciclo atual se aproxima da finalização das negociações, consolidando um alto nível de comercialização no estado.

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Alta na Bolsa de Nova York e cenário geopolítico sustentam preços

Segundo o Imea, o movimento de avanço nas vendas foi sustentado pela valorização dos contratos na Bolsa de Nova York e pelo contexto geopolítico internacional.

O conflito no Oriente Médio elevou os preços do petróleo, fator que aumenta a competitividade da pluma de algodão frente às fibras sintéticas, favorecendo a demanda pela fibra natural.

Preços do algodão registram valorização mensal

O boletim também aponta elevação nos preços médios do algodão em Mato Grosso.

Para a safra 2025/26, o preço médio mensal foi de R$ 128,54 por arroba, com alta de 5,50% em relação ao mês anterior;

Já a safra 2024/25 registrou média de R$ 121,61 por arroba, avanço de 4,27% no mesmo comparativo.

Dinâmica de preços será decisiva para os próximos meses

Na avaliação do instituto, o comportamento dos preços continuará sendo determinante para o ritmo das negociações ao longo dos próximos meses.

Os produtores seguem mais cautelosos e estratégicos, diante do cenário de margens de rentabilidade mais estreitas, o que reforça a importância do planejamento comercial para a sustentabilidade da atividade no estado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra 2026/2027

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A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).

As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações.

Custeio, comercialização e industrialização

No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%.

As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões.

Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento.

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Operações por porte do produtor

Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total.

Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR.

Crédito por região

O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões.

O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil.

Fontes de recursos

Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural.

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Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural.

Recursos equalizáveis

Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional.

No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido.

Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA).

Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).

Acesse aqui o documento. 

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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