Aparecida ganhou refúgio dedicado à recuperação de aves
Refúgio das Aves é um espaço dedicado à recuperação
O Refúgio das Aves, do Parque Três Pescadores, em Aparecida, no interior de São Paulo, pode ser considerado um oásis em meio a degradação do meio ambiente, principalmente da fauna. Com mais de cem animais em recuperação para retorno ao seu habitat natural – e capacidade para ampliar o atendimento para cerca de 300 –, o local é um dos únicos na região do Vale do Paraíba que recebe animais apreendidos por maus tratos ou vítimas do tráfico de animais silvestres.
O tráfico de animais silvestres é um negócio criminoso que movimenta cerca de US$ 2 bilhões por ano. A estimativa é que, somente no Brasil, 38 milhões de animais silvestres são retirados ilegalmente da natureza todos os anos, de acordo a Rede Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Silvestres (Renctas).
O Refúgio das Aves é um espaço dedicado à recuperação e proteção de espécies brasileiras e recebe animais de Centros de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), Centros de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS) e de excedentes de zoológicos de todo o país.
Ao chegarem no local, os animais passam por triagem, recebem tratamento veterinário e ficam em quarentena para depois serem manejados para área de convívio e visitação. Após o período de tratamento, são treinados para serem reintroduzidos na natureza.
Entre as espécies acolhidas no Parque Três Pescadores, há iguanas, jabutis, marrecos, araras canindé e vermelha, papagaios, maritacas, aratingas, pombas, corujas, garças, tucanos, seriemas, cágados e cutias.
Além do acolhimento dos animais, o parque também promove a sensibilização ambiental com programas educativos e oferece áreas acadêmicas para pesquisa, estágios e programas de extensão em colaboração com universidades da região.
Parque Três Pescadores
O Parque Três Pescadoresfoi inaugurado em julho de 2024 , em Aparecida, no interior de São Paulo. O espaço ocupa uma área de quase 30 mil m² às margens do Rio Paraíba do Sul e ao lado do Porto Itaguaçu, onde a imagem de Nossa Senhora Aparecida foi encontradaem 1717.
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O parque conta história de devoção à padroeira, faz passeios de balsa no Porto Itaguaçu e abriga uma réplica da vila dos pescadores que encontraram a imagem da santa no século 18.
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Para quem trabalha com turismo, o verdadeiro diferencial está na excelência do atendimento a todos os perfis de visitantes, especialmente aqueles que demandam cuidados específicos, como pessoas neurodivergentes (com autismo, TDAH ou dislexia, entre outros diagnósticos).
O novo episódio do videocast “Turistando” já está disponível no YouTube e no Spotify e mostra como pequenas mudanças de atitude e ambiente, baseadas no inédito “Guia para Atender Bem Turistas Neurodivergentes” podem transformar a experiência em cada negócio.
O documento foi desenvolvido a partir de uma pesquisa nacional, conduzida pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), em parceria com o Ministério do Turismo. O levantamento foi realizado entre fevereiro e março de 2026 e contou com mais de 760 participantes, entre pessoas neurodivergentes, familiares e profissionais da área.
Para debater o assunto, o episódio reúne a coordenadora de Turismo Responsável do Ministério do Turismo, Tatiana Oliveira, e Wagner Saltorato, membro do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (CONADE) e representante da Apae Brasil (FENAPAES).
Ao longo do bate-papo, Tatiana Oliveira explicou que a capacitação profissional e a empatia são as principais ferramentas de transformação sugeridas na publicação, sem que os estabelecimentos precisem necessariamente realizar grandes investimentos financeiros. “A cadeia do turismo deve lidar com a diversidade e oferecer boas experiências, e o Guia vem justamente para orientar os negócios sobre como acolher esse público com maior cuidado e respeito. A inclusão não envolve grandes investimentos em infraestrutura física; basta promover mudanças comportamentais para gerar um impacto positivo na experiência do turista. Nesse cenário, os profissionais do setor têm um papel fundamental na transformação que buscamos”, destacou a coordenadora.
Já Wagner Saltorato celebrou o impacto social do documento de abrangência nacional. “O turismo é uma atividade relacional e precisamos ter caminhos de diálogo em todo o setor turístico, abrindo possibilidades de conversa para que as pessoas neurodivergentes possam se manifestar. É sempre na relação que a previsibilidade ocorre e, quando a pessoa é acolhida, o lugar se torna mais seguro”, enfatizou o representante.
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