Mato Grosso

“Apoio da família pode ser decisivo para que mulheres denunciem agressores”, afirma chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência

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Mudanças de comportamento, isolamento e tentativa de esconder marcas físicas podem ser sinais de que uma mulher está vivendo uma situação de violência doméstica. Por isso, a atenção da família e de pessoas próximas pode ser determinante para identificar o problema e incentivar a vítima a buscar ajuda.

A avaliação é da secretária-chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência Contra Mulher, Mariell Antonini, que também é delegada da Polícia Civil. Neste domingo, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, ela faz questão de frisar a importância da conscientização da sociedade e destaca que, muitas vezes, o primeiro pedido de ajuda não ocorre nas instituições formais, mas dentro do próprio círculo de convivência da vítima.

“Uma mulher que sofre esse tipo de violência tende a ficar mais em casa, romper relacionamentos com familiares e amigos e, muitas vezes, até mudar a forma de se vestir para esconder marcas da violência. Por isso é muito importante que as pessoas analisem as mudanças de comportamento e tomem atitudes para auxiliar essa mulher. E o apoio da família pode ser decisivo para que as mulheres denunciem seus agressores”, explica.

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A delegada destaca que a postura da família influencia diretamente a decisão da mulher em denunciar ou não a violência sofrida. Por estarem no círculo mais próximo da vítima, familiares e amigos costumam ser os primeiros a ouvir o relato das agressões e acabam tendo papel determinante no incentivo à busca por ajuda.

“Nesse primeiro contato em que a mulher relata algum tipo de situação, é fundamental que haja uma sensibilização para que ela busque ajuda, confie no Estado e enxergue uma rede de proteção ao redor dela e faz toda diferença”, afirma.

A delegada também alerta que os familiares devem evitar falas que desestimulem a denúncia, fazendo a vítima acreditar que o agressor irá mudar de comportamento ou que a situação irá se resolver com o tempo.

“Dizer que o agressor vai mudar, que o relacionamento precisa amadurecer ou que a mulher vai perder o apoio da família são falas desestimuladoras e que precisam parar, porque o ciclo de violência doméstica é progressivo: geralmente começa com ações menores e vai evoluindo para atitudes cada vez mais violentas”, observa.

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Mariell ainda ressalta que o Estado possui uma rede estruturada para acolher e proteger mulheres vítimas de violência doméstica. Além das delegacias especializadas, as vítimas têm acesso a suporte social, psicológico e ao programa SER Família, que leva assistência financeira às mulheres em situação de vulnerabilidade. As forças de segurança também atuam de forma intensiva com a investigação rigorosa de todos e o acompanhamento das vítimas por meio da Patrulha Maria da Penha.

A orientação é para que vítimas e familiares denunciem aos canais oficiais desde os primeiros sinais de violência doméstica, o que também inclui violência psicológica, moral, patrimonial e sexual.

Confira os canais de denúncia disponíveis em Mato Grosso:

  • 180 – Central de Atendimento à Mulher, funciona todos os dias, por 24h;
  • 197 – Canal de denúncias da Polícia Civil;
  • 190 – Centro Integrado de Operações de Segurança Pública, para atendimento emergencial;
  • 181 – Disque-Denúncia;
  • Aplicativo SOS Mulher

Também é possível registrar denúncias e solicitar medidas protetivas pela Delegacia Digital da Polícia Civil.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

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Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

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Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

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Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

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