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Após três meses de altas, preço do etanol hidratado se estabiliza em São Paulo

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Mercado do etanol mostra sinais de estabilidade após sequência de altas

Depois de mais de três meses de valorização contínua, o preço do etanol hidratado no estado de São Paulo manteve-se praticamente estável na última semana, conforme dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

A cotação do Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado fechou o período de 26 a 30 de janeiro em R$ 3,0885 por litro (valor líquido de ICMS e PIS/Cofins), o que representa leve alta de 0,05% em relação à semana anterior.

Distribuidoras atuam com menor intensidade no mercado spot

Segundo o Cepea, as distribuidoras mostraram baixa movimentação nas compras à vista (spot). O principal motivo é que muitas ainda estão operando com estoques adquiridos em semanas anteriores, especialmente após os negócios volumosos realizados no fim de 2025.

Expectativa de aumento na demanda com o retorno das aulas e o Carnaval

Apesar da desaceleração nas transações recentes, o setor projeta uma retomada da demanda em fevereiro. O retorno das aulas escolares e a proximidade do feriado de Carnaval devem impulsionar o consumo de combustíveis, o que pode voltar a aquecer o mercado do etanol.

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Oferta segue limitada em meio à entressafra

Do lado da oferta, o Cepea destaca que a disponibilidade de etanol está reduzida. A entressafra da cana-de-açúcar limita a produção, fazendo com que poucas usinas participem das negociações no mercado spot.

Enquanto algumas unidades estão sem estoques, outras priorizam o cumprimento de contratos já firmados, o que mantém a oferta restrita no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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