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Aquishow Brasil, realizada em São José do Rio Preto, termina hoje

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A 13ª edição da Aquishow Brasil, realizada no Centro Avançado de Pesquisa e Desenvolvimento do Pescado Continental do Instituto de Pesca (IP-Apta) em São José do Rio Preto, chegou ao fim hoje (23.05), após três dias de intensa programação. O evento, que teve como tema “Da Produção ao Consumo”, reuniu mais de sete mil visitantes de diferentes regiões do país e do exterior, consolidando-se como um dos principais eventos de Aquicultura da América Latina.

Com mais de seis mil metros quadrados de área construída, a Aquishow Brasil 2024 ofereceu aos participantes uma megaestrutura completa, que incluiu auditório principal para debates, salas de reuniões, praça de alimentação e um showroom com viveiros de diferentes tipos. As marcas líderes do setor estiveram presentes, apresentando as últimas tecnologias e tendências para a Aquicultura.

Geração de Negócios e Conhecimento

A Aquishow Brasil 2024 se destacou como uma importante plataforma para a geração de negócios. No ano passado, o evento movimentou mais de R$ 160 milhões, e a expectativa para este ano era ainda maior. As empresas participantes puderam apresentar seus produtos e serviços a um público qualificado e fechar novos negócios.

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Além da geração de negócios, o evento também foi uma excelente oportunidade para os participantes trocarem experiências e se atualizarem sobre as últimas novidades do setor. Diversos painéis e workshops foram realizados, com a participação de especialistas nacionais e internacionais.

Prêmio Inovação Aquícola

Um dos destaques da Aquishow Brasil 2024 foi a 5ª edição do Prêmio Inovação Aquícola, que reconhece iniciativas capazes de transformar a realidade da Aquicultura brasileira. As 25 iniciativas inscritas nas quatro categorias – Academia, Produção, Beneficiamento/Produto Final e Sustentabilidade – foram avaliadas por um júri especializado, e os vencedores foram anunciados durante a cerimônia de premiação.

Fomento à Tilapicultura e Visão 360°

A tilapicultura foi o grande destaque da Aquishow Brasil 2024, mas o evento também contou com a representação de outras cadeias produtivas, como as de rãs, jacarés, moluscos e peixes nativos. Essa visão 360° do setor contribuiu para o debate sobre o desenvolvimento socioeconômico da Aquicultura brasileira.

Sucesso e Reconhecimento

Marilsa Fernandes, idealizadora e organizadora da Aquishow Brasil, avaliou a edição deste ano como um grande sucesso. “Conseguimos reunir os principais players do setor e proporcionar aos participantes uma experiência única. A Aquishow Brasil 2024 se consolidou como um dos principais eventos de Aquicultura da América Latina, e estamos muito felizes com os resultados”, afirmou.

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Fonte: Pensar Agro

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Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

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O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

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INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

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Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

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