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Área de plantio de arroz no RS deve cair abaixo de 900 mil hectares em 2026, aponta Irga

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Projeção do Irga aponta menor área de cultivo nos últimos anos

O Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) prevê uma redução expressiva na área cultivada com arroz no Rio Grande do Sul para a safra 2025/26, estimando o plantio entre 880 mil e 890 mil hectares. Se confirmada, essa será a menor área de cultivo registrada nos últimos anos, ficando abaixo de 900 mil hectares.

A informação foi antecipada pelo presidente do Irga, Alexandre Velho, durante reunião entre Farsul, Federarroz, Seapi e o próprio instituto. Os dados oficiais devem ser divulgados na próxima semana.

Produtividade tende a cair devido a desafios no campo

De acordo com Velho, além da diminuição na área plantada, o Estado deve enfrentar queda na produtividade em relação à safra anterior.

Ele destacou que seis regiões arrozeiras do Rio Grande do Sul registram maior incidência de arroz vermelho, problemas de infestação e menor uso de tecnologia, reflexo direto das restrições de crédito que limitam investimentos por parte dos produtores.

“O indicativo também é de uma produtividade menor este ano do que foi o ano passado”, afirmou o presidente do Irga.

Redução da área é vista como estratégia para equilibrar o mercado

Para o presidente da Farsul, Domingos de Souza, a retração na área cultivada reflete uma estratégia de ajuste de oferta defendida por entidades do setor.

“Esse número do Irga vai ser o mais importante para todas as políticas, tanto das entidades quanto da indústria e do poder público”, afirmou Souza.

Segundo ele, o movimento contribui para reequilibrar o mercado e melhorar as condições de preço para os produtores, após períodos de pressão sobre a rentabilidade da lavoura.

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Setor articula medidas emergenciais e de médio prazo

Durante o encontro, lideranças do setor apresentaram um pacote de ações emergenciais e medidas estruturais voltadas a reduzir a pressão sobre o preço do arroz e garantir fôlego financeiro aos produtores.

Entre as propostas em andamento estão:

  • Flexibilização do ICMS no período de colheita, negociada com o governo estadual;
  • Desconcentração dos vencimentos das CPRs, hoje concentrados entre março e abril;
  • Negociação com agentes financeiros para alongar prazos de custeio e investimento.

Essas ações têm como objetivo melhorar o fluxo de caixa dos produtores e dar estabilidade ao mercado arrozeiro gaúcho.

Combate à venda irregular e fiscalização de produtos importados

Outro ponto debatido foi o combate à comercialização irregular de arroz fora de tipo, prática que aumenta artificialmente a oferta de grãos tipo 1 e pressiona os preços internos.

As entidades estão financiando pesquisas para apoiar ações de fiscalização, com foco especial no produto importado do Mercosul, especialmente do Paraguai.

Arroz ganha novos destinos e oportunidades de mercado

Representantes da Federarroz e do Irga reforçaram que continuam os estudos para diversificação do uso do arroz, incluindo projetos voltados à produção de etanol e bioenergia.

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Segundo o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, a iniciativa busca ampliar o valor agregado do grão e gerar emprego e renda sem afetar o consumo alimentar.

“Não estamos tirando o arroz da alimentação. Estamos ampliando as possibilidades, gerando emprego e renda”, afirmou Nunes.

Contexto e importância do arroz para o agronegócio gaúcho

O Rio Grande do Sul mantém a liderança na produção de arroz no Brasil, responsável por cerca de 70% da safra nacional. A redução prevista na área de cultivo para 2026 reflete um ajuste estratégico do setor frente aos altos custos de produção, limitações de crédito e oscilações de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Títulos privados do agro movimentam R$ 580,78 bilhões em CPR no início da safra 2026/27

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou as finanças privadas do agro. Em julho de 2026, os estoques de Cédula de Produto Rural (CPR) totalizaram R$ 580,78 bilhões, distribuídos em 372 mil cédulas, com ticket médio de R$ 1,56 milhão. Considerando apenas os títulos emitidos em julho, primeiro mês da safra 2026/27, foram registrados R$ 37,53 bilhões em novas CPR.

Os estoques de Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) somaram R$ 560,37 bilhões. Pelas regras atuais do Manual de Crédito Rural, pelo menos 60% desse valor, equivalente a R$ 336,22 bilhões, precisa ser reaplicado no financiamento do setor agropecuário. Desse montante, pelo menos 45%, ou R$ 151,30 bilhões, precisa ser direcionado ao crédito rural oficial. Os valores consideram recursos destinados à safra atual e contratos ainda em aberto de safras anteriores.

Em julho, os estoques de Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e de Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) foram de R$ 174,20 bilhões e R$ 30,21 bilhões, respectivamente.

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No caso dos Fundos de Investimento em Cadeias Agroindustriais (Fiagro), considerando os dados de junho de 2026, o patrimônio líquido totalizou R$ 64,13 bilhões, distribuídos em 285 fundos.

Os dados são do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário da Secretaria de Política Agrícola do Mapa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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