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“Áreas Úmidas e Conhecimento Tradicional: Celebrar o Patrimônio Cultural” é o tema do Dia Mundial das Áreas Úmidas de 2026

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Em 2 de fevereiro é celebrado o Dia Mundial das Áreas Úmidas. O tema da campanha de 2026, Áreas Úmidas e Conhecimento Tradicional: Celebrar o Patrimônio Cultural, destaca o papel dos saberes ancestrais na conservação desses ecossistemas essenciais à vida no planeta. 

As áreas úmidas são ambientes de transição entre a terra firme e a água, presentes tanto no interior dos continentes quanto no litoral. Podem ter origem natural ou ser fruto de intervenções humanas. Conforme definição do Comitê Nacional de Zonas Úmidas (CNZU), caracterizam-se pela presença permanente ou sazonal de água, seja por alagamento ou saturação do soloTambém podem conter águas doces, salobras ou salgadas e abrigam espécies vegetais e animais adaptadas às variações do regime hídrico. Lagoas, lagunas, manguezais, áreas alagáveis, veredas, várzeas, reservatórios, turfeiras e o Pantanal englobam esse conjunto de ecossistemas. 

Signatário da Convenção de Ramsar de 1971, o Brasil integra a mobilização internacional em torno de um tema profundamente conectado à sua diversidade ambiental e cultural. O país abriga ampla variedade de áreaúmidas, além de rica diversidade de povos e comunidades tradicionais que, há gerações, constroem modos de vida em harmonia com esses territórios. 

Esses ecossistemas desempenham funções essenciais em escala nacional, como a regulação dos regimes hídricos, a proteção da biodiversidade e a contribuição para o enfrentamento da mudança do clima. Ainda assim, sofrem pressões crescentes decorrentes da expansão agropecuária, da mineração, da exploração madeireira, da geração de energia, das queimadas, da urbanização e da poluição. Esses fatores comprometem sua integridade ecológica e afetam o funcionamento da paisagem, o ciclo da água e a diversidade biológica. Projeções da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) indicam que, até 2040, a disponibilidade hídrica pode cair em até 40% nas principais regiões hidrográficas do país. 

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Diante desse cenário, a proteção das áreas úmidas brasileiras torna-se estratégica, uma vez que cerca de um terço do território nacional é composto por esses ambientes. O país concentra em torno de 12% de toda a água doce disponível no planeta, com destaque para o rio Amazonas, que responde por cerca de 20% do volume de água doce despejado anualmente nos oceanos em escala global.

Apesar de sua relevância para o equilíbrio hídrico e climático, a produção de alimentos, a geração de emprego e renda e a oferta de serviços ambientais, as áreas úmidas vêm desaparecendo rapidamente em todo o mundo. Nesse contexto, os conhecimentos milenares de povos indígenas, ribeirinhos, marisqueiras e outras comunidades tradicionais são fundamentais para a recuperação de áreas degradadas e para o uso sustentável desses ambientes, beneficiando todos os seres vivos, sobretudo a humanidade. 

Sítios Ramsar 

Hoje, o Brasil conta com 27 Sítios Ramsar reconhecidos, como manguezais, pântanos, lagos, rios e recifes de importância internacional por sua biodiversidade, funções hidrológicas e valor ecológico. Diversos sítios são manejados por povos indígenas comunidades tradicionais, como os SítioRamsar Regionais do Rio Negro, do Rio Juruá e do Estuário do Amazonas e seus Manguezais, exemplos de convivência equilibrada entre pessoas e ecossistemas.  

Maiores em território do que muitos países, os Sítios Ramsar Regionais são maiores que países inteiros, sendo o Sítio Ramsar Rio Negro o maior do mundo e o Sítio Ramsar Estuário do Amazonas e seus Manguezais a maior faixa contínua de manguezal do mundo, mostrando a importância do Brasil e de seus povos para a preservação desse patrimônio para a humanidade. 

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O reconhecimento e a valorização do patrimônio cultural tradicional fazem parte da agenda do Governo do Brasil. A recente reestruturação do CNZU ampliou a participação social, incluindo povos indígenas e povos e comunidades tradicionais, fortalecendo o reconhecimento do legado de quem protege as áreas úmidas brasileiras há gerações. 

No âmbito dessas negociações, o Brasil desempenha papel ativo em pautas como o reconhecimento dos golfinhos de rio como espécies estratégicas para a conservação, a promoção do uso sustentável de áreas úmidas na América do Sul e na Ásia e a construção e aprovação do novo Plano Estratégico da Convenção. 

No contexto doméstico, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reformulou o Conselho Nacional de Zonas Úmidas. Em 2024, o Governo do Brasil lançou o Programa Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Manguezais do Brasil (ProManguezal), que estabelece diretrizes, linhas de ação e mecanismos de implementação voltados à conservação, à recuperação e ao uso sustentável dos manguezais. O Programa Amazônia Sustentável, financiado com recursos do Fundo Global de Meio Ambiente, passou a priorizar iniciativas destinadas à proteção dos Sítios Ramsar dos rios Negro e Juruá. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Colheita de café avança lentamente no Sul de Minas após chuvas e preocupa produtores com qualidade dos grãos

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A colheita de café no Sul de Minas Gerais, principal região produtora de café arábica do Brasil, segue em ritmo mais lento que o esperado devido às chuvas registradas nas últimas semanas. Segundo levantamento divulgado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os trabalhos se aproximam de 10% da área prevista, mas devem ganhar intensidade entre esta semana e o início de junho.

O avanço mais moderado da colheita preocupa o setor cafeeiro, principalmente pelos possíveis impactos sobre a qualidade dos grãos. De acordo com o Cepea, as precipitações em pleno período de retirada do café podem provocar queda dos frutos no chão, comprometendo parte da qualidade do produto final.

Chuvas dificultam avanço da colheita

O Cepea informou que a colheita está atrasada na maior parte das regiões produtoras brasileiras, contrariando a expectativa inicial de aceleração das atividades a partir da segunda quinzena de maio.

“A colheita de café no Brasil está em ritmo lento na maior parte das regiões produtoras. Esperava-se que os trabalhos se intensificassem a partir de meados de maio, mas as recentes chuvas têm atrapalhado o avanço das atividades em diversas áreas”, destacou o centro de pesquisas ligado à Esalq/USP.

Em Varginha, um dos principais polos cafeeiros do Sul de Minas, foram registrados 16,5 milímetros de chuva apenas na última semana. Além disso, a previsão meteorológica ainda indica ocorrência de pancadas em várias áreas produtoras de café arábica nos próximos dias.

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Apesar disso, os volumes previstos para Minas Gerais até a primeira semana de junho tendem a permanecer próximos da média histórica do período, tradicionalmente mais seco.

Sul de Minas lidera produção de café arábica

O Sul de Minas concentra a maior parte da produção brasileira de café arábica e possui importância estratégica para o mercado nacional e internacional da commodity.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Minas Gerais deverá produzir 32,8 milhões de sacas de 60 kg na safra 2026, dentro de uma projeção nacional de 45,8 milhões de sacas de café arábica.

O volume mineiro representa crescimento próximo de 30% em comparação com a temporada passada, impulsionado pela bienalidade positiva e pelas condições climáticas mais favoráveis ao desenvolvimento das lavouras ao longo do ciclo.

Ritmo varia entre regiões produtoras

De acordo com os agentes consultados pelo Cepea, a colheita no Sul de Minas deve acelerar nos próximos dias, conforme as condições climáticas melhorem.

Nas Matas de Minas, outra importante região cafeeira do Estado, a colheita já varia entre 10% e 15% da área cultivada, embora os trabalhos ainda sejam considerados lentos pelos produtores.

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Já no Cerrado Mineiro, o avanço é menor e ainda gira em torno de 5% da área total.

Em São Paulo, a média da colheita do café arábica também se aproxima de 10%, mas as chuvas limitaram o avanço das operações nos últimos dias.

Colheita do café robusta avança mais rápido

Enquanto o café arábica enfrenta atrasos, a colheita do café canéfora — que engloba robusta e conilon — apresenta ritmo mais avançado em algumas regiões do país.

No Espírito Santo, principal produtor brasileiro de conilon, os trabalhos já atingem entre 15% e 25% da área cultivada, segundo o Cepea.

Rondônia segue liderando nacionalmente o avanço da colheita, com entre 50% e mais de 60% das áreas já colhidas, comportamento considerado típico para o Estado, que tradicionalmente inicia e encerra os trabalhos antes das demais regiões produtoras.

Mercado acompanha clima e qualidade da safra

O mercado cafeeiro acompanha com atenção o comportamento climático nas próximas semanas, já que o avanço da colheita em condições mais secas é fundamental para preservar a qualidade do café brasileiro.

Além do impacto na qualidade dos grãos, atrasos mais prolongados também podem influenciar logística, armazenagem e ritmo das exportações brasileiras no segundo semestre.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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