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Assembleia articula implantação de 45 creches em 41 municípios de MT

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O deputado Eduardo Botelho (União) lidera uma importante ação de fortalecimento da educação infantil em Mato Grosso, com a viabilização de 45 creches em 41 municípios. O trabalho é resultado de uma ampla articulação institucional envolvendo o Gabinete de Articulação para Efetividade da Política da Educação (Gaepe-MT), o Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado.

A das unidades, localizada no município de Poconé, será palco de uma visita institucional ampliada no próximo dia 22 de abril, marcando simbolicamente a retomada de obras de creches em Mato Grosso e evidenciando os resultados concretos da atuação integrada entre os poderes e órgãos de controle. Outras duas unidades já estão em fase avançada em Cáceres e devem ser entregues na sequência.

“Fizemos um trabalho integrado para viabilizar 45 creches em 41 municípios. Agora estamos organizando a primeira agenda em Poconé e, depois, em Cáceres e outros municípios. Esse é um trabalho voltado para a primeira infância, para garantir educação de qualidade às nossas crianças”, destacou o deputado Eduardo Botelho.

A política pública de expansão de vagas em creches teve início dentro do Gaepe-MT, grupo que reúne diversas instituições com o objetivo de aprimorar as políticas educacionais. Em 2023, um diagnóstico inédito apontou que cerca de 14 mil crianças aguardavam vaga em creches no estado. A partir dessa constatação, foi estruturado um esforço conjunto que já apresenta resultados concretos: em 2025, a fila foi reduzida em aproximadamente 31%, chegando a cerca de 10 mil crianças.

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A creche de Poconé, com capacidade para atender 179 crianças, é a primeira unidade concluída dentro desse novo modelo de cooperação institucional. A estruturação da unidade contou com atuação direta do TCE-MT e do Gaepe-MT, inclusive na articulação de recursos para garantir seu pleno funcionamento, com aquisição de mobiliário, equipamentos e materiais pedagógicos.

O presidente da Comissão Permanente de Educação e Cultura (Copec) do TCE-MT, conselheiro Antonio Joaquim, também enalteceu o trabalho em conjunto entre as instituições.

“Trata-se de mais uma conquista das 19 instituições que integram o Gaepe-MT, fruto de uma articulação responsável e comprometida com resultados. Agradecemos aos deputados Eduardo Botelho e Max Russi pela colaboração na realocação da emenda. O principal ganho é da sociedade, que passa a contar com uma creche devidamente estruturada para atender as crianças”, ressaltou o conselheiro Antonio Joaquim.

Além da viabilização das obras, o deputado Eduardo Botelho teve papel decisivo na garantia dos recursos para a expansão da política. À época em que presidia a Assembleia Legislativa, liderou a articulação para inclusão de investimentos no orçamento estadual, superando entraves institucionais e assegurando a destinação de recursos para a educação infantil.

“O que estamos fazendo aqui é resultado de um trabalho de articulação, a partir da emenda que incluímos no orçamento para investimento em creches. Atuamos em conjunto com o Tribunal de Contas de Mato Grosso, especialmente com o conselheiro Antonio Joaquim, à frente do Gaepe, e hoje vemos a concretização desses convênios. Cuidar das nossas crianças é cuidar do futuro. Este é um passo firme e decisivo para um Estado mais justo, humano e preparado para o amanhã”, afirmou Botelho.

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Além da construção das unidades, o deputado também tem atuado na destinação de recursos para garantir o funcionamento das creches.

“Para Poconé, também está alinhada, com o presidente Max Russi (Podemos), a liberação de quase R$ 800 mil em emenda de bancada para a compra do mobiliário e a rápida entrada em funcionamento da unidade, consolidando o esforço conjunto entre Assembleia, TCE e Governo do Estado”, reforçou o parlamentar.

O investimento integra uma política pública estruturada, com previsão de recursos contínuos para os próximos anos e novos projetos já planejados para 2026, incluindo retomadas de obras paralisadas e construção de novas unidades.

A iniciativa evidencia a importância da cooperação entre Estado, municípios e instituições de controle na construção de políticas públicas efetivas, capazes de transformar diagnósticos em ações concretas e ampliar o acesso à educação infantil em Mato Grosso.

Fonte: ALMT – MT

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Transporte Zero entra em fase de reavaliação e governo propõe reabertura do Repesca e GT

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A poucos meses de a Lei Estadual nº 12.197/2023, conhecida como “Transporte Zero”, completar três anos de vigência, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, na sexta-feira (22), uma audiência pública marcada pela presença do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que compareceu ao Plenário das Deliberações Deputado Renê Barbour para ouvir pescadores profissionais, empresários da cadeia produtiva da pesca e lideranças ribeirinhas de diversas regiões do estado.

O encontro, requerido pela Comissão de Meio Ambiente da ALMT, reuniu representantes das 22 colônias de pescadores de Mato Grosso, parlamentares, especialistas e integrantes do setor pesqueiro para discutir os impactos sociais, econômicos e ambientais provocados pela legislação, que restringiu o transporte, o armazenamento e a comercialização de espécies de peixes no estado.

Durante a audiência, Pivetta anunciou duas medidas imediatas: a reabertura do programa Repesca para novos cadastramentos e a criação de um grupo de trabalho com participação de deputados estaduais e representantes do governo para apresentar, em até 15 dias, uma proposta conciliatória sobre a legislação.

“Nem derrubar o que foi feito e nem continuar sufocando e maltratando as comunidades ribeirinhas e os pescadores profissionais”, afirmou o governador ao defender uma solução de equilíbrio para o impasse.

Segundo Pivetta, o novo cadastramento do Repesca será realizado de forma descentralizada, diretamente nos municípios, por meio dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), para facilitar o acesso dos pescadores que ainda não aderiram ao programa.

“O que eu vou propor, de imediato, é que a nossa equipe reabra o programa Repesca para que quem não se cadastrou possa se cadastrar. Nós vamos fazer isso a domicílio”, declarou o governador.

Dados apresentados durante a audiência apontam que Mato Grosso possui cerca de 10 mil pescadores profissionais. No entanto, apenas 2.172 recebem atualmente o auxílio financeiro do programa Repesca, pago pelo governo do estado por Meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc). O número foi citado pelo governador durante o debate ao defender a reabertura do cadastramento.

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O governador também afirmou que o grupo de trabalho será composto por parlamentares e equipes técnicas do governo estadual, incluindo representantes da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), da Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf) e de outras áreas ligadas ao setor pesqueiro.

O deputado estadual Wilson Santos (PSD), que preside o Observatório da Pesca da ALMT e propôs a audiência pública, classificou a participação do governador como positiva e destacou que o momento representa uma nova oportunidade de diálogo entre o governo e os pescadores profissionais.

“Nós fomos surpreendidos pela aparição do governador. Isso foi muito bom, muito positivo. Ele ouviu vários pescadores e empresários da cadeia produtiva da pesca e trouxe a proposta de reabrir o Repesca e formar um grupo de trabalho para apresentar uma solução conciliatória”, afirmou.

Wilson Santos defendeu a flexibilização da legislação com a liberação de algumas espécies para a pesca profissional, mantendo a preservação das espécies consideradas prioritárias para o turismo da pesca esportiva. Segundo o parlamentar, a pesca esportiva concentra interesse principalmente em quatro espécies, dourado, tucunaré, piraíba e pirarara, o que permitiria uma flexibilização parcial da lei sem comprometer o setor turístico.

“O governador falou várias vezes: nem derrubar a lei e nem continuar maltratando os pescadores profissionais. O pescador profissional quer voltar a trabalhar. Se houver a liberação de espécies como a piraputanga e o pintado no Pantanal, por exemplo, os pescadores já conseguiriam recuperar grande parte da renda das famílias”, defendeu o deputado.

A audiência foi presidida pelo deputado estadual Eduardo Botelho (MDB), presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALMT e autor da emenda que prevê a revisão das medidas adotadas pela lei após três anos de vigência.

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Botelho afirmou que a audiência servirá de base para as futuras decisões da Assembleia Legislativa sobre o tema. “Estamos cumprindo o que está na lei, que é fazer uma reavaliação do que foi feito. Essa audiência pública serve para balizar as decisões que os deputados vão tomar daqui para frente”, disse.

O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) defendeu que os pescadores procurem a Setasc-MT e as colônias para realizarem o cadastro no programa Repesca. Segundo ele, muitos trabalhadores deixaram de acessar o benefício por insegurança e falta de informação.

“É importante que os pescadores procurem a Setasc e as colônias para fazerem o cadastramento. Precisamos ampliar esse atendimento e buscar alternativas que garantam dignidade às famílias que dependem da pesca”, afirmou.

Durante o encontro, pescadores relataram dificuldades econômicas enfrentadas desde a entrada em vigor da legislação, além da redução da renda familiar e da falta de políticas públicas voltadas ao setor. Wilson Santos afirmou que o Observatório da Pesca da ALMT vem realizando levantamentos periódicos desde 2024 para acompanhar os efeitos da lei nos municípios ribeirinhos.

O presidente da Colônia Z-19 de Porto Alegre do Norte, Francisco da Costa Souza, afirmou que os pescadores da região vivem uma situação de abandono desde a implantação da lei. Segundo ele, dos 250 pescadores vinculados à colônia, muitos enfrentam dificuldades financeiras e não receberam o suporte prometido pelo Estado.

“O pescador foi desamparado. As espécies foram proibidas, mas o apoio prometido não chegou. Muitos pescadores precisaram vender barco, motor e até procurar ajuda para comprar remédio e alimento para a família. O que nós queremos é o direito de trabalhar e garantir a nossa renda”, declarou.

Fonte: ALMT – MT

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