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Assembleia Legislativa e TRE firmam parceria para combater a desinformação nas eleições de 2026

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) utilizará seus canais oficiais de comunicação para fortalecer o combate à desinformação e ampliar a divulgação de informações oficiais sobre as Eleições Gerais de 2026. A iniciativa será desenvolvida em parceria com o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e formalizada por meio de Acordo de Cooperação Técnica.

A atuação conjunta foi definida após encontro realizado nesta segunda-feira (2) entre o presidente da ALMT, deputado estadual Max Russi (PSB), a presidente do Tribunal, desembargadora Serly Marcondes Alves, e equipes técnicas das instituições.

Em entrevista à Rádio Assembleia (89,5 FM), nesta terça-feira (3), Max Russi afirmou que a medida fortalece o papel do Legislativo estadual na promoção da cidadania e da transparência.

“Nós temos uma estrutura muito boa de comunicação, como a TV, o site e Rádio Assembleia e colocamos isso à disposição do Tribunal Regional Eleitoral. Temos uma preocupação muito grande com a questão da desinformação, com as fake news e com o uso da inteligência artificial, que pode influenciar a vontade do eleitor na hora da decisão do voto. A Assembleia quer participar e atuar junto com o TRE de forma institucional, desenvolvendo uma pauta forte de educação digital e de combate à desinformação”, ressaltou.

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O deputado destacou ainda o amplo alcance dos veículos de comunicação institucionais, os únicos do estado autorizados pelo TRE a acompanhar, ao vivo, a apuração das eleições.

“Isso mostra o prestígio dos nossos meios de comunicação e a credibilidade do trabalho que vem sendo feito. Por isso, colocamos toda a estrutura à disposição para contribuir com esse processo”, reforçou.

A presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou a relevância da parceria para aproximar ainda mais a Justiça Eleitoral da sociedade. “Essa união de esforços é fundamental para que possamos levar informações claras, acessíveis e de qualidade a todos e todas as mato-grossenses. A comunicação é uma ferramenta estratégica para fortalecer a democracia, combater a desinformação e incentivar a participação cidadã”, afirmou. Segundo ela, o apoio da ALMT, por meio de sua estrutura de comunicação, amplia significativamente o alcance das ações institucionais do Tribunal. (Com informações do TRE-MT)

Fonte: ALMT – MT

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Comissão da ALMT retira de pauta projeto que revoga reserva extrativista na Região Norte

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A Comissão de Revisão Territorial dos Municípios e das Cidades da Assembleia Legislativa de Mato Grosso realizou nesta terça-feira (19) a primeira reunião ordinária de 2026. De quatro matérias aptas à discussão e votação, os deputados retiraram de pauta o Projeto de Decreto Legislativo 11/2025, de autoria do deputado Gilberto Cattani (PL).

Essa proposta, susta os efeitos do Decreto nº. 9.521, de 19 de junho de 1996, do Governo do Estado que cria a área da Reserva Extrativista Guariba Roosevelt, localizada nos municípios de Aripuanã e Colniza, totalizando aproximadamente 164 hectares.

O deputado Ondanir Bortolini, Nininho (Republicanos), que é presidente da comissão, defendeu a revisão de medidas ambientais que, segundo ele, têm prejudicado produtores rurais que ocuparam áreas da região amazônica de boa-fé há décadas. Nininho afirmou que muitas famílias enfrentaram dificuldades históricas, como isolamento, doenças e falta de infraestrutura, para desenvolver a produção rural.

Nininho criticou ainda a criação de reservas e parques sem a devida regularização fundiária e indenização aos moradores, alegando que produtores acabam impedidos de trabalhar e responsabilizados até mesmo por incêndios em áreas protegidas. Ele afirmou também que é necessário conciliar a preservação ambiental com justiça social, garantindo segurança jurídica às famílias que vivem e produzem nessas regiões.

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Já o deputado Júlio Campos (União) fez um apelo à Comissão de Revisão Territorial para uma análise com “muito carinho”. Segundo ele, a proposta busca revogar os efeitos do Decreto nº 952/2016, assinado pelo então governador Pedro Taques, que criou a Reserva Extrativista Guariba-Roosevelt, no município de Colniza, abrangendo uma área de aproximadamente 164 mil hectares.

Durante a defesa do projeto, Júlio Campos relembrou que a região foi destinada à colonização entre os anos de 1983 e 1986, quando governou Mato Grosso, dentro de uma política federal de ocupação da Amazônia Legal. Segundo ele, mais de 200 famílias foram assentadas na área e permanecem produzindo café, cacau e gado há cerca de 40 anos.

O parlamentar afirmou que muitos produtores enfrentaram dificuldades como malária, isolamento e perdas familiares para permanecer na região e criticou a criação da reserva sobre áreas já ocupadas. “Ninguém quer acabar com a reserva, mas não podemos acabar com os produtores rurais”, declarou, defendendo que a unidade de conservação seja rediscutida em áreas devolutas e sem ocupação produtiva.

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Fonte: ALMT – MT

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