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Assembleia Legislativa recebe balseiros de Peixoto de Azevedo em busca de apoio para regularização da atividade

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Dilmar Dal Bosco se comprometeu com os balseiros e diz que vai buscar solução junto aos órgãos competentes

Dilmar Dal Bosco se comprometeu com os balseiros e diz que vai buscar solução junto aos órgãos competentes

Foto: JUNIOR POYER

Um grupo de cerca de 150 balseiros do município de Peixoto de Azevedo, no norte de Mato Grosso, esteve na Assembleia Legislativa na manhã desta segunda-feira (16) em busca de apoio político e jurídico para a legalização da atividade na região do Rio Peixoto e seus afluentes. A comitiva foi recebida no Plenário da Casa de Leis, em Cuiabá, e contou com a presença do prefeito Nilmar Nunes Miranda, o Paulistinha (União), além dos vereadores Ismael Filho e Professor Wechinton Gomes. O encontro foi articulado pelo deputado estadual Dilmar Dal Bosco (União), que acolheu as demandas da categoria e se comprometeu a buscar soluções junto aos órgãos competentes.

Reconhecendo a importância da categoria para a economia local, o deputado afirmou que sempre defendeu os pequenos garimpeiros e balseiros de Peixoto e região. “Esses trabalhadores não são criminosos. São pais de família que acordam cedo, enfrentam o sol e a correnteza para garantir o sustento com dignidade. O que eles querem é apenas o direito de trabalhar dentro da lei, sem serem tratados como clandestinos”, destacou Dilmar.

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O prefeito Paulistinha também reforçou a urgência da causa, ressaltando que a gestão municipal está ao lado dos balseiros na luta pela legalização. “Peixoto de Azevedo é feito por gente trabalhadora. Esses homens não merecem ser marginalizados por tentar sobreviver com o próprio esforço. Estamos aqui para pedir apoio ao Estado e garantir o direito deles de exercer essa atividade de forma regular”, afirmou.

Durante a reunião, Dilmar se comprometeu a buscar, junto aos órgãos competentes, soluções legais e viáveis para que a categoria possa se regularizar. A ideia é promover articulações com instituições ambientais e federais, além de propor ajustes legislativos, se necessário, que tornem mais acessível o processo de formalização da atividade. “Vamos construir pontes para tirar esses trabalhadores da informalidade e dar a eles a segurança jurídica necessária para continuar produzindo e sustentando suas famílias, por isso, solicitei a presença, aqui, também, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), através da servidora Sheila Klener, que ouviu e entendeu a luta desses balseiros e se comprometeu em tentar ajudar da melhor forma”, completou o parlamentar.

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A reunião foi marcada por um clima de diálogo e união entre os participantes, em defesa de uma categoria tradicional da região. Segundo o deputado, o compromisso agora é transformar essa pauta em ações concretas, assegurando que os balseiros tenham seu trabalho reconhecido, regulamentado e respeitado.

Fonte: ALMT – MT

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Deputado Diego Guimarães defende plebiscito para moradores decidirem disputa entre Mato Grosso e Pará

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O deputado estadual Diego Guimarães (Republicanos) defendeu a realização de um plebiscito para que moradores das áreas em disputa entre Mato Grosso e Pará decidam oficialmente a qual estado desejam pertencer. O posicionamento foi feito, nesta quarta-feira (27), durante sessão plenária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

“O que está em jogo não é apenas terra ou arrecadação. Nós estamos falando de brasileiros que precisam da presença do poder público”, afirmou o parlamentar na tribuna.

Durante o discurso, Diego Guimarães criticou a postura do Governo do Pará na discussão que será levada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no início de junho, durante audiência de conciliação entre os dois estados. A disputa envolve uma área de aproximadamente 22 mil quilômetros quadrados e voltou à pauta do STF após o Governo de Mato Grosso questionar uma decisão anterior da Corte sobre os limites territoriais entre as duas unidades federativas.
Ao citar declarações da governadora paraense, Hana Ghassan (MDB), de que não abre mão do território, o deputado Diego Guimarães respondeu defendendo que a prioridade seja a população que vive na região de faixa de fronteira. “Façamos um plebiscito para ouvir o povo. Vamos perguntar se eles querem continuar no abandono ou se querem acesso à infraestrutura, educação e assistência que Mato Grosso tem oferecido”, declarou o deputado.
Em entrevista, Diego Guimarães afirmou que a discussão precisa ir além da questão cartográfica e considerar a situação das famílias que vivem nas regiões de fronteira. “Antes de falar de terra, precisamos falar de pessoas”, afirmou.
Segundo o parlamentar, moradores de comunidades paraenses costumam atravessar a fronteira para serem atendidos por serviços públicos em cidades como Guarantã do Norte, Novo Mundo, Alta Floresta, Paranaíta e Apiacás, comprovando que a população local já depende historicamente da estrutura oferecida por Mato Grosso.
“A minha origem é Guarantã do Norte. Eu convivo com essa realidade desde criança e, hoje, como deputado, continuo acompanhando de perto a situação dessas famílias”, declarou. “Meu irmão mora há anos nesta região no Estado do Pará, portanto, conhecemos muito bem a importância de uma conciliação para esta questão”, disse.
Diego Guimarães também relatou que moradores de localidades como Cachoeira da Serra, Castelo dos Sonhos e Vale do XV dependem diretamente da estrutura oferecida por Mato Grosso, principalmente nas áreas de saúde, educação e infraestrutura.
“O problema é que, muitas vezes, essas pessoas vivem em áreas que estão no mapa do Pará, mas que, na prática, não recebem a presença do Governo do Pará”, afirmou o deputado. “Muitas dessas famílias estão geograficamente no Pará, pagam impostos ao Pará, mas quem presta assistência é Mato Grosso”, acrescentou.
O parlamentar também afirmou que produtores rurais e prefeitos enfrentam dificuldades jurídicas ao tentarem realizar melhorias em estradas ou prestar apoio em áreas oficialmente pertencentes ao estado vizinho. “Tem prefeito respondendo processo porque colocou máquina para recuperar estrada rural em uma região onde o Estado do Pará não atua”, afirmou.
Segundo Diego Guimarães, a Assembleia Legislativa acompanha a questão de forma institucional e deverá participar das discussões no STF. Ele também defendeu que, independentemente do resultado da disputa territorial, a gestão paraense permita que Mato Grosso continue prestando apoio às comunidades da região.
“Mesmo que a terra continue com o Pará, permitam que Mato Grosso ajude essas famílias com estradas, transporte escolar e atendimento à saúde”, concluiu.

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Fonte: ALMT – MT

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