Alguns jornalistas testaram a assistente pessoal do Google nesta semana
No início de maio, durante o Google I/O 2018 , a empresa surpreendeu a todos com a apresentação de Duplex , a assistente pessoal do Google capaz de fazer ligações sozinha com uma voz bem parecida com a de um ser humano.
E mais um passo está sendo dado pela companhia em relação ao projeto. Isso porque, nos próximos meses, a assistente pessoal do Google já poderá ter os ‘serviços’ iniciados. De acordo com o portal internacional Mashable , não foi divulgado o tamanho do grupo que participará dos testes, mas tudo indica que, em breve, algumas empresas receberão telefonemas do Duplex perguntando informações, tais como horários de funcionamento.
Entretanto, antes de lançar a tecnologia no mercado, o Google permitiu que alguns jornalistas testassem a tecnologia de inteligência artificial (IA). Após a apresentação, uma série de questionamentos éticos acerca da assistente pessoal foi levantada. Entre as discussões estava a possibilidade da tecnologia “se passar por uma pessoa”.
O teste feito pelos jornalista consistiu no seguinte: o Duplex fez uma chamada para fazer uma reserva, enquanto os jornalistas faziam o papel do “garçom do restaurante”.
“A assistente virtual foi facilmente atrapalhada pelos meus ‘okays’ e pausas desajeitas. Mas, apesar dos meus esforços para confundir a tecnologia, a ligação foi tranquila”, relata a repórter Karissa Bell do Mashable sobre a IA.
Bell ainda conta que trabalhou em restaurantes e disse que, comparativamente, o telefonema-teste foi um pouco mais complicado do que com uma pessoa, mas não houve uma diferença particularmente notável, na verdade.
Como funcionam ligações da assistente pessoal do Google
Logo no início das ligações, o Duplex irá informar que é um serviço automatizado de reservas do Google e que a gravação está sendo gravada, para que a pessoa saiba que não está falando com um ser humano.
Além disso, caso a conversa saia de controle por qualquer motivo, a assistente pessoal do Google foi treinada para direcioná-la a um call center do Google para resolver o problema. E se o estabelecimento de interesse estiver fechado, a IA avisará o usuário sobre a situação.
Quantas vezes na escola você se perguntou “Onde vou usar isso?” ou “Como isso se encaixa na minha vida?” durante uma aula de física, matemática ou química? E a verdade é que todas essas áreas nos cercam e são encontradas no dia a dia, inclusive durante a maior festa do país: o Carnaval. Prova disso é que, neste ano, a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) distribuiu kits de detecção de metanol em bebidas alcoólicas destiladas para serem usados durante as festividades.
Em 2025, houve um pico de casos e mortes no Brasil em decorrência de intoxicação por metanol por meio da ingestão de bebidas alcoólicas. Até fevereiro deste ano, 16 pessoas faleceram e 62 casos foram confirmados, segundo o Ministério da Saúde. Foi nesse contexto, de acordo com o pesquisador David Fernandes, que o kit de detecção do composto químico começou a ser usado para uso geral.
“Quando começaram a aparecer casos, aceleramos essa linha de pesquisa e trabalhamos para compactar as reações que já dominávamos em um suporte sólido. A partir daí, otimizamos as condições experimentais para que o teste fosse sensível, confiável e simples, que permitisse identificar rapidamente a bebida como suspeita de adulteração por metanol”, explica o especialista vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Os pesquisadores desenvolveram três tecnologias pioneiras de detecção de metanol: o teste colorimétrico, o teste infravermelho e os canudos biodegradáveis. Durante o Carnaval, o teste utilizado pelos técnicos será o colimétrico. “Ele é feito com algumas amostras de bebidas e reagentes em três etapas, cada uma de cinco minutos de reação. Com a ajuda de um aplicativo, a reação vai ser comparada e, dependendo da cor, vai determinar se apresenta metanol ou não”, explica.
A ação de Carnaval, em parceria com o governo do estado da Paraíba, será feita por agentes do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) do estado treinados para utilizar o teste, que conta com quatro reagentes, dois recipientes, luvas, saco para descarte e um guia prático de uso.
Inicialmente, ainda de acordo com David, o kit foi criado para o controle de qualidade de cachaças produzidas na Paraíba. “Pela legislação, esse controle exige medir parâmetros com instrumentos sofisticados e de alta precisão, porém o acesso a essa estrutura costuma ser cara e depende de pessoal especializado, o que leva a uma demora. Então, nossos projetos já tinham o objetivo de criar métodos rápidos, de baixo custo, fácil de ser utilizado e com menor consumo de reagentes”, explica.
David, assim como a maioria, se perguntou “Onde vou usar isso?” ou “Como isso se encaixa na minha vida?” durante uma aula na escola, e, mesmo assim, ele persistiu e hoje vê a pesquisa com a qual ele colaborou sendo usada para resolver um problema nacional. “É até difícil colocar em palavras o sentimento para todo o grupo. É muita felicidade e gratidão, porque a gente percebe que o trabalho saiu do ambiente acadêmico e passou a contribuir para uma solução de um problema real, com impacto direto na vida das pessoas”, conta.
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