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ATR de agosto registra alta de 15,7% impulsionada pelo açúcar VHP no mercado externo

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O Conselho de Produtores de Cana-de-Açúcar e Etanol de Alagoas e Sergipe (Consecana-AL/SE) informou que o valor líquido do Açúcar Total Recuperável (ATR) em agosto registrou aumento de 15,7% em relação a julho, alcançando R$ 1,3706.

O crescimento foi impulsionado principalmente pela valorização do açúcar VHP destinado ao mercado mundial, que passou de R$ 89,93 em julho para R$ 123,16.

Formação do preço e impacto das exportações

Segundo o Consecana, como não houve comercialização de VHP em agosto, foi utilizada a média dos últimos três meses para a formação do preço. A metodologia favoreceu o cálculo, já que o mercado internacional é o principal destino da produção de Alagoas.

Outros tipos de açúcar também registraram avanço no período:

  • VHP exportado para os EUA: de R$ 223,24 para R$ 226,23.
  • Açúcar cristal no mercado interno: de R$ 143,21 para R$ 144,82.
Etanol permanece estável em agosto

De acordo com dados do Cepea/Esalq/USP, repassados ao Consecana, os preços médios do etanol anidro e do etanol hidratado permaneceram inalterados em agosto:

  • Etanol anidro: R$ 3,254/m³.
  • Etanol hidratado: R$ 3,380/m³.
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Como não houve novas comercializações recentes, foram considerados os valores médios das últimas três negociações.

Preço médio do ATR no mix da cana

O Consecana destacou que o preço médio de 1 kg de ATR no mix de produtos da cana em agosto foi de R$ 2,3192, com acumulado de R$ 2,4425.

Dessa forma, a tonelada da cana padrão foi calculada em R$ 156,3719 no período.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MPA participa da 3ª Cúpula da Pesca de Pequena Escala em Roma

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O Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) participou, neste domingo (6), da 3ª Cúpula da Pesca Artesanal (SSF Summit 2026), realizada na sede da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, Itália. O encontro reuniu governos, organizações de pescadores e pescadoras, sociedade civil e organismos internacionais para discutir a implementação das Diretrizes Voluntárias para a Sustentabilidade da Pesca em Pequena Escala.

O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da mesa de alto nível ao lado do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, e de ministros de outros países. Em sua intervenção, destacou que a sustentabilidade da pesca deve caminhar junto com a conservação dos recursos pesqueiros e a garantia de condições dignas de vida para as comunidades que vivem da atividade.

Edipo apresentou iniciativas brasileiras voltadas à pesca artesanal, incluindo o reconhecimento dos territórios pesqueiros tradicionais, políticas para mulheres e jovens, a integração entre conhecimentos científico e tradicional, a extensão pesqueira e a ampliação do acesso ao crédito. Também ressaltou a importância do pescado para a segurança alimentar e nutricional e o combate à fome.

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“Não existe futuro para a pesca sem a conservação dos recursos pesqueiros, assim como não existe pesca sustentável sem garantir condições de vida dignas para as mulheres e os homens que vivem das águas. Incentivar o consumo de pescado é também uma estratégia de segurança alimentar e de combate à fome”, afirmou.

Plano Nacional da Pesca Artesanal

O diretor do Departamento de Territórios Pesqueiros e Ordenamento do MPA, Cristiano Quaresma, apresentou o Plano Nacional da Pesca Artesanal (PNPA) como principal instrumento brasileiro para transformar as Diretrizes-SSF em políticas públicas. Construído com a participação de pescadores e pescadoras de diferentes regiões do país, o Plano estabelece uma estratégia para os próximos dez anos e contempla temas como territórios tradicionais, gestão sustentável dos recursos pesqueiros, trabalho digno, igualdade de gênero, juventudes e mudanças climáticas.

“A nossa experiência demonstra que as Diretrizes tornam-se mais fortes quando transformamos participação em decisão, direitos em políticas públicas e pescadores e pescadoras em protagonistas de seu próprio futuro”, destacou Quaresma.

Reuniões bilaterais

Paralelamente à Cúpula da Pesca de Pequena Escala, a delegação realizou reuniões bilaterais com a Representação Permanente do Brasil e com a Direção de Pesca e Aquicultura da FAO. Entre os temas abordados, destacaram-se a reconstrução da estatística pesqueira marinha brasileira, projetos de cooperação internacional, mecanismos de financiamento e implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto (PSMA), voltado ao combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada.

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A participação brasileira reforça a estratégia do MPA de ampliar a cooperação internacional e fortalecer a presença do Brasil nos debates globais sobre pesca, aquicultura, segurança alimentar e sustentabilidade.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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