Política Nacional

Avança acordo militar com Guiana

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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) aprovou nesta quarta-feira (2) acordo de cooperação entre Brasil e Guiana. O texto facilita ações conjuntas entre os dois países na área militar, inclusive na fronteira comum e no combate a crimes transnacionais. O documento ainda precisa ser aprovado em Plenário.

O acordo foi assinado em setembro de 2009 e enviado ao Congresso Nacional pela Presidência da República (PDS 240/2011). Caso aprovado, o presidente da República estará autorizado a confirmar o documento e inseri-lo na legislação brasileira.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) apontou que a cooperação se torna mais relevante atualmente do que quando foi assinada, em 2009. A razão é a descoberta e exploração de petróleo na costa da Guiana nos últimos anos e as ameaças do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de ocupar a região guianesa de Essequibo, entre 2023 e 2024.

— O caminho natural de invasão terrestre da Venezuela para a Guiana passa por dentro de território brasileiro. [A divisa entre Venezuela e Essequibo] é só selva e montanha, muito difícil. No entanto, se desbordar pelo sul, passando por dentro do Brasil, passa-se exatamente por essa região.

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Mourão leu o relatório do senador Chico Rodrigues (PSB-RR), favorável ao acordo. A reunião foi presidida pelo senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

O acordo

O texto prevê ações em pesquisa, apoio logístico, aquisição de produtos de defesa e troca de conhecimentos sobre operações militares. Brasil e Guiana também poderão realizar treinamentos militares conjuntos e compartilhar experiências sobre o tema.

A cooperação poderá incluir visitas de autoridades e intercâmbio de instrutores e estudantes de instituições militares, inclusive nas fronteiras. O texto também permite facilitar o trânsito militar por via aérea, terrestre e marítima, conforme as leis dos dois países.

Transparência

A análise da proposta no Senado chegou a ser suspensa em 2020 por causa de dúvidas sobre as regras do acordo para informações sigilosas. O questionamento feito pela CRE à época apontava que a Lei de Acesso à Informação (LAI), de 2011 eliminou o grau de sigilo “confidencial”, mencionado no acordo.

O relatório de Rodrigues e o Ministério das Relações Exteriores entenderam que as obrigações previstas no acordo podem coexistir com a LAI, sendo que as informações secretas serão adaptadas às categorias de sigilo da LAI.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Subcomissão aprova requerimentos para ampliação da escuta a povos indígenas

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A Subcomissão Permanente dos Povos Indígenas Yanomami aprovou, nesta quarta-feira (2), dois requerimentos que fortalecem a escuta de indígenas no âmbito da subcomissão. Um deles cria um grupo de trabalho para ouvir os indígenas dos povos Yanomami e Ye’kuana. O outro  assegura que o povo Yanomami tenha sempre pelo menos um representante nas audiências públicas da subcomissão, com despesas custeadas pelo Senado.

Segundo a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), autora da proposta (REQ 6/2026 – CDHYANOM), a presença de representantes indígenas nas reuniões torna a busca por informações mais efetiva. Ela destacou que a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, assegura o direito desses povos de participarem das decisões que os afetam.

A subcomissão integra a Comissão de Direitos Humanos (CDH), presidida por Damares.

Grupo de trabalho

O grupo de trabalho terá até 15 de dezembro para ouvir representantes indígenas e movimentos sociais sobre como o poder público deve apresentar propostas e monitorar as ações que buscam garantir os direitos fundamentais dos povos Yanomami e Ye’kuana (REQ 5/2026 – CDHYANOM). Ambas as etnias se localizam na floresta amazônica, na fronteira entre Brasil e Venezuela.

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Ao término dos trabalhos, será elaborado um relatório. Os membros do Grupo serão apresentados posteriormente.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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