Política Nacional

Avança criação de cordão para identificar pessoas com doença de Parkinson

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A Comissão de Direitos Humanos (CDH) aprovou nesta  quarta-feira (25) projeto que institui o uso de cordão com desenhos de tulipas vermelhas como identificador da pessoa com doença de Parkinson.

O PL 4.366/2024, do senador licenciado Romário (PL-RJ), recebeu parecer favorável da senadora Mara Gabrilli (PSD-SP) e segue agora para decisão final da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

A proposta, que altera a Lei 14.606, de 2023, explicita que o uso do cordão é opcional, e que seu uso não dispensa a apresentação de documento comprobatório da doença, caso seja solicitado pelo atendente ou pela autoridade competente.

A doença de Parkinson é causada pela degeneração da região do cérebro que auxilia a coordenação de movimentos. Os sintomas mais típicos são tremor, rigidez muscular e lentidão dos movimentos. 

A tulipa vermelha é o símbolo mundial da conscientização sobre a doença, usado desde a década de 1980, quando o floricultor holandês J.W.S. Van der Wereld criou uma nova variedade de tulipa vermelha e branca em homenagem ao médico inglês James Parkinson, que descreveu a patologia pela primeira vez.

Na justificativa do projeto, Romário destaca que a instituição do cordão de girassóis para identificar deficiências ocultas e do cordão de quebra-cabeça para identificar pessoas no espectro autista contribuíram não apenas para a identificação individual, mas também para instruir a sociedade sobre a diversidade humana. Para ele, a doença de Parkinson deve seguir o mesmo caminho.

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Mara Gabrilli ressaltou que a conscientização colabora para o exercício de direitos e para a inclusão, visto que essas são atividades cooperativas, isto é, dependem da atitude de cada membro de uma comunidade. 

— A proposição tem a capacidade de ampliar a disposição de bem conviver que já está presente na sociedade brasileira, ao promover conscientização sobre pessoas com deficiências não aparentes. É o melhor modo de se legislar. 

Audiências públicas

A comissão aprovou ainda requerimentos para a promoção de oito audiências públicas, três diligências externas e três pedidos de informações a ministérios e órgãos públicos. 

Entre as audiências, está a sugestão da presidente da CDH, senadora Damares Alves (Republicanos-DF), para discutir políticas públicas de proteção às mulheres e meninas e o fortalecimento da família como núcleo essencial de prevenção à violência (REQ 34/2026). Também são de autoria da senadora os requerimentos para debater as políticas públicas de atenção integral às pessoas com doenças raras (REQ 26/2026e para discutir as contribuições de africanos e afrodescendentes na formação da sociedade brasileira (REQ 24/2026). 

Entre as diligências, Damares sugere visita ao estado do Maranhão para acompanhar os casos de desaparecimento de crianças ocorridos no município de Bacabal (REQ 28/2026). Os senadores Marcos Rogério (PL-RO) e Jaime Bagattoli (PL-RO) pedem diligência na Floresta Nacional de Rendimento Sustentado Bom Futuro, localizada no Distrito de Rio Pardo, em Porto Velho, para ouvir famílias e verificar as condições de vida, após denúncia do descumprimento de termo de ajustamento de conduta (REQ 22/2026 – CDH). 

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Damares ainda solicita informações aos Ministérios da Justiça e Segurança Pública e dos Direitos Humanos e da Cidadania sobre a ocorrência de violência contra crianças e adolescentes em banheiros, vestiários ou congêneres abertos ao público (REQ 30/2026REQ 31/2026). Ela explica que o objetivo é subsidiar os senadores na análise de uma ideia legislativa enviada ao Senado que propõe regras para aumentar a segurança das crianças no uso dos espaços.

Outro requerimento da senadora Damares e do senador Jorge Seif (PL-SC) solicita ao diretor-presidente da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), Waldemar Gonçalves Ortunho Júnior, informações sobre o monitoramento do ECA Digital (Lei 15.211, de 2025), especialmente no que se refere à atuação da rede social Discord (REQ 27/2026). Segundo os senadores, o objetivo é subsidiar a CDH na fiscalização do cumprimento e da efetividade da norma.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Aprovadas exceções a regras fiscais para incentivos tributários e despesas de 2026

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O Plenário do Senado aprovou por unanimidade nesta quinta-feira (3) um projeto de lei complementar que permite que alguns benefícios tributários e despesas obrigatórias fiquem fora de determinadas restrições fiscais em 2026, ampliando a margem para esses gastos.

PLP 74/2026, que segue para sanção presidencial, prevê benefícios para áreas de livre comércio, data centers e bens de capital, além de garantir recursos para a ampliação da licença-paternidade e do salário-paternidade. O objetivo é compatibilizar a execução do Orçamento com as regras fiscais em vigor e evitar que limitações atinjam medidas já previstas ou que cumpram as exigências da legislação.

Para benefícios que reduzam a arrecadação, a exceção valerá quando a perda de receita já tiver sido considerada no Orçamento ou quando houver medida de compensação. O relator no Plenário do Senado foi o senador Camilo Santana (PT-CE).

— Consoante o autor da proposição [o deputado licenciado José Guimarães], o PLP limita-se a proteger situações já consideradas na elaboração e aprovação da Lei Orçamentária anual de 2026 ou que atendem às exigências da legislação fiscal vigente. Nos dizeres do autor, o objetivo central da matéria é conferir segurança jurídica, previsibilidade e racionalidade à execução das políticas públicas, evitando interpretações que possam inviabilizar medidas legítimas e já planejadas — resumiu o relator no Plenário.

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Licença-paternidade, data centers e PCDs

Camilo explicou que o projeto prevê tratamento específico para despesas decorrentes do ressarcimento de tributos por desonerações assumidas contratualmente pelo Brasil. A mesma regra será aplicada à ampliação da licença-paternidade e do salário-paternidade.

O texto também abre a possibilidade de incentivo para instalação de data centers no Brasil, por meio do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata). E amplia benefícios para o programa federal de financiamento de ações de apoio às pessoas com câncer e às pessoas com deficiência (Pronon e Pronas).

Pequenos municípios

Municípios endividados de até 65 mil habitantes serão dispensados de exigências da LRF para transferências voluntárias.

— As medidas de renúncia de receitas, imprescindíveis para o atendimento de demandas setoriais legítimas, somente serão postas em execução caso sejam compatíveis com a meta de resultado primário do devido exercício financeiro, de modo a não trazer novas pressões sobre a dívida pública. A flexibilização da LRF servirá para que a população de pequenos municípios não seja prejudicada pela interrupção de repasses federais e estaduais (necessários ao financiamento de políticas públicas) ocasionada por inadimplência tributária ou creditícia circunstancial — disse Camilo Santana. 

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Serão beneficiadas, ainda, proposições que buscam a desoneração do IRPJ e da CSLL de sociedades resseguradoras locais. A ideia é harmonizar as exigências de responsabilidade fiscal com o desenvolvimento econômico e social.

O texto também alcança benefícios tributários concedidos em 2026 relacionados a áreas de livre comércio e à produção de bens de capital. Esses regimes têm importância para o desenvolvimento regional e para a competitividade econômica, para evitar que novas exigências dificultem a aplicação de regimes tributários já previstos em lei. Os benefícios estarão condicionados à sua compatibilidade com a meta de resultado primário de 2026.

Com Agência Câmara 

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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