Política Nacional

Avança obrigatoriedade de livros sobre igualdade de gênero em escolas públicas

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Bibliotecas de escolas públicas poderão ser obrigadas a disponibilizar obras sobre equidade de gênero e proteção às mulheres. É o que determina projeto aprovado nesta quarta-feira (20) na Comissão de Direitos Humanos (CDH).

O PL 577/2024 altera a legislação que trata sobre a universalização das bibliotecas nas instituições de ensino do país (Lei 12.244, de 2010) para determinar que escolas públicas de educação básica disponibilizem livros e periódicos sobre igualdade de gênero, conforme a previsão orçamentária.

A proposta, da senadora Augusta Brito (PT-CE), recebeu voto favorável da relatora, senadora Ivete da Silveira (MDB-SC). Agora, o texto segue para a Comissão de Educação (CE).

“O respeito às mulheres também se aprende na escola, sobretudo no Brasil, onde esse tipo de violência lamentavelmente ainda é uma realidade cotidiana”, destaca Augusta. Para a senadora, a disponibilização das obras é uma forma de atuar preventivamente no combate à violência contra mulheres e meninas.

Segundo a autora, em 2021, 3.858 mulheres foram mortas de forma violenta no país, representando mais de dez mortes por dia, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Além disso, Augusta afirma que o Relatório Atlas da Violência de 2023 revelou que a taxa de homicídios femininos cresceu 0,3%, de 2020 para 2021, enquanto a de homicídios da população em geral apresentou queda. 

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Para Ivete, o projeto se fundamenta na busca por justiça e na valorização da leitura como instrumento para motivar a coexistência humana.

“Nem só de violência vive o Brasil — ele vive também de sua capacidade de reagir a ela”, afirma a relatora no parecer.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Santa Catarina elege Carol de Toni e Carlos Bolsonaro ao Senado

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selo_eleicoes_claro.jpgSanta Catarina elegeu neste domingo (4) Carol de Toni e Carlos Bolsonaro, ambos do PL, para o Senado. Ambos chegam à Casa para o primeiro mandato. Com 93,8% das seções eleitorais totalizadas, eles tinham respectivamente 33,4% e 25,2% dos votos.

Carol de Toni

Caroline Rodrigues de Toni nasceu em Chapecó (SC), em 1986. Advogada, é formada em direito pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó (Unochapecó) e tem mestrado em direito público.

Carol de Toni iniciou sua trajetória eleitoral em 2016, quando concorreu a vereadora em sua cidade natal e ficou na suplência. Em 2018, foi eleita deputada federal por Santa Catarina e, em 2022, foi reeleita. Na Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em 2024. Seu primeiro suplente é Geraldo Wetzel Neto (Novo), e o segundo suplente, Andrey Tomazi (PL).

Carlos Bolsonaro

Carlos Nantes Bolsonaro nasceu em Resende (RJ), em 1982. Formado em Ciências Aeronáuticas, iniciou a carreira política como vereador do Rio de Janeiro. Eleito pela primeira vez em 2000, exerceu sete mandatos consecutivos na Câmara de Vereadores carioca, de 2001 a 2025.

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Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Carlos deixou a Câmara Municipal do Rio de Janeiro em 2025 e transferiu seu domicílio eleitoral para Santa Catarina. Seu primeiro suplente é Rafael Caleffi, e seu segundo suplente, Balduino Rodrigues, ambos também do PL.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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