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Bahia entra para rede nacional de inovação agropecuária com adesão ao Mapa Conecta

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Bahia adere à plataforma Mapa Conecta

A Bahia oficializou sua adesão à plataforma Mapa Conecta, iniciativa nacional voltada à inovação agropecuária, com assinatura do protocolo de intenções realizada nesta segunda-feira (6) em Salvador. O documento foi assinado pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) e pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

O programa integra governos, setor produtivo, universidades, startups, empresas de tecnologia, centros de pesquisa e sociedade civil, visando modernizar e tornar mais competitivo o campo brasileiro.

“A Bahia é um dos estados com maior diversidade agropecuária do país. O Mapa Conecta é um passo estratégico para fortalecer a inovação no estado”, afirma o secretário da Agricultura, Pablo Barrozo.

Diagnóstico e Plano Estadual de Inovação

Com a adesão, será iniciado um diagnóstico detalhado das capacidades e oportunidades do ecossistema de inovação no campo baiano. Um Comitê Gestor, formado por mais de 50 instituições, vai elaborar o Plano Estadual de Inovação Agropecuária, com metas voltadas para produtores rurais.

Segundo Fábio Alexandre Rodrigues, superintendente de Agricultura e Pecuária da Bahia no Mapa, a iniciativa permitirá integrar e potencializar inovações existentes, promovendo a difusão tecnológica e conexão entre diferentes agentes do setor.

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O Mapa Conecta já conta com 12 estados participantes: Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Sergipe, Pará, Rio Grande do Norte e Goiás.

Expectativas para o agro baiano

A adesão à plataforma traz avanços em mecanização, automação, uso de bioinsumos e biotecnologia, aumentando a produtividade de forma sustentável. A digitalização do campo deve ser impulsionada com sensores, internet rural, agricultura de precisão e ferramentas conectadas.

Paralelamente, a iniciativa busca agregar valor aos produtos locais por meio de certificação, rastreabilidade, processamento local e abertura de novos mercados.

“A expectativa é que a Bahia avance em diferentes frentes da inovação no campo”, destaca Waleska Viana, assessora técnica da Seagri.

O programa também prioriza inclusão social, apoiando pequenos produtores, jovens, mulheres e incentivando o cooperativismo. Além disso, parques tecnológicos, incubadoras e hubs de inovação terão papel central na atração de startups e novos investimentos.

Plataforma digital e conectividade

O Mapa Conecta contará com uma plataforma multilíngue baseada em inteligência artificial, facilitando a identificação de soluções para demandas do campo. A ferramenta promoverá conexões entre startups, investidores, universidades e órgãos de governo, além de subsidiar políticas públicas e estimular negócios e difusão de tecnologias para outros estados e mercados internacionais.

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“Dividimos os participantes em grupos de trabalho por segmento para propor soluções eficazes. Com 417 municípios e uma economia ligada ao campo, a Bahia tem condições de liderar esse movimento”, explica Patrícia Fonseca, consultora de inovação agropecuária do Mapa.

Bahia como polo de inovação tecnológica

Para Ruben Delgado, presidente da Softex, o projeto pode transformar a Bahia em referência tecnológica no agro. O estado reúne universidades, centros de referência, profissionais qualificados e infraestrutura estratégica, além do apoio da Seagri e da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, formando um ambiente propício para empreendedorismo e inovação.

“Com essa articulação, a Bahia pode se tornar um polo de inovação agropecuária não apenas para o Brasil, mas também para o mundo”, afirma Delgado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova tecnologia reduz ruído e emissões em embarcações de pesca brasileiras

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Uma nova tecnologia está sendo testada em embarcações de pesca para reduzir ruídos e emissões durante as operações. A iniciativa é desenvolvida pelo Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e busca contribuir para a transição energética da atividade pesqueira nas regiões Sul e Sudeste do país. Em Torres (RS), representantes das instituições acompanharam uma das etapas do projeto, que prevê a adoção de tecnologias de energia limpa em embarcações utilizadas na pesca de emalhe e de arrasto.

A iniciativa utiliza motores de guincho movidos a energia elétrica e busca avaliar, na prática, os benefícios da tecnologia para os pescadores, entre eles a redução de emissões e do nível de ruído durante as operações. O projeto também considera as características das embarcações e a realidade socioeconômica das comunidades pesqueiras, com o objetivo de desenvolver soluções que possam ser incorporadas ao cotidiano dos trabalhadores.

Durante a atividade na cidade gaúcha, foram apresentados os principais resultados alcançados e as perspectivas para as próximas etapas. Um dos avanços foi a instalação de um novo equipamento na embarcação do pescador Benjamin Alves, que participou dos testes da tecnologia.

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Para o professor Federico Sucunza, um dos coordenadores do projeto, a experiência demonstra a importância da integração entre o conhecimento científico e os saberes dos pescadores para o desenvolvimento de tecnologias que atendam às necessidades reais da pesca artesanal. “Foi um desafio muito grande conseguir trazer essa tecnologia e instalar nas embarcações de pesca artesanal. Os benefícios são muitos, como a redução do ruído e das emissões, além de todo o impacto positivo que isso pode ter para o pescador”, destacou.

Segundo Federico, a participação dos pescadores no desenvolvimento e na avaliação da tecnologia foi fundamental para aprimorar a solução. “É o conhecimento do pescador que vai garantir que essa tecnologia desenvolvida na universidade seja aplicada durante o trabalho”, afirmou. O professor também ressaltou a importância da parceria entre universidade, comunidades pesqueiras e poder público. “Essa colaboração entre universidade, pesca e comunidade, junto com o apoio do Ministério da Pesca, foi fundamental”, disse.

A instalação do novo motor representa ainda um avanço na busca por melhores condições de trabalho a bordo. Entre os benefícios observados está a redução do ruído durante a operação, um aspecto destacado pelo pescador Benjamin, primeiro profissional a receber o equipamento no âmbito do projeto. Além da redução de ruídos e emissões, a iniciativa busca avaliar a viabilidade da tecnologia e sua adaptação às diferentes condições da pesca. A experiência realizada em Torres poderá contribuir para o aprimoramento dos equipamentos e para futuras ações de transição energética no setor.

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A ação está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e aos compromissos assumidos pelo Brasil relacionados às mudanças climáticas. A parceria entre o MPA e a UFJF busca contribuir para o desenvolvimento de soluções tecnológicas que promovam uma atividade pesqueira mais sustentável, reduzindo emissões e impactos ambientais sem desconsiderar as condições de trabalho e a realidade das comunidades que dependem da pesca.

ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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