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Bahia expande produção de biodiesel e amplia exportações para a Europa

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Investimentos fortalecem o setor de biodiesel na Bahia

A Bahia ganha destaque no cenário nacional de biocombustíveis com a intensificação das atividades produtivas na Usina de Biodiesel de Candeias, operada pela Petrobras Biocombustível S.A. (PBio). Em reunião realizada na segunda‑feira (26) na Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE), autoridades do setor discutiram os avanços da produção de biodiesel, a expansão das exportações e os impactos econômicos e ambientais positivos para o estado.

O encontro contou com a presença do diretor de Biodiesel da PBio, Flávio Tomiello, do gerente da usina, Valter Paixão, e do coordenador‑geral da Federação Única dos Petroleiros (FUP), Deyvid Bacelar. A modernização da planta e o fortalecimento da cadeia produtiva são partes da estratégia iniciada pela empresa desde 2023 para ampliar volumes e competitividade do biocombustível produzido na Bahia.

Exportação para a Europa impulsiona produção local

Em 2025, a usina de Candeias concluiu duas exportações de biodiesel avançado para o mercado europeu, com embarques pelo Porto de Aratu. A PBio já trabalha na produção de novos lotes com previsão de novas exportações ainda no primeiro trimestre de 2026, com foco em mercados que demandam altos padrões de sustentabilidade.

Segundo a PBio, o produto exportado foi produzido com óleo técnico de milho (TCO) e atingiu redução de mais de 84% nas emissões de gases de efeito estufa quando comparado ao diesel fóssil. O biocombustível também cumpriu os requisitos de sustentabilidade e rastreabilidade da certificação ISCC (International Sustainability and Carbon Certification), critério essencial para acesso ao mercado europeu.

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Integração da cadeia produtiva e geração de emprego

O secretário da SDE, Angelo Almeida, destacou a importância do diálogo contínuo entre governo, indústria e trabalhadores do setor como pilar para o crescimento sustentável da bioenergia. Para ele, a Bahia tem potencial para unir desenvolvimento econômico, geração de empregos, inovação industrial e sustentabilidade ambiental por meio da produção local de biodiesel.

Almeida ressaltou também a integração dos fornecedores de matérias‑primas, com produtos oriundos tanto da Região Metropolitana de Salvador quanto do oeste baiano. A recente entrada em operação da usina de etanol de milho em Luís Eduardo Magalhães amplia a sinergia e posiciona o estado como um polo estratégico na cadeia nacional e internacional de biocombustíveis.

Outro ponto debatido foi a estruturação de cadeias ligadas a óleos e gorduras residuais, como o óleo de cozinha usado, com a participação de associações de catadores e cooperativas — uma iniciativa que alia inclusão social, sustentabilidade ambiental e economia circular.

Cenário macroeconômico atual e o papel do Banco Central

O ambiente econômico brasileiro, fundamental para a competitividade das exportações do setor de biocombustíveis, segue influenciado por decisões de política monetária. O Banco Central do Brasil (BCB) manteve a taxa Selic em 15% ao ano em sua última reunião de política monetária, o maior nível dos últimos anos, mas sinalizou a possibilidade de cortes a partir de março de 2026, de acordo com dados de mercado.

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Esse patamar de juros elevados tem ajudado a manter a inflação sob controle, reforçando a previsibilidade econômica para investidores e agentes do agronegócio. A estabilidade também contribui para reduzir a volatilidade cambial, um fator relevante para produtores que dependem de exportações em mercados exigentes.

Perspectivas para o setor de biocombustíveis no Brasil

O impulso na produção de biodiesel na Bahia está alinhado com um momento de expansão da bioenergia no Brasil, que já se destaca como um dos maiores produtores globais. A combinação de investimento em tecnologia industrial, acesso a mercados externos e um ambiente econômico estável favorece a competitividade brasileira no setor.

Além disso, debates sobre políticas de biodiesel e possíveis restrições ao produto importado continuam no centro das discussões do agronegócio, refletindo desafios e oportunidades para produtores, distribuidores e exportadores no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne de búfalo estreia na Feicorte 2025 com pratos inspirados no tropeirismo e aposta em novos mercados

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A carne de búfalo será apresentada pela primeira vez na Feicorte, realizada de 23 a 26 de junho, no Recinto de Exposições Jacob Tosello, em Presidente Prudente (SP). A iniciativa marca a estreia da proteína bubalina em um dos principais encontros da cadeia produtiva de carnes do país.

A ação é conduzida por associados da Associação Brasileira de Criadores de Búfalos (ABCB), que irão apresentar ao público preparações que unem carne e derivados do leite de búfala, reforçando o potencial gastronômico e a versatilidade do produto.

Degustações destacam carne de sol e produtos lácteos de búfala

Entre os destaques da programação, o público poderá degustar carne de sol de búfalo acompanhada de manteiga de búfala aromatizada e stracciatella. Outra preparação que integra o cardápio é a paçoca de pilão feita com carne bubalina, resgatando referências da culinária tradicional brasileira.

Além das receitas com carne, também serão apresentados derivados do leite de búfala, como muçarela, burrata, manteiga e stracciatella, utilizados nas combinações servidas durante o evento.

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Segundo o criador de búfalos em Sarapuí (SP) e ex-presidente da ABCB, Caio Rossato, a presença da espécie em uma feira voltada ao setor de carnes amplia a visibilidade do produto e aproxima o consumidor final da cadeia produtiva.

“A presença do búfalo em eventos ligados à carne e ao leite permite apresentar os produtos e ampliar o conhecimento do público sobre as qualidades, o sabor e as texturas da proteína e dos derivados lácteos”, afirmou.

Carne de búfalo resgata tradição do tropeirismo

A escolha da paçoca de pilão como uma das preparações apresentadas na feira tem ligação direta com a história do tropeirismo no Brasil. O prato remete à alimentação utilizada por viajantes que transportavam animais por longas distâncias no período colonial e imperial.

De acordo com Rossato, essa tradição gastronômica percorreu rotas importantes do Sul e Sudeste do país, passando por estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais e São Paulo, até chegar ao mercado de Sorocaba.

Estratégia de valorização e expansão do consumo

A participação na Feicorte também tem como objetivo ampliar o reconhecimento da carne de búfalo no mercado brasileiro, reforçando seu potencial como alternativa à carne bovina tradicional.

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Para a ABCB, eventos do setor são fundamentais para aproximar produtores, indústria e consumidores, promovendo a diversificação do consumo de proteínas e derivados lácteos.

“A degustação em feiras como esta ajuda a divulgar os produtos e permite que o consumidor conheça melhor o sabor e as diferentes formas de utilização da carne e dos lácteos de búfala”, reforçou Rossato.

Com a estreia na Feicorte, o setor bubalino busca consolidar espaço em um dos principais palcos da pecuária de corte no Brasil, ampliando sua presença em eventos estratégicos da cadeia da carne.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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