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Baixa liquidez e avanço da segunda safra pressionam mercado de milho no Brasil

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O mercado brasileiro de milho iniciou a semana com baixa liquidez e tendência de pressão sobre os preços, tanto no mercado físico quanto na Bolsa B3. O movimento é influenciado pela queda do dólar, recuo das cotações em Chicago e pelo avanço da segunda safra, que aumenta a oferta interna do cereal.

Segundo análise da TF Agroeconômica, o cenário externo menos favorável reduziu a competitividade do milho brasileiro nas exportações, impactando diretamente a formação de preços no mercado doméstico.

Milho na B3 encerra semana com perdas nos principais vencimentos

Os contratos futuros de milho fecharam a segunda-feira em queda. O vencimento de julho de 2026 encerrou cotado a R$ 63,65 por saca, com recuo diário de R$ 0,26 e baixa acumulada de R$ 0,69 na semana.

O contrato de setembro fechou a R$ 66,65, com queda de R$ 0,21 no dia e recuo semanal de R$ 0,33. Já o vencimento de novembro registrou baixa de R$ 0,15, encerrando a R$ 70,11 por saca.

O movimento reflete a pressão combinada do câmbio mais fraco e da menor atratividade das exportações brasileiras diante do cenário internacional.

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Mercado físico tem baixa liquidez e produtores seguram vendas

No mercado interno, o avanço da colheita da segunda safra amplia a disponibilidade de milho e aumenta a cautela dos compradores. De acordo com o Cepea, há pressão tanto de consumidores domésticos quanto dos portos, o que contribui para a lentidão nas negociações.

Ao mesmo tempo, parte dos produtores opta por restringir as vendas, sem necessidade imediata de caixa ou liberação de espaço em armazéns, o que reduz ainda mais a fluidez do mercado.

A queda das cotações internacionais também reduz a paridade de exportação, limitando movimentos de recuperação dos preços internos.

Colheita avança e preços variam entre regiões produtoras

No Rio Grande do Sul, a colheita do milho alcançou 99% da área, com preços variando entre R$ 57 e R$ 63 por saca. A média estadual está em R$ 58,91.

Em Santa Catarina, as indicações de compra estão próximas de R$ 65 por saca, enquanto a demanda efetiva gira em torno de R$ 60, diferença que tem limitado o fechamento de negócios.

No Paraná, o mercado também apresenta baixa liquidez. Os compradores estão abastecidos e acompanham o avanço da colheita, que chegou a apenas 1% da área, abaixo da média histórica de 8,2%, devido ao excesso de umidade nas lavouras.

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Mato Grosso do Sul tem suporte do setor de bioenergia

Em Mato Grosso do Sul, as cotações variam entre R$ 49 e R$ 52 por saca. A colheita da safrinha também avançou para 1% da área.

Apesar da pressão geral de oferta, a demanda da indústria de bioenergia contribui para sustentar parte do consumo regional. Ainda assim, o mercado segue limitado por estoques elevados e pela expectativa de maior disponibilidade do cereal nas próximas semanas.

Cenário segue de pressão com oferta elevada

O mercado de milho permanece sob influência da combinação entre aumento da oferta interna, avanço da segunda safra e cenário externo menos favorável. Esses fatores, somados aos estoques elevados no Brasil e no exterior, mantêm a liquidez baixa e dificultam uma recuperação mais consistente dos preços no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Manejo integrado pode reduzir perdas por geadas no trigo do Sul, alerta Vittia

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A adoção de manejo integrado nas lavouras de trigo do Sul do Brasil pode ser decisiva para reduzir perdas causadas por geadas e outros eventos climáticos típicos do inverno. A avaliação é da Vittia, que defende o uso combinado de fertilizantes foliares, bioestimulantes e soluções biológicas como forma de fortalecer as plantas e ampliar sua capacidade de tolerar o estresse térmico.

Com a chegada do período mais frio do ano, produtores da região Sul enfrentam desafios recorrentes relacionados a baixas temperaturas, excesso de umidade e ocorrência de geadas, fatores que podem comprometer tanto a produtividade quanto a qualidade dos grãos.

Produção de trigo projetada em 6,38 milhões de toneladas na safra 2026

De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira de trigo na safra 2026 deve atingir cerca de 6,38 milhões de toneladas. A área cultivada, por sua vez, tende a recuar para aproximadamente 2,14 milhões de hectares, o que reforça a necessidade de maior eficiência produtiva e redução de perdas no campo.

Nesse contexto, o manejo adequado da lavoura passa a ser um fator estratégico para proteger o investimento do produtor rural, especialmente em um cenário de margens mais apertadas e maior exposição ao risco climático.

Geada é um dos principais riscos da cultura do trigo

Segundo a Vittia, a geada está entre os principais fatores de risco para a cultura do trigo no Brasil, podendo impactar diferentes fases de desenvolvimento da planta.

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O coordenador de Desenvolvimento de Mercado da empresa para a Região Sul, Gustavo Rubim, destaca que o planejamento antecipado é essencial para reduzir os impactos das baixas temperaturas.

“Mesmo em um inverno sob influência do El Niño, o produtor não deve descuidar do risco de geadas, sendo fundamental adotar estratégias de manejo bem definidas para reduzir possíveis impactos sobre o desenvolvimento e a produtividade das plantas”, afirma.

Além do frio intenso, Rubim ressalta que o período de inverno também traz outros desafios, como excesso de umidade, maior pressão de doenças e limitações operacionais no campo.

Manejo integrado é fundamental para reduzir riscos climáticos

De acordo com a Vittia, a combinação de práticas de manejo é determinante para aumentar a resiliência das lavouras. Entre as principais estratégias estão:

Principais pilares do manejo integrado:

  • Manejo adequado do solo
  • Nutrição equilibrada das plantas
  • Controle fitossanitário eficiente
  • Uso de soluções biológicas
  • Monitoramento climático constante
  • Escolha correta da época de semeadura
  • Cultivares adaptadas à região

Essas práticas ajudam a reduzir o risco de que fases críticas da cultura coincidam com períodos de maior incidência de geadas.

Impactos da geada variam conforme o estágio da cultura

A Vittia alerta que os danos provocados pelo frio intenso dependem diretamente do estágio fenológico do trigo no momento da ocorrência.

Fase vegetativa: danos geralmente limitados à queima de folhas e redução temporária do crescimento, com possibilidade de recuperação

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Espigamento, florescimento e enchimento de grãos: riscos mais elevados, com possível esterilidade de espiguetas, falhas na formação dos grãos e redução da produtividade e qualidade

Nutrição foliar e bioestimulantes ajudam na recuperação das plantas

Entre as ferramentas recomendadas para mitigar os efeitos do estresse térmico estão fertilizantes foliares e bioestimulantes. Segundo a empresa, esses produtos atuam como suporte fisiológico, ajudando a manter as plantas mais nutridas e preparadas para enfrentar condições adversas.

Nutrientes como potássio, cálcio, magnésio e micronutrientes contribuem para o equilíbrio metabólico da planta. Já compostos como aminoácidos e extratos de algas auxiliam na recuperação após eventos de geada.

Além disso, os bioestimulantes estimulam mecanismos naturais de defesa, aumentando a atividade antioxidante e reduzindo danos celulares causados pelo frio.

Estratégia deve ser preventiva e integrada, reforça Vittia

Para a Vittia, o uso dessas tecnologias deve estar inserido em uma estratégia de manejo mais ampla, com foco preventivo e planejamento antecipado.

“Não é possível controlar o clima, mas contribuir para que a planta esteja mais equilibrada nutricionalmente antes do evento e tenha melhores condições de recuperação”, destacou Gustavo Rubim.

O cenário reforça a importância de tecnologias agrícolas e práticas integradas como ferramentas essenciais para reduzir riscos climáticos e garantir maior estabilidade produtiva no trigo cultivado na região Sul do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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