Mato Grosso

Banco Mundial aponta ação da Seduc como boa opção para apoiar professores em sala de aula

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O Banco Mundial destacou, em seu perfil oficial no Linkedin no Brasil, uma experiência desenvolvida pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) para apoiar professores dentro da sala de aula. Na publicação, a instituição apresenta o trabalho como uma boa opção de projeto para redes de ensino que buscam melhorar a aprendizagem a partir do acompanhamento mais próximo da prática docente.

O reconhecimento se refere ao estudo “Fortalecendo as Práticas Pedagógicas: Observação de Sala de Aula e Mentoria em Mato Grosso”, produzido no âmbito do Projeto Aprendizagem Digital Inclusiva e Sustentável (PADIS), executado pela Seduc com financiamento do Banco Mundial.

Mais do que apresentar números, o estudo olhou para a rotina da escola. A proposta analisada acompanha o professor no lugar onde a aprendizagem acontece: a sala de aula.

A partir de observações, conversas, devolutivas e momentos de mentoria, o trabalho buscou entender como o apoio pedagógico pode ajudar o docente a aprimorar suas estratégias de ensino sem que isso seja visto como fiscalização.

O relatório avaliou a implementação piloto do Programa de Fortalecimento das Práticas Pedagógicas (PFPP), criado para aproximar formação continuada e prática diária.

Em vez de retirar o professor da escola para formações distantes da realidade, o modelo leva o apoio até o ambiente de trabalho, com escuta, orientação e acompanhamento.

A experiência foi desenvolvida entre julho e novembro de 2025, com apoio técnico da Seduc. Professores facilitadores acompanharam docentes da rede estadual em atividades de observação em sala, sessões de mentoria, entrevistas e questionários.

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O objetivo era perceber o que funcionava, onde havia resistência e quais ajustes seriam necessários para ampliar a iniciativa.

Um dos pontos destacados pelo Banco Mundial foi a boa aceitação do programa entre professores, facilitadores e coordenadores pedagógicos. Segundo o estudo, a relação de confiança criada durante o acompanhamento ajudou a reduzir a ideia de que a observação em sala seria uma forma de cobrança ou punição.

Na prática, o professor observado recebia uma devolutiva sobre sua aula, com reforço dos pontos positivos e sugestões de melhoria. Esse cuidado, segundo o relatório, abriu espaço para que os docentes refletissem sobre suas próprias práticas, testassem novas formas de ensinar e observassem com mais atenção a participação dos estudantes.

O programa foi estruturado com base em duas metodologias do Banco Mundial, conhecidas como Teach e Coach. A primeira orienta a observação da aula. A segunda organiza o processo de mentoria. Na rotina da escola, porém, a lógica é simples: observar, conversar, orientar e acompanhar.

O estudo também aponta caminhos para fortalecer a ação, como melhorar o acolhimento dos novos participantes, ampliar os momentos de troca entre professores, usar ferramentas digitais para acompanhar o processo e permitir encontros online em situações específicas.

Para a Seduc, o destaque dado pelo Banco Mundial reforça a importância das ações desenvolvidas pelo PADIS, projeto voltado à melhoria da aprendizagem, à inovação pedagógica, à inclusão educacional e ao uso de dados para apoiar decisões na rede estadual.

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Na conclusão, os pesquisadores afirmam que o Programa de Fortalecimento das Práticas Pedagógicas tem potencial para transformar práticas de ensino e fortalecer a liderança docente em Mato Grosso.

Ao destacar a experiência em seu perfil oficial, o Banco Mundial coloca a iniciativa da Seduc como referência possível para outras redes interessadas em apoiar melhor seus professores e melhorar o aprendizado dos estudantes.

A pesquisa foi conduzida por Leandro Oliveira, economista sênior; Isabella Meyer, associada profissional júnior; Juliana Brescianini, analista de operações; Ana Maria Rojas, economista comportamental; Jorge Castaneda, economista; e Victor Both Eyng, consultor educacional.

A orientação foi de Andreas Blom, gerente de Prática de Educação para América Latina e Caribe do Banco Mundial. O relatório também recebeu contribuições de Laura Gregory e Karina Dias.

Sobre o PADIS-MT

O Projeto Aprendizagem Digital, Inclusiva e Sustentável (PADIS-MT) integra a política EducAção 10 Anos e é desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso com apoio do Banco Mundial.

A iniciativa busca fortalecer a aprendizagem, a inclusão, a inovação pedagógica e a gestão orientada por resultados na rede estadual de ensino, articulando tecnologia, desenvolvimento profissional docente e políticas educacionais baseadas em evidências.

Fonte: Governo MT – MT

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Mato Grosso

Corpo de Bombeiros combate 13 incêndios florestais nesta sexta-feira (9)

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (9.10), 13 incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Colniza, Cuiabá, Juruena, Marcelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Maringá, Paranatinga, Rosário Oeste, São José do Rio Claro, Tesouro e União do Sul.

As ações de combate estão concentradas, principalmente, em Marcelândia, onde os bombeiros atuam em duas ocorrências. Além desse local, as equipes permanecem mobilizadas nas demais localidades, realizando ações de combate direto às chamas e controle dos focos de incêndio.

As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.

Focos de calor

Em Mato Grosso, foram registrados 13 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Sendo os 13 focos registrados na Amazônia.

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Fiscalização – Operação Infravermelho

O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.

Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.

Incêndios extintos

Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.

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Proibição do uso do fogo

O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.

O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).

Fonte: Governo MT – MT

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