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BNDES bate recorde e aprova R$ 5,3 bilhões em apenas oito dias

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, em apenas oito dias, R$ 5,3 bilhões em crédito rural dentro do Plano Safra 2025/2026. O volume representa 7,6% do total de R$ 70 bilhões que o banco pretende disponibilizar ao agronegócio nesta temporada, que teve início no último dia 1º de julho.

Os recursos começaram a ser liberados no dia 17 de julho, quando foram abertas as linhas de custeio, que já somam R$ 1,7 bilhão. Na última quinta-feira (24.07), as linhas voltadas a investimentos em instalações, máquinas e equipamentos entraram em operação, com R$ 3,6 bilhões aprovados em um único dia.

Ao todo, já foram formalizadas 13,1 mil operações de crédito, por meio de 21 agentes financeiros credenciados. Cerca de 9 mil operações foram destinadas a custeio da produção, das quais 5,5 mil atendem agricultores familiares por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Segundo o BNDES, a descentralização na oferta de crédito permitiu que as operações chegassem a 93% dos municípios brasileiros. Mais de 90% das operações – cerca de 12 mil – foram realizadas por bancos cooperativos e cooperativas de crédito.

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O Plano Safra 2025/2026 marca o maior orçamento já disponibilizado pelo BNDES ao setor agropecuário: R$ 70 bilhões, sendo R$ 39,7 bilhões em recursos equalizáveis, com juros subsidiados pelos Programas Agropecuários do Governo Federal (PAGF).

Desse montante, R$ 26,3 bilhões são destinados à agricultura empresarial, com taxas de juros entre 8,5% e 14% ao ano. Já para os pequenos produtores, o banco reservou R$ 13,4 bilhões, com condições mais acessíveis: juros entre 0,5% e 8% ao ano, de acordo com a linha de crédito escolhida.

Entre os programas operados pelo BNDES estão os já tradicionais Pronaf, Pronamp, Moderfrota, PCA, Renovagro, Inovagro, Prodecoop e Proirriga, que atendem diferentes portes e perfis de produtores rurais, tanto para capital de giro quanto para investimentos em tecnologia, armazenagem, mecanização e sustentabilidade.

Apenas o Pronaf teve um aumento de 9% em relação ao ano anterior, alcançando o total recorde de R$ 13,4 bilhões dentro da carteira de crédito do banco para esta safra.

O BNDES também anunciou que abrirá, na próxima quinta-feira (31.07), uma nova linha de crédito voltada especificamente para investimentos na agricultura familiar. A expectativa é de que a forte adesão registrada nas fases anteriores se mantenha, diante da alta demanda por financiamento rural, observada já nos primeiros dias da nova safra.

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Fonte: Pensar Agro

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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