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Boi gordo: preços da arroba recuam com avanço de embarques à China e redução no ritmo de compras dos frigoríficos

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Os preços da arroba do boi gordo seguem em trajetória de queda na parcial deste mês, mesmo em um cenário global marcado por estoques reduzidos de carne bovina — os menores desde 2006 — e cotações internacionais próximas das máximas históricas.

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) Cepea, o principal fator de pressão sobre o mercado interno está relacionado ao comportamento das exportações brasileiras para a China.

Exportações para a China reduzem ritmo de compras no Brasil

Dados oficiais indicam que o Brasil já utilizou cerca de 65% da cota de exportação de carne bovina destinada à China até maio. A expectativa é de que o limite total seja atingido até julho, considerando o intervalo logístico de até 60 dias para chegada do produto ao destino.

Com a proximidade do preenchimento da cota anual, frigoríficos exportadores passaram a reduzir o ritmo de compra de animais para abate no mercado interno, pressionando os preços pagos ao produtor.

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Demanda internacional mais cautelosa também influencia mercado

Além da limitação da cota, o Cepea destaca que a gestão mais rigorosa dos estoques internos chineses e uma postura mais conservadora dos importadores internacionais têm reduzido a agressividade das compras no mercado global de carne bovina.

Esse movimento contribui para um ambiente de menor sustentação dos preços no curto prazo, mesmo com fundamentos globais ainda considerados firmes.

Mercado do boi gordo segue atento ao ritmo das exportações

O comportamento das exportações segue como principal variável de curto prazo para a formação de preços da arroba no Brasil. A tendência é de maior sensibilidade do mercado às sinalizações vindas da China nas próximas semanas, especialmente diante da possível consolidação do limite da cota anual.

No cenário atual, o mercado pecuário permanece ajustando sua dinâmica entre oferta doméstica, demanda externa e estratégia dos frigoríficos exportadores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Custo oculto do trator pode consumir parte da renda da safra

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Com as máquinas no campo para o plantio da safra 2026/27, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) chama a atenção para um custo que nem sempre aparece nas contas da propriedade. Além do diesel, o cálculo da hora trabalhada pelo trator deve incluir depreciação, manutenção, seguro, mão de obra e o capital investido no equipamento.

A metodologia da Conab e estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) consideram despesas fixas e variáveis para determinar o custo da hora-máquina. Quando parte desses gastos é ignorada, o trator pode parecer econômico mesmo reduzindo a margem da atividade.

O impacto é maior quando o equipamento trabalha poucas horas por ano. Depreciação, seguro e capital imobilizado continuam pesando sobre a propriedade, mas passam a ser divididos por um período menor de utilização. A conta ajuda a decidir entre manter ou trocar a máquina, compartilhá-la com vizinhos ou contratar o serviço.

A depreciação corresponde à perda de valor durante a vida útil. Em uma simulação, um trator comprado por R$ 200 mil e vendido dez anos depois por R$ 80 mil terá perdido R$ 120 mil, o equivalente a R$ 12 mil por ano.

Com 500 horas anuais de trabalho, a depreciação será de R$ 24 por hora. Se o uso cair para 250 horas, o valor subirá para R$ 48 por hora. A diferença mostra por que a ociosidade pode tornar uma máquina cara mesmo sem aumentar o consumo de combustível.

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O diesel é calculado pela multiplicação do consumo horário pelo preço do litro. Um trator que utiliza oito litros por hora, com combustível a R$ 6, terá uma despesa de R$ 48 por hora.

Na simulação, ao acrescentar R$ 28 referentes à manutenção e ao operador, os custos variáveis chegam a R$ 76 por hora. Somados aos R$ 24 da depreciação, o resultado é de R$ 100. O cálculo simplificado ainda não inclui seguro, juros, lubrificantes e o custo do capital próprio.

Cada produtor deve substituir os valores do exemplo pelos números da propriedade. Preço de compra, possível valor de revenda, vida útil, horas trabalhadas, consumo de combustível e histórico de manutenção alteram o resultado.

O horímetro do painel é a referência mais segura para medir o uso. A marcação pode ser registrada antes e depois de cada operação ou no fechamento do mês. Notas fiscais e ordens de serviço também ajudam a calcular os gastos reais com peças, pneus e oficina.

Com o custo apurado, é possível compará-lo com o preço cobrado por prestadores da região. A terceirização tende a ser mais vantajosa quando o trator permanece parado durante grande parte do ano, desde que o serviço esteja disponível dentro da janela adequada. Um atraso no plantio, na pulverização ou na colheita pode gerar perda superior à economia obtida.

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Compartilhar a máquina ou prestar serviços a propriedades vizinhas também pode aumentar o número de horas trabalhadas e diluir os custos fixos. Já a compra de um equipamento novo só se justifica quando a economia operacional e o ganho de capacidade compensam o investimento.

Regulagem e condução completam a conta. Pressão inadequada dos pneus, excesso de lastro e incompatibilidade entre trator e implemento aumentam a patinagem, o consumo e o desgaste. A manutenção preventiva, por sua vez, reduz o risco de paralisações nos períodos mais importantes da safra.

O cálculo deve ser atualizado quando houver mudanças relevantes no preço do diesel, nos juros, nos salários ou nas despesas de manutenção. A calculadora oferece uma estimativa para orientar a decisão, mas o resultado mais confiável depende dos registros financeiros e operacionais da própria fazenda.

Serviço

A metodologia utilizada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), com os critérios para o cálculo dos custos de máquinas agrícolas, pode ser consultada clicando aqui.

Fonte: Pensar Agro

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