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Bolsas globais operam sob pressão enquanto Ibovespa tenta recuperação; petróleo, dólar e Fed dominam o mercado

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Os mercados financeiros iniciam esta terça-feira (7) em clima de cautela. As bolsas asiáticas encerraram o pregão majoritariamente em queda, enquanto os mercados europeus apresentam desempenho misto e os índices futuros de Wall Street oscilam sem direção única, refletindo a combinação entre incertezas geopolíticas, expectativa pela política monetária do Federal Reserve (Fed) e a movimentação dos preços do petróleo.

No Brasil, o Ibovespa Futuro abriu em alta, buscando recuperar parte das perdas registradas na sessão anterior, quando o principal índice da B3 recuou 0,93%. O mercado também acompanha a valorização do dólar, os indicadores econômicos domésticos e os desdobramentos das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.

Bolsas da Ásia encerram sessão em queda

O pregão asiático foi marcado por aversão ao risco. Na China, o índice CSI 300 recuou 1,03%, enquanto o Shanghai Composite (SSEC) caiu 1,26%, pressionados principalmente pelo desempenho das empresas do setor imobiliário e pela cautela dos investidores antes da divulgação de novos sinais sobre a política monetária norte-americana.

No Japão, o Nikkei 225 fechou com queda de 2,12%. A Coreia do Sul registrou uma das maiores perdas do dia, com o Kospi recuando 4,91%, enquanto o Hang Seng, de Hong Kong, encerrou em baixa de 0,51%.

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Europa e Wall Street acompanham petróleo e cenário geopolítico

Na Europa, os principais índices operam próximos da estabilidade, enquanto investidores monitoram os desdobramentos das tensões no Oriente Médio e a evolução das negociações envolvendo Estados Unidos e Irã.

Nos Estados Unidos, os contratos futuros apresentam comportamento misto, com investidores atentos ao início da temporada de balanços corporativos, aos próximos indicadores econômicos e às perspectivas para os juros americanos. A alta recente das ações de tecnologia continua sustentando parte do mercado norte-americano, embora o ambiente permaneça de elevada volatilidade.

Ibovespa tenta recuperação após queda

No mercado brasileiro, o Ibovespa Futuro iniciou o pregão aos 175.510 pontos, sinalizando recuperação após a realização de lucros observada na sessão anterior.

O dólar comercial opera ao redor de R$ 5,13, enquanto investidores acompanham indicadores domésticos, como a queda do IGP-DI, além das repercussões das medidas comerciais dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Empresas da B3 movimentam o mercado

Entre os principais destaques corporativos desta terça-feira estão:

  • Raízen (RAIZ4) figura entre os destaques positivos do setor de energia.
  • Petrobras (PETR3 e PETR4) acompanha a recuperação do petróleo Brent, negociado próximo de US$ 72 por barril, fator que influencia diretamente o desempenho das ações da companhia.
  • Vale (VALE3) segue monitorando o comportamento do minério de ferro no mercado internacional, além das repercussões da mudança na presidência do Conselho de Administração da empresa.
  • Engie Brasil (EGIE3) protocolou pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para emissão de R$ 700 milhões em debêntures.
  • Gafisa (GFSA3) voltou ao radar após a Redwood Administração de Recursos elevar sua participação acionária para 26,3%.
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Mercado segue sensível aos próximos indicadores

Os investidores permanecem atentos aos próximos dados econômicos nos Estados Unidos, que poderão influenciar as expectativas para a trajetória dos juros pelo Federal Reserve. Ao mesmo tempo, os preços do petróleo, o comportamento do dólar, o desempenho das commodities e o fluxo de capital estrangeiro continuam sendo os principais vetores para os mercados globais e para a Bolsa brasileira ao longo desta semana.

O cenário permanece de elevada volatilidade, exigindo atenção redobrada dos investidores diante das mudanças no ambiente econômico internacional e dos reflexos sobre ativos ligados ao agronegócio, mineração, energia e exportações brasileiras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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