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Bolsas globais reagem à queda do petróleo e tensões no Oriente Médio; investidores aguardam decisões de juros no Brasil e nos EUA

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Os mercados financeiros globais iniciaram a semana com sinais mistos, influenciados pela queda nos preços do petróleo e pelas persistentes tensões geopolíticas no Oriente Médio. Ao mesmo tempo, investidores mantêm cautela diante das decisões de política monetária previstas para esta semana no Brasil e nos Estados Unidos, evento conhecido como “Super Quarta”.

Queda do petróleo traz alívio e impulsiona bolsas globais

A perspectiva de reabertura do Estreito de Hormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, contribuiu para reduzir as pressões sobre a commodity e trouxe algum alívio aos mercados financeiros internacionais.

Nos Estados Unidos, os principais índices acionários encerraram o último pregão em alta. O Dow Jones Industrial Average avançou 0,83%, enquanto o S&P 500 registrou ganho de 1,01%. Já o Nasdaq Composite teve valorização de 1,22%.

Na Europa, o movimento positivo também predominou. O DAX, da Alemanha, subiu 0,50%, enquanto o CAC 40, da França, avançou 0,31%. O FTSE 100, de Londres, registrou alta de 0,55%, e o FTSE MIB, da Itália, apresentou leve valorização de 0,07%.

Bolsas asiáticas fecham sem direção única

Na Ásia, o desempenho das bolsas foi misto, refletindo tanto o alívio com o petróleo quanto a cautela diante do cenário geopolítico.

O índice Hang Seng apresentou leve alta, enquanto o CSI 300 e o índice de Xangai registraram queda.

Já o Nikkei 225, do Japão, também encerrou o pregão com leve recuo.

Outros mercados da região tiveram desempenho positivo. Na Coreia do Sul, o índice KOSPI avançou 1,63%. Em Taiwan, o índice Taiex subiu 1,48%. Em Cingapura, o Straits Times registrou valorização de 1,38%, enquanto na Austrália o S&P/ASX 200 teve alta de 0,36%.

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Apesar de notícias sobre avanços da China na produção de semicondutores, o cenário internacional segue influenciado pelas tensões envolvendo o Irã, o que mantém investidores em posição mais cautelosa.

Conflito no Oriente Médio aumenta incertezas

As tensões geopolíticas voltaram a ganhar destaque após novos ataques atribuídos ao Irã contra alvos ligados a aliados dos Estados Unidos no Golfo.

O episódio reforçou preocupações sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia e aumentou a volatilidade nos mercados financeiros.

Esse ambiente contribui para um comportamento mais defensivo por parte dos investidores, que acompanham atentamente qualquer novo desdobramento no conflito.

Ibovespa, dólar e juros refletem expectativa pela “Super Quarta”

No Brasil, o Ibovespa acompanha o movimento externo e opera com oscilações moderadas.

O Ibovespa futuro gira próximo dos 182 mil pontos, após o índice à vista ter encerrado o pregão anterior aos 179.875 pontos, sustentado principalmente pelo alívio nas commodities energéticas.

No mercado de câmbio, o Dólar americano recua frente ao Real brasileiro e é negociado ao redor de R$ 5,21, após ter registrado queda de 1,60% no pregão anterior.

Já os juros futuros operam em alta, refletindo a cautela do mercado diante das decisões de política monetária previstas para esta semana.

Decisões de juros concentram atenção dos investidores

A chamada “Super Quarta” reúne as decisões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve.

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No Brasil, a expectativa predominante no mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic.

Nos Estados Unidos, por outro lado, a projeção majoritária é de manutenção das taxas de juros no atual patamar.

As decisões dos bancos centrais devem influenciar o comportamento dos mercados globais, afetando principalmente câmbio, renda fixa e bolsas de valores.

Commodities e grandes empresas seguem no radar

O desempenho das commodities continua sendo um dos principais fatores de atenção dos investidores.

No Brasil, ações de empresas ligadas a recursos naturais permanecem no radar do mercado, como os papéis da Petrobras e da Vale, que tendem a reagir às oscilações nos preços do petróleo e do minério de ferro.

Na Ásia, ações de setores ligados a carvão e petróleo registraram queda, enquanto o setor financeiro apresentou desempenho positivo, indicando uma possível rotação de investimentos diante do ambiente de incerteza.

Cenário global segue marcado por cautela

O ambiente econômico internacional permanece influenciado por uma combinação de fatores, como as tensões geopolíticas, as oscilações nos preços das commodities e as decisões de política monetária dos principais bancos centrais.

Apesar do alívio pontual observado em alguns mercados, a tendência é de continuidade da volatilidade no curto prazo, com investidores atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e às sinalizações sobre juros no Brasil e nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil e Alemanha assinam acordos para fortalecer cooperação em economia circular e combate ao crime ambiental

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Os governos do Brasil e da Alemanha firmaram, nesta segunda-feira (20/4), acordos para fortalecer a cooperação bilateral nas áreas de economia circular e combate ao crime ambiental. Os ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e do Meio Ambiente, Conservação da Natureza, Segurança Nuclear e Proteção ao Consumidor alemão, Carsten Schneider, assinaram os atos em Hanôver, na Alemanha, paralelamente às agendas oficiais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpriu na cidade.

Os países também firmaram declaração conjunta em que a Alemanha manifesta intenção de aportar, por meio de seu banco de desenvolvimento KfW, até EUR 500 milhões para o Fundo Clima, operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e liderado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), que coordena seu Comitê Gestor  – leia mais aqui.

Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos

Um dos atos cria o Diálogo Brasil-Alemanha sobre Economia Circular e Eficiência de Recursos e seu plano de ação. O objetivo é fortalecer o intercâmbio bilateral sobre as políticas públicas necessárias à promoção da economia circular, instrumento considerado pelas nações como importante para apoiar o crescimento sustentável, a eficiência de recursos e o combate à mudança do clima, à perda de biodiversidade e à poluição.

O Diálogo tratará da concepção, planejamento e implementação de estratégias, legislação e políticas em áreas de interesse mútuo. Será um fórum para desenvolver conjuntamente recomendações de ajustes de políticas para apoiar a gestão sustentável de recursos.

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O intercâmbio entre os países se dará em três frentes. Primeiro, no aumento da circularidade e da eficiência de recursos ao longo de toda a cadeia de valor de materiais-chave – especialmente plásticos, água, produtos químicos, minerais e metais, entre outros – e em categorias de produtos selecionadas ou setores-chave, como eletrônicos, têxteis e embalagens. Para subsidiar a primeira área, podem ocorrer trocas sobre instrumentos e ferramentas de política, tais como critérios de ecodesign, rotulagem ambiental, sistemas de gestão ambiental, responsabilidade estendida do produtor, compras públicas sustentáveis, financiamento de medidas de economia circular e subsídios. Por fim, os países podem discutir padrões ambiciosos de sustentabilidade e transparência ao longo das cadeias de valor de categorias de produtos selecionadas e materiais-chave.



No texto, as partes destacam a intenção de trabalhar conjuntamente em mecanismos multilaterais internacionais sobre esses temas, como a ONU, incluindo o Comitê Intergovernamental de Negociação sobre Poluição por Plásticos, para promover a realização de padrões sustentáveis de consumo e produção e acelerar a transição para um uso mais sustentável, eficiente e circular de materiais e recursos naturais.

O Diálogo deve ser conduzido por autoridades de alto nível dos países. Sua governança ficará a cargo de um Comitê Diretivo Conjunto, que se reunirá anualmente e terá a tarefa de supervisionar o trabalho realizado no âmbito da iniciativa. Poderão participar outros ministérios envolvidos no tema, assim como o setor privado.



O plano de ação deve ser aplicado inicialmente por um período de cinco anos.

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Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais

O segundo ato assinado nesta segunda-feira institui a Declaração Conjunta sobre a Cooperação no Combate aos Crimes Ambientais. Por meio dela, Brasil e Alemanha reconhecem que os crimes ambientais – como o tráfico ilícito de fauna e flora silvestres e de resíduos e a mineração e pesca ilegais – são forma grave e em rápida expansão de crime organizado transnacional, que gera lucros ilícitos substanciais para organizações criminosas e possui impactos ambientais significativos, incluindo a aceleração da perda de biodiversidade, da mudança do clima e da poluição, o que representa ameaça a povos indígenas e comunidades locais.

A cooperação entre os países na área pode ocorrer na forma de intercâmbios bilaterais, envolvendo os ministérios relevantes de ambos os países; fortalecimento da coordenação em processos multilaterais relevantes, a fim de aprimorar a cooperação internacional; e a discussão de caminhos para um engajamento mais amplo e direcionado de iniciativas multissetoriais e da sociedade civil, entre outras.
 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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