Um grupo de 11 bombeiros militares do Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) retornou nesta segunda-feira (03.06) ao Estado, após um mês de atuação no Rio Grande do Sul, prestando apoio às operações de busca, resgate e assistência humanitária em razão das fortes chuvas e enchentes que atingiram a região.
A força-tarefa enviada por Mato Grosso no dia 4 de maio foi composta por profissionais altamente especializados, incluindo mergulhadores, operadores de desastres e dois cães farejadores. Eles iniciaram os trabalhos no dia 7 de maio, em conjunto com as equipes locais do Corpo de Bombeiros gaúcho.
Durante as operações, os bombeiros de Mato Grosso realizaram 152 ações humanitárias e/ou de Defesa Civil; 44 resgates de pessoas, 16 resgates de animais, localização de dois corpos, recuperação de cinco segmentos de membros, 10 rondas e ações preventivas.
O comandante-geral do CBMMT, coronel Alessandro Borges, recepcionou a equipe no Quartel do Comado Geral, parabenizou pelo trabalho prestado, e afirmou ainda que uma nova equipe irá dar continuidade aos trabalhos no RS.
“Estamos aqui hoje para receber nossa equipe que há cerca de um mês partiu em uma missão de extrema importância para socorrer os nossos irmãos do Rio Grande do Sul, que estavam e ainda estão passando por grandes dificuldades. Essa equipe, composta por mulheres e homens altamente qualificados, competentes e comprometidos, que realizou um trabalho excepcional durante esse período que estiveram no Estado gaúcho. Agora, essa equipe retorna para Mato Grosso, mas o trabalho no Rio Grande do Sul não para, porque um novo grupo irá dar continuidade às ações necessárias até que a situação retorne à normalidade e a reconstrução possa ter início”, disse o comandante.
O major bombeiro militar Anderson Rodrigo da Silva, que comandou a operação no Rio Grande do Sul, agradeceu a oportunidade profissional da missão e destacou que a equipe, atuou com excelência mesmo diante de diversas situações desafiadoras.
“Nossa equipe, atuou com excelência mesmo diante de diversos desafios, como questões psicológicas, de saúde, riscos no local e limitações de tempo. Mas a interação com a população e os outros militares nos fortaleceu ainda mais, mantendo-nos determinados a cumprir a missão. E os resultados são evidentes, os 11 profissionais que partiram não são os mesmos que voltaram. Eles retornaram muito mais experientes e maduros, evoluindo em pouco tempo como se tivessem passado por anos de treinamento. Portanto, é com muita satisfação que eu agradeço e espero que tenhamos conseguido fazer o nosso melhor, de acordo com o que a instituição confiou e esperava de nós”, afirmou o major.
A sargento BM Daiane da Rocha Ribeiro atuou na missão e relatou a dificuldade de ficar longe da família, principalmente em datas especiais como o Dia das Mães, que neste ano passou distante da filha por estar trabalhando na operação.
“Nesse período que ficamos no estado do Rio Grande do Sul, se passou o Dia das Mães e eu sou mãe da Luísa, de 5 anos, e com certeza é muito difícil ficar longe, ainda mais nessas datas especiais. Mas quando a gente escolhe essa profissão, a gente sabe que vai abdicar de muita coisa e essa é a parte dolorida, com certeza. Mas o que compensa é que a família apoia e que a gente sabe que está fazendo algo para o bem maior”, contou a sargento.
O soldado BM Jeferson Correa de Almeida relatou a experiência de participar do resgate de uma família de seis pessoas, incluindo um bebê de 20 dias de nascido e sua mãe que havia passado por uma cesariana.
“Nós estávamos em nossa embarcação, auxiliando pessoas e resgatando animais, quando o irmão desta família solicitou ajuda. Rapidamente nos deslocamos até o local e nos deparamos com uma família de aproximadamente 6 pessoas, incluindo um recém-nascido. Prontamente, realizamos o resgate de todos eles e os levamos para uma área segura. Como pai, a gente fica sentido, comovido com a situação, e como profissional também e a gente tenta dar o nosso melhor sempre e deu tudo certo a gente conseguiu retirar essas pessoas daquela área com segurança”, disse.
Apoio de buscas, combate e salvamento
O Corpo de Bombeiros de Mato Grosso (CBMMT) tem prestado assistência em diversas operações de resgate e combate a emergências, tanto dentro como fora do estado.
Em 2023, o CBMMT enviou equipes especializadas, para auxiliar nas buscas e resgates de pessoas desaparecidas no Rio Grande do Sul, após um forte ciclone extratropical atingir a região.
Anteriormente, em 2019, a corporação também participou das operações de resposta ao rompimento da barragem em Brumadinho, Minas Gerais, onde atuaram nas ações de busca e salvamento.
Já em 2022, o CBMMT deslocou reforços para apoiar as operações após os deslizamentos de terra ocorridos em Petrópolis, no Rio de Janeiro.
Mais recentemente, em 2023, o CBMMT destacou um grupo de bombeiros para colaborar no combate aos incêndios florestais no Canadá.
O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) combate, nesta sexta-feira (9.10), 13 incêndios florestais registrados nos municípios de Água Boa, Colniza, Cuiabá, Juruena, Marcelândia, Nossa Senhora do Livramento, Nova Maringá, Paranatinga, Rosário Oeste, São José do Rio Claro, Tesouro e União do Sul.
As ações de combate estão concentradas, principalmente, em Marcelândia, onde os bombeiros atuam em duas ocorrências. Além desse local, as equipes permanecem mobilizadas nas demais localidades, realizando ações de combate direto às chamas e controle dos focos de incêndio.
As operações contam, conforme a necessidade de cada ocorrência, com o apoio do Grupo de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM), da Defesa Civil Estadual, do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e da Polícia Militar. A atuação integrada das forças amplia a capacidade de resposta e fortalece o combate aos incêndios florestais em Mato Grosso.
Focos de calor
Em Mato Grosso, foram registrados 13 focos de calor nas últimas 24 horas, conforme a última checagem realizada às 17h no Programa BDQueimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Os dados são do Satélite de Referência (Aqua Tarde). Sendo os 13 focos registrados na Amazônia.
O Corpo de Bombeiros Militar também realiza o monitoramento do uso irregular do fogo no âmbito da Operação Infravermelho. Esse monitoramento é realizado a partir da Sala de Situação Central, instalada no Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), em Cuiabá.
Com o apoio de imagens de satélite e outras tecnologias, a operação tem como objetivo identificar, de forma antecipada, áreas com risco de incêndio florestal ou onde o fogo já tenha sido iniciado de maneira ilegal, atuando tanto na prevenção quanto na responsabilização dos infratores.
Incêndios extintos
Desde o início do período proibitivo do uso do fogo em Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros Militar já atuou na extinção de incêndios nos municípios de Água Boa, Araguaiana, Aripuanã, Barra do Garças, Boa Esperança do Norte, Bom Jesus do Araguaia, Campo Verde, Canabrava do Norte, Canarana, Chapada dos Guimarães, Cocalinho, Colíder, Colniza, Dom Aquino, Feliz Natal, Guarantã do Norte, Guiratinga, Juara, Lambari D’Oeste, Luciara, Marcelândia, Matupá, Nova Bandeirantes, Nova Maringá, Nova Nazaré, Nova Ubiratã, Nova Xavantina, Novo Santo Antônio, Novo São Joaquim, Paranatinga, Peixoto de Azevedo, Poxoréu, Primavera do Leste, Ribeirão Cascalheira, Rondonópolis, Rosário Oeste, Santa Terezinha, São Félix do Araguaia, União do Sul e Vila Rica.
O CBMMT reforça o alerta à população sobre a proibição do uso do fogo para limpeza e manejo de áreas rurais nos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, entre 1º de julho e 30 de novembro de 2026. Nas áreas urbanas, o uso do fogo é proibido durante todo o ano.
O uso irregular do fogo pode configurar crime ambiental e está sujeito às penalidades previstas em lei. Além de ser proibida, a prática representa riscos à segurança pública, à saúde da população e ao meio ambiente. Casos de uso irregular do fogo, inclusive em áreas urbanas, devem ser denunciados pelos números 193 (Corpo de Bombeiros Militar) ou 190 (Polícia Militar).
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