O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) ministrou uma palestra sobre noções básicas de combate a incêndios e primeiros socorros para 94 servidores da educação Estadual de Várzea Grande, nesta quarta-feira (17.07).
O evento, que contou com parceria da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc), foi realizado na Escola Estadual Liceu Cuiabano, em Cuiabá, e abordou a aplicação prática e teórica da Lei Lucas, que torna obrigatória a capacitação de professores e funcionários de escolas de educação infantil e fundamental em Primeiros Socorros.
Durante a palestra, os bombeiros militares orientaram a maneira correta de realizar a desobstrução de vias aéreas, e de como agir em casos de mal súbito ou desmaios.
Na ocasião, os servidores também receberam orientação de como identificar e utilizar corretamente o extintor de incêndios no ambiente escolar.
Lei Lucas
Sancionada em 2018, a lei determina que escolas públicas e privadas de educação infantil e fundamental ofereçam cursos de primeiros socorros para seus educadores.
Essa lei foi criada em memória de Lucas Begalli Zamora, que faleceu aos 10 anos após se engasgar durante um passeio escolar. O objetivo é garantir que os profissionais estejam preparados para agir rapidamente em situações de emergência médica com os alunos, evitando tragédias similares.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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