O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atuou no resgate de 13 pessoas presas em elevadores, em duas ocorrências distintas, registradas neste final de semana, nos municípios de Campo Verde e Lucas do Rio Verde.
A primeira ocorrência foi na noite deste sábado (1.11). Uma equipe da 11ª Companhia Independente Bombeiro Militar (11ª CIBM), de Campo Verde (a 139 km de Cuiabá), recebeu uma chamada por volta das 20h14, informando sobre nove pessoas presas em um elevador da torre do Mirante, na Praça João Paulo II.
Ao chegar, os militares constataram que o elevador havia parado entre o terceiro e o quarto andar, deixando nove pessoas presas no interior do equipamento. Duas delas apresentavam sintomas de claustrofobia, como ansiedade intensa e dificuldade para respirar.
Com apoio remoto da equipe de manutenção 24 horas do elevador, os bombeiros seguiram os procedimentos de emergência para nivelamento e descida do equipamento. Contudo, o sistema entrou em modo de segurança, após uma das vítimas forçar a porta, impedindo qualquer movimentação do elevador.
Diante da situação, os bombeiros utilizaram uma escada para retirar as vítimas com segurança, após uma das pessoas, em pânico, ter arrombado uma parede de gesso na tentativa de sair.
As duas vítimas que apresentavam sintomas de claustrofobia foram encaminhadas ao hospital por terceiros, com apoio e acompanhamento da equipe da 11ª CIBM. As demais sete pessoas não apresentaram ferimentos e foram liberadas no local.
Após o resgate, o elevador permaneceu inoperante, e o local foi deixado em segurança sob responsabilidade da administração do local.
Segunda ocorrência
A segunda ocorrência aconteceu neste domingo (02.11). A equipe da 13ª Companhia Independente Bombeiro Militar (13ª CIBM), de Lucas do Rio Verde (a 333 km de Cuiabá), foi acionada para resgatar quatro pessoas presas no elevador de uma papelaria no bairro Menino Deus.
Ao chegar, os militares constataram que o elevador apresentou uma pane súbita e parou no 2º andar do edifício.
Para liberar os ocupantes com segurança, os militares realizaram o acesso forçado utilizando o desencarcerador, equipamento especializado para esse tipo de situação.
Todos foram resgatados, ilesos e examinados pela equipe de resgate do CBMMT, todos estáveis clinicamente, apresentando apenas suor leve, devido ao calor e ao susto.
Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora
A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.
A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.
Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.
Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.
Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.
O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.
Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.
Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.
Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.
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